sexta-feira, 24 de abril de 2026

O gotejamento do delírio.

 

                                                          Image by Yol Gezer from Pixabay.





O gotejamento do delírio.



Bom, eu não ando muito bom com os textos ultimamente, na verdade, estou sem a mínima vontade de escrever, pois escrever e não ter quem leia parece coisa de maluco. Mas ainda assim resta aqui algo que traga emoção em vestígios complacentes numa ocasião esgarçada por inusitadas ocorrências sociais de um tempo quer parece ter perdido o prumo da coerência mental, A ciência margeia o que antes seria loucura, gente bem situada nesse ramo diz, não somos reais e estamos perto de provar. Bom, eu particularmente já suspeitava disso, se pensamentos, sensações de forma geral são impulsos elétricos, então tudo que vemos pode ser ilusão, um delírio para que estejamos abrigados dentro de uma estória previamente programada sabe-se lá por quem. E submetidos a esse gotejamento que submete o homem a uma suposta realidade, fica fácil entender que nossa trajetória aqui é pré programada, você não escolhe, não toma decisões, as coisas que acontecem estão no roteiro definido, livre arbítrio? Mais uma ilusão para conforto e evitar o colapso. Oferece aquela calmaria sentimental de que você define sua vida. A sociedade se degrada progressivamente com aplicação de politicas woke e outras similaridades alocadas na realidade para que ela se dissolva socialmente em resíduos em decomposição de uma organização social que até aqui foi relativamente bem. Inúmeros cientistas ligados a energia nuclear somem ou morrem, pessoas ligadas aos OVNIS também morrem em sequência quando o governo Americano ameaça divulgar arquivos secretos a respeito desse assunto. Eu tenho cá minhas hipóteses a respeito desse problema, mas claro, são hipóteses. Trafegam no mundo das suposições e qualquer pessoa com um mínio me cérebro funcional pode cria-las à vontade ao bel prazer da imaginação. Os assuntos elencados estão interligados, entrelaçados como átomos em circuito quântico. Entendam, exatamente por qual motivo a humanidade entraria em crise generalizada por descobrir que existem alienígenas? Não faz o mínimo sentido, esses personagens de suposta existência estão presentes na literatura e no cinema há tempo, não provocariam nenhum problema. Mas uma revelação que esse mundo não é real sim, o turbilhonamento de emoções seria violento. Não seria possível abrir essa verdade, isto é um conhecimento para poucos. Em um mundo onde as pessoas arrotam sabedoria mesmo estando mergulhados na mediocridade, insistem em teses fracassadas e evidenciadas como fraude, não há espaço mental para que suportem uma verdade desse tamanho, e isso sim justificaria tanto sigilo. Nós, máquinas biológicas nesse plano estamos para ser substituídos por algo muito mais inteligente e capaz, falta pouco, mais uns quatro anos ou cinco e nos tornaremos inúteis em todos os níveis. Não adianta ter doutorado um robô será um doutor muito melhor que você e com atualização técnica constante e imediata com toda novidade encontrada na área escolhida de ação. Quem não enxerga o óbvio, não está preparado para tudo isso. E se toda essa degeneração social já estivesse programada por quem comanda realmente o sistema, ou alegoricamente poderíamos chamar de Matrix? Não que a coisa seja exatamente igual como no famoso filme baseado em obra literária, mas que ali contenha algumas sutis verdades. Nós seríamos personagens de um jogo, para aprimoramento, aprendizado, enriquecimento cultural de forma geral e enfim, evolução.



