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Ecossistema econômico.
Então, vamos conversar hoje estimulados por bizarrices criadas por pura ignorância no trato com algo vivo, que chamamos de economia. Pessoas doutrinadas por ideologia de esquerda possuem extrema dificuldade em interpretar esses parâmetros vitais do que chamamos de livre mercado ao qual eles apelidaram de capitalismo. Sim, a economia possui vida e se deve ter muito cuidado ao mexer com ela, essa moça é geniosa e não gosta de saliências limitantes quanto aos seu comportamento padrão. Se você não sabe se comportar com ela eu sugiro que leia Mises, Friedman, Sowell, Hoppe, Hayek e tantos outros especialistas em etiqueta e comportamento social adequado para conviver sem sustos e bofetadas na cara que essa moça irá desferir nos ousados e impenitentes. Temos agora mais um evento proporcionado pela esquerda e seu trato animalesco com a economia de mercado, a proibição das BETs. Surgida do pântano cognitivo que abriga todas as suas decisões econômicas, com uma canetada resolveram acabar com toda uma atividade regulamentada e completamente legalizada de aposta. Assim, de repente, sem maiores estudos e explicações, apenas baseados em um provável impacto na economia dos viciados nesse sistema de jogatina. Então, se somos assim tão nobres e nos preocupamos como infortúnio alheio, devemos proibir toda bebida alcoólica. Ela também desagrega, destrói famílias, provoca violência e acidentes na sociedade. Precisamos de perfeição social, nada de cervejinha gelada, de whisky, de cachaça não é mesmo? Essas coisas também viciam, principalmente os descontrolados e irresponsáveis. Vamos proibir? Vamos criar uma sociedade livre e para atendimento apenas aos fracos de espírito, que se entregam ao vício, o resto que se dane. Nos Estados Unidos existiu a Lei Seca, foi um desastre total e foi revogada, criou impérios mafiosos. Quando uma sociedade ouve, escuta gente burra coisas estranhas acontecem, o mesmo desastre acontece com o jogo. É da natureza de alguns humanos perderem o controle com coisas que proporcionam algum prazer, o vício se instala e assim essa gente se perde nas artimanhas do sistema. Eu entendo, sim, sinceramente, mas o mundo não pode viver e existir no sistema gravitacional dessa gente. E quando um governo introduz uma atividade na economia, seja ela qual for, um ecossistema econômico começa a surgir em torno dessa atividade nova, empresas, patrocínios, lucros, receita e sustentação generalizada para um número enorme de atividades correlatas ao processo original.
Profissionais passam a depender dessa atividade, não diretamente, mas agregados ao seu patrocínio: comerciantes, clubes esportivos diversos, jornalistas, emissoras de televisão, atividade cultural de forma geral podem se beneficiar do sucesso desse ecossistema. Uma vez que a atividade foi regulamentada e possui todas as premissas legais para funcionar e pagar os devidos impostos ao erário, ela se torna completamente legal e pode exercer seu papel e ter seus direitos garantidos por lei respeitados. Afinal, são as regras da civilização. Empregos e sustentação financeira são geradas nesse universo econômico que pode não ser o ideal mas que acaba distribuindo recursos na economia como um todo. Ao eliminar tudo isso numa única canetada, o governo imbecil cria amplo espaço para a ilegalidade, pois o consumo do jogo não irá desaparecer, o que curiosamente levanta a suspeita se o objetivo , talvez seja esse mesmo, fazer uma atividade legal e que gera lucro até para o governo e assim colocar tudo nas mãos do crime organizado. Dentro da nossa peculiar surrealidade política nada pode ser descartado. Assim como a lei seca americana não acabou com o consumo de bebidas alcoólicas, o jogo não desaparecerá. Apenas irá migrar para s atividade criminosa, coisas que geram lucro podem ser controladas pelo governo ou pelo crime, depende dos governos escolherem onde querem colocar esse lucro. Acontece exatamente o mesmo com o tráfico de drogas, virou uma potência porque é ilegal, Mas aqui temos danos colaterais infinitamente maiores para a saúde dos usuários. As “boas almas” cheias de boas intenções sempre vão procurar melhorar o mundo, fuja dessa gente, sempre que aparece alguém dizendo que irá construir um mundo melhor, milhões morrem. O mundo é imperfeito assim como o homem, que possui uma elasticidade moral enorme quanto a qualquer procedimento, Poucos não vivem dentro desse padrão infame de se aproveitar do próximo para fazer escada no semelhante, e quanto menos valores moralmente civilizados, como ética, religião e cultura, mais propenso está o elemento a cometer barbaridades para se beneficiar de quem está a seu lado. A ideologia fornece essa insensibilidade disfarçada de interesse social pelo próximo, é um artificio eficiente de escravização humana antiga. Onde o verdadeiro propósito nunca é o benefício ao próximo, mas utilizá-lo como objeto para alcance de poder e riqueza. Toda uma geração educada para ser materialista, não respeita padrões de conduta civilizada, sem um verdadeiro amor ao próximo a conduta passa ser mecanicista, fria , como engrenagem política , um moedor de carne humana que possui apenas um objetivo a destruição de qualquer desvio. Sendo assim, a economia de mercado verdadeiramente livre é um inimigo a ser combatido, porque ela produz riqueza e liberdade continuada, a prosperidade vista onde é empegada e aceita como padrão social a ser estimulada. Um lugar onde cada um emprega sua capacidade pessoal de gerir a sua vida dentro de parâmetros aos quais são acessíveis dentro da capacidade pessoal e de investimentos em conhecimento que agregam valores passiveis de serem transformados em valor econômico. Um curso de especialização na área técnica, um curso superior direcionado para uma atividade específica, ou a vocação própria para uma atividade comercial podem ser a estrada para o sucesso, mas esse sucesso não vem de forma fácil, e muitas vezes nem se concretiza. Uma economia livre tem dessas coisas, muitas vezes depende de um aditivo que sobrenada o destino, chamamos de sorte, apenas o esforço não basta. Mas nesse caso iremos migrar para filosofia, metafísica essas nuances performáticas que bailam nas ocorrências circunstanciais da existência humana e definem a vida de muitos , não em materialidade mas em suposições sem estrutura física, porém de poder definidor de caminhos e de finais, felizes ou não.
Viver não é algo como um passeio no parque, estamos numa selva cheia de riscos e armadilhas prontas para encerrar nossa história no contexto percorrido, cabe a todos nós estruturarmos defesas contra tudo isso, e a prontidão mental é o principal atributo da vitória. Se trona fatal perante a natureza negligenciar o apreço pelo correto e se aventurar nas sombras das hipóteses sedutoras que oferecem oportunidades volúveis e prazerosas, a ilusão embriaga e depois destrói. Então, inseridos no ecossistema econômico criado, e uma vez estabelecido, não há como sair dele, Milton Friedman certa vez disse que um programa social que oferece vantagens provisórias , se transforma em permanente, fica impossível se livrar dele. A dependência se estabelece, variações diversas são criadas e estimuladas pela atividade e fornecimento de recursos o que provoca um enraizamento profundo na estrutura social que se serviu e se serve desses recursos. Ao abrir a oportunidade das BETs operarem, um mundo financeiro foi criado, dependências se estabeleceram, oportunidades surgiram, não se acaba com algo assim com uma simples assinatura, existe a necessidade de inteligência superior para entender isso.
Gerson S. Filho.
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