Quantos permaneceriam com integridade psicológica ao saber disso? Talvez, e somete talvez, trabalhando ainda com hipótese, e se esses objetos voadores não identificados forem apenas sondas exploratórias de quem nos comanda e controla? Coletores de amostras do ambiente para algum fim específico do dono do jogo? Existem coisas que acontecem nesse mundo que são inexplicáveis para quem possui um raciocínio lógico e analítico de situação. Certo, civilizações iniciam, prosperam e desaparecem, mas no nosso caso atual temos um surto continuado de deficiência mental e entrega a procedimentos danosos a qualidade de vida, criando praticamente um procedimento suicida da sociedade. Politicas que desvirtuam os melhores valores, conflitos de interesse em relação a minorias que mesmo sendo minorias controlam o mundo político causando desconforto e criando perseguição aos que se recusam a se curvar às vontades particulares de guetos e bolhas de influência. Um verdadeiro cenário direcionado de fim de mundo. Estamos no tempo do conhecimento disponível, ao toque do teclado no computador, temos a informação de tudo que procurarmos, em ciências, em literatura, em cálculo, seja lá qual for o assunto, e mesmo assim nunca fomos tão limitados intelectualmente. Uma preguiça profunda atinge a maioria, que não lê, não pesquisa, não estuda apenas possui interesse por atividades da carne. Sexo, bebida, drogas, festas e mais nada. Um hedonismo predominante e abrangente, como se a vida fosse apenas isso. Bem conveniente para os controladores de uma sociedade que em breve terá os humanos substituídos por máquinas que pensam. Não haverá resistência possível ou contestação pois a sociedade será constituída por idiotas que apenas pensam em sexo e drogas. Na verdade, um rebanho de inúteis. Pouquíssimos possuem interesse e capacidade de sobrevivência ou até de integração com o que virá pela frente no futuro próximo. Então, tudo novamente parece a se assemelhar com um planejamento específico para controle, direcionamento e início e um novo tempo, aparentemente sem nenhum de nós. Ou ao menos da maioria inútil. As grandes empresas de tecnologia já produzem robôs em massa cada vez mais inteligentes e aptos, até para a guerra, combate direto. Cada vez mais implementam programas de IA de controle, e em breve, como hoje já acontece na China comunista, todos seus movimentos e ações estarão sob controle rígido do governo. Não permitindo mais nenhuma margem e folga para viver em alguma sombra fora de alguma fonte de vigilância.



Haverá estrutura psicológica de forma geral para suportar tal pressão? Ou grande parte da civilização sucumbirá a monotonia da servidão imposta por uma elite que se julga diferenciada e com estrutura de monarquia divina? Nesse ponto, o velho recurso natural do mais apto sobrevive entrará em vigor novamente, vários fatores estão incluídos nessa característica: cultura melhor, versatilidade de raciocínio que está conectada a um nível melhor de cultura e conhecimento, habilidades variadas de ação, como cursos técnicos específicos e áreas úteis com mecânica, eletricidade, química eletrônica, automação industrial, habilidades que possam ser utilizadas em momentos de crise e carência de recursos. A sobrevivência dependerá muito da atitude e do conhecimento que possa ser útil quando alguns acessos tecnológicos forem eliminados e não estarão mais disponíveis para uso da maioria. Sim, contingência para a sobrevivência. O mundo vai mudar, não se enganem, acontecerá em breve, e não se sabe se será para o bem ou para o mal, Se for para o bem, possibilidade menor, teremos algo como um paraíso, se for para o mal, possibilidade muito maior, um cenário de filme Mad Max parecerá coisa de jardim de infância para crianças. Parece alarmismo, mas é puro brainstorming, uma tempestade de ideias para utilização em planejamento programado com finalidade de organizar ações para um futuro de atividades. Enfim, Administração preventiva para antecipação de possíveis problemas futuros, e com isso obter uma ação organizada onde se possa de alguma forma conseguir um bom resultado, mesmo dentro dos piores cenários possíveis. O planejamento seguro com cronogramas específicos de ação e com análise estatística de possibilidades oferece um teor de resistência muito melhor contra o que talvez posamos enfrentar. Mas isso tudo depende de qualificação, sem isso, resta apenas ser um rebanho. O que realmente acontecerá com a grande maioria. A alta tecnologia nos abraçará ou vai nos eliminar, em qual hipótese vocês apostam?



Gerson S. Filho.


ADM 20 – 91992 CRA – RJ.




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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Sobrevivendo ao absurdo.

 

                                                               Image by Olena from Pìxabay. 




Sobrevivendo ao absurdo.




Então, há necessidade de registro, mesmo sem plena vontade a realidade exige um depoimento, confesso; não ando muito bem com as palavras e o pensamento nesses dias, onde os absurdos legalmente fatais dançam na realidade como se fossem insinuantes bailarinas de um cabaré de periferia. Tudo o que se vê ou se presencia está revestido de insanidade, tem lastro específico na realidade e arrasta com seu peso o pouco que nos sobrou de paciência e resiliência para sobreviver lúcido. A perfídia está materializada no tamanho da fatura do cartão de crédito. De aleivosa composição, ela me diz que hoje no governo socialista inclusivo e igualitário, gasto quatro vezes mais do que a dois anos. Acredito que a classe média já esteja com severas dificuldades de honrar seus compromissos. O discurso dessa gente, que pertence ao socialismo inclusivo prega igualdade, creio ser na miséria, pois é isso que sempre conseguem. Com rumorosa e especifica proposta. A única coisa que conseguem fazer está no aumento de preços e impostos. Analfabetos em economia, não possuem versatilidade operacional para o básico, entender como o mercado funciona. Como uma tragédia grega, essa gente alucinada por conceitos albergados nas tripas e contornos de intestinos fazem a catarse do infortúnio que descartam na sociedade. Sim, os excrementos que produzem, são o nosso naco de resultados. Essa gente pedante e diferenciada não sofre nem um pouco com isso. Todo projeto de socialização e coletivização da sociedade sempre acaba com gente comendo restos no lixo, sempre! Todo aquele discurso bonito, inclusivo e de igualdade entre humanos não funciona, porque o ser humano não se permite ser transformado em uma prateleira de vasos e caixotes. O multifacetado campo dos desejos e expectativas não permite nivelamento, lutar conta essa tendência natural produz desastres sociais em larga escala. E sendo assim, o desespero social cria distúrbios cognitivos de interpretação da realidade onde é até possível entender que na verdade é admissível acreditar que o bem não existe, se trata apenas de uma narrativa de consolo, o mal é real, palpável, dominante, abrangente e sempre vence! O que sobra? O Estoicismo, como método de sobrevivência filosófico e psicológico, oferece resistência ao que se apresenta como realidade corrompida. Epiteto tem algumas lições:


Lembre-se de que você é um ator em um drama escolhido pelo Autor – se seu papel for curto, então será curto; se longo, assim será. Se ele quiser que você interprete um homem pobre, ou um aleijado, ou um governante, ou um cidadão comum, certifique-se de atuar bem., pois este deve ser o seu propósito: atuar bem no papel que lhe foi dado, mas escolher o papel cabe a outro”.


Mesmo sem conhecer esse detalhe, eu sempre vivi assim, quem acompanha o que escrevo já percebeu isso e já citei em outra oportunidades. Atuamos sob programação definida, não há liberdade de escolha dos detalhes que vivenciaremos e por quais passaremos, já está previamente definido, e portanto, não devemos nos preocupar com o final, ele será o que quem programou decidiu. Este programador, alguns chamam de Deus, outros de outra coisa qualquer, mas o importante é saber que todos nossos passos e destinos já foram decididos, não há escolha, apenas uma ilusão dela. Não se luta contra o inevitável, apenas se aplica a evasiva intelectual. Mas para isso se exige preparo e flexibilidade nessa área, afinal, pressuposição é uma ferramenta de análise de contexto. E a dinâmica elástica das propostas admitem deslocamento necessário para uma alternativa plausível na estrutura das ações de sobrevivência. Bem longe desses tempos medíocres que vivenciamos, tivemos homens de inteligência magnífica, e sem tecnologia nenhuma para auxiliar. Até hoje o que apresentaram conduz a realidade que temos, um deles foi Heráclito. Nos apresentou a realidade que nada é estático tudo se movimenta, tudo muda, ninguém se banha no mesmo rio suas vezes porque as águas nãos serão mais as mesmas. Karl Popper apresenta um bom conteúdo a respeito dele:


Heráclito foi o filósofo que descobriu a ideia de mudança. Até a essa altura, os filósofos gregos, sob influência de ideias orientais tinham olhado o mundo como um enorme edifício feito das coisas materiais”.


Conforme Heráclito tudo flui, nada está parado, hoje comprovamos isso. A terra, o sol os planetas a galáxia, tudo se movimenta, e deixou um ensinamento básico: “é na mudança que encontramos o propósito”. Portanto, não devemos nos preocupar com o reino da imbecilidade e da estupidez, esse momento vai passar, queiram ou não.


Astronomicamente hoje, não estamos no mesmo lugar de ontem, e o amanhã cósmico nos aguarda em outro lugar do infinito. E assim tudo flui e se dilui. Nesse plano, nesse tempo e nesse momento existencial, parece que o mal se tornou protagonista, deve ter um sentido tudo isso, refinamento? Teste de resistência, aprendizado? Assistimos a um verdadeiro baile de iniquidades, o regozijo do mal está em todos os momentos e ocasiões da realidade. Epiteto ensina que:


Não exija que as coisas aconteçam como você deseja; mas deseje que aconteçam como devem acontecer, e você continuará bem”.


Seria algo como: viva e deixe o que tiver que acontecer, aconteça, porque você não tem poder para alterar nada, então, a ansiedade por mudança não faz sentido. Se o absurdo domina, deve ser planejado, resta apenas sobreviver com dignidade ao momento. E assim em algum momento fortuito, tudo vai desmoronar para o mal, porque essa é a regra básica desse jogo onde o Logos cósmico decide o que foi é ou será.




Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992 CRA – RJ.





Citações:


A arte de viver. Epiteto. Camelot Editora.


A sociedade aberta e os seus inimigos Primeiro volume. Karl Popper Editora 70.



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segunda-feira, 23 de março de 2026

Contextos e pretextos.

 

                                                     Image by WOKANDAPIX from Pixabay.





Contextos e pretextos.



Então, aqui estamos envolvidos numa diáfana e ao mesmo tempo contundente opacidade típica de Outono, onde as aparências de um amanhecer se ocultam das sensações que se encontram impedidas de possuir alcance na espessura delicada de uma estação climática que não apenas representa o que deveria ser, mas um estado de espírito depauperado de bons prognósticos. Não existe no momento o óbvio, As distâncias não mais existem, tudo circunstancialmente agora está dentro de você, encontre seu propósito interno e assim se ache cheio de sentido para viver. Apesar de todo cenário em plena decrepitude ocasional, infelizmente é o que temos. Urgências são gotículas que molham toda a face da realidade e a pretexto de ser chuva incessante, levam uma grande dose de insensatez impertinente para diluir toda vontade de ser correto. Há então, a necessidade de estabelecer parâmetros aceitáveis para conseguir secar esse efeito garoa que umedece a realidade com propostas conflitantes com a razão. Conseguir desvincular a sensação do que parece e do que realmente é. Lembre-se, preste atenção! A sedução possui camadas, dentro de uma lisonja especializada ela invade todo o espaço que a princípio deveria ser reservado para a cautela, mas pode ser armadilha se for possuído oportunamente por desejos contraditórios. Vivemos em período infame e degenerado em relação a ética e a verdade, tudo aqui pertence ao maligno em maioria. Autoridades que deveriam representar o povo e protege-lo agem somente visando seus próprios interesses, percebem o povo com fastio, um enfado entediante quase uma ojeriza desconfortável quando ao povo se dirigem, essa gente inferior, desnecessária e ignorante. Bom, toda essa percepção é recíproca, ao menos entre os que ainda possuem algum nível cultural diferenciado e não foram capturados pelo discurso pasteurizador de mentes. Afinal, se fosse preciso apertar as mãos de alguém desse meio, precisaríamos lavar as mãos com álcool ou um desinfetante qualquer imediatamente. A metodologia aplicada nas nossas elites para que permaneçam sempre no poder não são exatamente saudáveis e livre de sujeira. O que sobra? Essa parte Ortega y Gasset definiu bem:


Viver é. Então, ater-se ao que há – e graças sejam dadas a Deus porque temos o necessário para viver! Um pouco de que comer, um pouco do que saber, um pouco do que gozar. Vida é pobreza”.



Restrito a suas necessidades básicas, o sonho foi expelido da realidade, como uma necessidade fisiológica premente e inevitável de uma urgência corporal. E assim assimilados pela rusticidade de uma existência planejada, não há possibilidade do menino pobre, desejar ser algo a mais daquilo que é nesse agora. Seu destino foi definido por uma sociedade que apenas pode lhe garantir comida e trabalho braçal. Seria possível escolher, mas todas as alternativas foram eliminadas da realidade criteriosamente para que desejos de progresso e ascensão social fossem eliminados, sobra apenas a delinquência.


Ao homem, ao ser humano, não basta existir, há necessidade visceral de progresso, de aplicar o insólito ao cotidiano para assim obter uma alternativa mais justa no seu existir. O trafego das circunstâncias irá inevitavelmente criar lacunas no conceito coletivizante de existir, e assim o estilo rebanho em algum momento irá ser rompido como colapso na estrutura ideológica onde apenas existe padrão. Está na natureza humana não se encaixar muito bem em objetos ideológicos, e com isso, mesmo que demore, a turbulência causada por inconformismo acaba sendo inevitável. Em outro momento interessante Ortega y Gasset comenta:


O homem tem a experiência de que a vida não consiste apenas no que há, mas também no que cria, que tira de si mesmo, novas realidades, que a vida, portanto, não se define exclusivamente por suas necessidades, senão que, ainda mais do que estas, e transbordando-as, consiste em abundantes possibilidades”.

Sem desejo e sonho essas coisas aparentemente simples não há ser humano, Não existe contexto multidisciplinar para a construção de um momento sadio, uma ocasião refletida onde se aboliu a possibilidade de extrapolar o tempo e assim navegar dentro da penumbra das hipóteses plausíveis de um amanhã planejado para ser diferente do que se possui. Com um cérebro complexo, precisamos de fluidez constante de ocasiões trabalhadas na imaginação e no desempenho lúdico das hipóteses variadas para alcançar uma mediana que atenda a plasticidade de uma ocasião desejada. Tudo gira em torno de equilíbrio e se fundamenta em análise pura das ocasiões que se avizinham de propósito concreto. Não se trata apenas de banhar-se em objetivo, mas vesti-lo e perceber que ele lhe serve muito bem. O agora precisa ser subjetivo porém em conjuminância efetiva com as tendências oportunas do teatro que se apresenta e oferece palco ao modo de ser plausível.



Se faz necessário harmonizar o período com o contexto, o comum deve ser objetivo das partes, onde o equilíbrio semântico da sentença possa ser aplicado sem conflitos de interesse na conjunção e que jamais sejam adversativas, coesão sem conflitos ou admoestações inoportunas. O pretexto do dominante será achar o desvio na textura do tecido que se compõe a vontade de romper parâmetros e assim desfazer a ação. Bom, tem e ser assim, uma liturgia de ações dentro do espaço concedido para o trabalho mental necessário para a libertação dos grilhões ideológicos construídos propositalmente por gente muito perigosa e vil. Ortega y Gasset nos entrega mais um pouco de conhecimento:


Para bem compreender um homem há que se representar, com alguma precisão, a topografia cronológica de seu horizonte”.


Neste horizonte de eventos se encontra o passado o presente e o futuro. Com todas as suas relações e conflitos em relação a toda e qualquer ação que por acaso decida tomar. O somatório dessas atitudes no agora repercutirão pela eternidade com resquícios do passado e resultados no futuro. No fim, são os passos do caminho, que proporcionarão destino ao ator principal do teatro do qual fazemos parte. Por mais submetido a um controle externo, ainda será você que construirá seu resultado final, não esqueça disso.




Gerson Ferreira Filho.


ADM 20 – 91992. CRA – RJ.




Citação:


Origem e epílogo da filosofia. José Ortega y Gasset, Vide Editorial.


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terça-feira, 3 de março de 2026

Além do portal.

 

                                                      Image by Michal Rengo from Pixabay. 





Além do portal.


Nessa calha do universo onde transbordamos contradições entre abrigos sucedâneos nessa suplência cognitiva de um arcabouço de arquétipo sensorial que nos abriga para que assim consigamos suportar nossa insignificância temporal e existencial no tecido flexível de um momento qualquer que se abriga no infinito espaço de um tempo, algum lugar que se fez morada de nossa ilusão, aqui estamos para questionar, afinal, o que exatamente somos nós? E entre tantos estereótipos e tantas circunstâncias trafegamos entre sensações oblíquas e indefinidas para a construção de um momento único, ser e estar dentro da ocasião que foi criada para nós. Estamos no limiar de algo grande como acontecimento, margeamos agora a transformação dos detalhes, onde os pormenores se estabelecerão e vão se reorganizar de acordo com a nova contingência que não será efêmera dentro do trânsito existencial da conformidade que nos cerca. A vertigem, é mesmo quase imperceptível se faz sentir como vibração energética do momento. Reconfigurando estruturas envelhecidas por excesso de uso, e também as anomalias que tentam substituir a razão. Então, flutue comigo na última e derradeira margem da sensatez e não se importe mais com princípio e fim, tente apenas embaralhar-se na composição das hipóteses onde as ocasiões se banham sem comedimento para assim finalmente de forma justa tornarem-se materialidade. O imaginário se constitui de pormenores estáveis dentro de um corredor oblíquo e sem corrimão de auxílio, Não tente entender, apenas sinta como uma essência que flutua na ocasião vadia para ser notada e instigar a sensação. Somos emotivos, uma fraternidade de enunciados específicos para ser exatamente o que somos, sensações deletérias inseridas num contexto proposital de experiências para determinado fim. Estamos e somos uma projeção de algo infinito para sustentação de propósitos incompressíveis dentro de um agora supostamente real. Existiu um tempo onde os parâmetros eram mais específicos, de autodisciplina, onde a luxuria e a impiedade eram combatidas para se obter um mundo melhor. E sendo assim a história ficou marcada com os ensinamentos de Xenofante:



- Porque; a meu ver amigos, riqueza e pobreza os homens as têm não em casa, mas na alma. Vejo tantos que são carentes e, embora possuindo muitos recursos, são considerados pobres a ponto de afrontarem qualquer fadiga, qualquer risco para ganhar mais: conheço irmãos que tiveram a mesma herança e, todavia, um tem o necessário para os seus gastos e até de sobra, enquanto o outro carece de tudo; e sei de certos tiranos tão famintos de riquezas que cometem delitos muito mais horrendos do que os homens desesperados: alguns de fato, por necessidade roubam, outros invadem as casas, outros escravizam homens; existem tiranos que destroem famílias inteiras, outros assassinam em massa e, amiúde, por dinheiro reduzem cidades inteira à escravidão”.



A maldade humana não possui limites, almas pobres, não se importam o que já possuam de bem material, estarão sempre em busca de mais, custe o que custar, e se custar a vida do seu semelhante, não tem problema nenhum. Não irá tira o sono do impiedoso. Muito parecido com o cenário que temos hoje, não? Milênios passaram mas o homem prossegue o mesmo. A saciedade não existe para o insaciável, essa sede por riqueza e poder não se contenta com tudo que já conquistou, pois uma alma pobre só enxerga a própria e infinita necessidade de se complementar. Gente assim, por mais poder que possua , no inconsciente continua a ser um mendigo maltrapilho e faminto, desesperado a busca de uma saciedade impossível, e isso o atormenta eternamente.



A alma rica, se contenta com o que possui, abençoa o que vier a mais e desfruta de paz nos seus dias. Progride, constrói um futuro diferenciado e próspero dentro de seus limites de satisfação e estrutura sua realidade sadia para viver, sem tormentos adicionais para administrar no seu cotidiano. Como Xenofante estabeleceu: Riqueza e amigos estão na alma”. Hoje entendemos que o equilíbrio é o melhor a se fazer mas há também a disciplina do corpo, naquele tempo se exigia um rigor exacerbado aos prazeres da carne como vemos nessa citação:


Por que essa luta contra o prazer? Porque o prazer, em qualquer caso , no momento em que é buscado, torna escravo o homem, fazendo-o depender do objeto do qual ele deriva. Em particular isso se verifica no prazer erótico, o qual, acompanhando-se da paixão amorosa, põe o homem à mercê da pessoa que dá aquele prazer”.



Tão atual, não? Hoje vemos um festival de sexualização, de humilhação de escravidão aos desejos mais infames nessa área por submissão a um parceiro que manipula seu escravo que depende por desejo e paixão de ofertas contínuas de prazer atrelado a um comportamento sem honra e sem mérito nenhum. Estamos no período da dependência dos prazeres e assim, não há autonomia pessoal que resista por muito tempo. Acredito que se possa sobreviver sem os exageros, da metodologia antiga e da devassidão moderna. Porque acredito que os dois extremos levam ao colapso psicológico do homem. Xenofante também estabeleceu: “sem virtude, a riqueza não dá alegria”. É o que vemos em algumas personalidades ricas, mas acossadas psicologicamente e de forma permanente por idiossincrasias peculiares de uma vida desregrada e sem limitações éticas e muito menos morais.




Gerson Ferreira Filho.





Citação:


Sofistas, Sócrates e socráticos menores. Giovane Reale. Edições Loyola.




Gerson Ferreira Filho.





Citação:


Sofistas, Sócrates e socráticos menores. Giovane Reale. Edições Loyola.



Gerson Ferreira Filho.





Citação:


Sofistas, Sócrates e socráticos menores. Giovane Reale. Edições Loyola.


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

As nuances do espectro.

 

                                                     Image by Septimiu Balica from Pixabay.






As nuances do espectro.




Bom, aqui nesse texto abordaremos a complexidade comportamental da atualidade do meu ponto de vista e do ponto de vista de um intelectual de primeiríssima prateleira, Eric Voegelin. Ele desenvolveu uma teoria que, embora tenha desagradado muita gente no mundo intelectual, tem um conteúdo explicitamente correto, apenas não foi compreendido na sua profundidade conceitual. Aviso que o assunto é árido, áspero e provoca conflito em sinapses despreparadas para um conteúdo mais sofisticado do pensamento. Versatilidade cerebral de entendimento da realidade será necessário para trafegar nesses caminhos alternativos da consciência humana. Aqui, intelectualidade frugal não basta, será preciso algo além de comedimento e parcimônia para compreensão do que vai ser apresentado, e poucos possuem essa qualidade de serem extravagantes quanto ao entendimento da realidade. A isso se dá o nome de flexibilidade e diversificação na conceituação e análise do contexto para que sua decomposição em parcelas compreensíveis se possível dentro do que chamamos realidade plausível do momento. E para isso vamos iniciar com uma citação de Eric Voegelin, a primeira de muitas, necessárias para esse tema:


A ciência política sofre de um mal que decorre de sua própria natureza enquanto ciência do homem na existência histórica. Pois o homem não espera a ciência para que a sua vida lhe seja explicada, e o teórico, quando aborda a realidade social, encontra o campo já ocupado pelo que se pode chamar de autointerpretação da sociedade”.


Entendam, o que você, eu ou qualquer um entende hoje como sociedade é uma construção social programada para ser assim, onde o povo em maioria, principalmente as pessoas mais simples foram conduzidas a um comportamento específico para serem dominadas e manuseadas como rebanhos, com coletivos, sem muito interesse além de manter uma vida sem propósitos mais amplos e dignificantes. Podemos dizer que a origem seria Marx, sim, mas a estrutura politica e ideológica da coisa já foi reformulada para adquirir novo perfil de domínio e propagação mais aceitável até o ponto onde isso se torne normal dentro das sociedades onde se instala. E até briguem para que se mantenha assim, como se a decrepitude de qualidade de vida fosse algo a se buscar e não a se lamentar. Como um tradicional ditado: se porcos pudessem votar, e o homem que fornece a lavagem fosse o candidato, os porcos votariam nele, mesmo sendo o responsável pela morte sistemática dos porcos. Quem se incomodar com isso será visto como elitista, pedante, desagregador e intolerante, o ideal será o ser permissivo com a decadência e a degradação, afinal, todos são assim. Tomando aqui emprestado um aforismo da nutrição: “você é o que você come”, sim! Você é o que você consome, se você por anos se alimenta intelectualmente de lixo, exatamente o quê será você? Nessa encruzilhada onde que nos encontramos define a situação de modo geral do nosso país entregue ao completo descaso cultural e que apenas fornece o que existe de pior para seu cidadão. Este planejamento infame e sutil contou com vários intelectuais no passado para ser estruturado, para criar o que vemos hoje, alguns deles são: Lucáks, Adorno, Marcuse, Gramsci, Comte, etc. Sim Comte, ah, vocês não sabiam que o pai do Positivismo era apenas mais um degenerado coletivista? Um mecanicista humano que desejava uma sociedade onde o homem-máquina apenas produzisse e trabalhasse em Ordem e Progresso? Sem religião, criado para produzir, sem desejos ou vida individual, sem esperança, apenas uma engrenagem na máquina chamada Estado? O amado dos nossos militares que colocaram o lema principal dele na nossa bandeira republicana? Pois é, nunca existiu nesse país um militarismo conservador, e por isso eles possuem uma afinidade de base com a esquerda e seus métodos. Comte foi um coletivista menor, mas teve seu espaço na história como mais um que propôs a desumanização do povo em benefício de um Estado controlador. Não tenho certeza, mas aqui deve ser o único lugar no mundo onde as ideias dele foram implementadas e assumidas como política de instituições.



E sendo assim, uma importante parte da sociedade, aquela que cuida da sua proteção, não tem apreço pela liberdade, mas aprecia controle coletivo da população. Eric Voegelin tem uma interpretação dessa corrente de pensamento:


A ideia de encontrar uma “lei” dos fenômenos sociais que correspondesse funcionalmente à lei da gravitação na física newtoniana nunca foi além do estágio de conversa fiada na era napoleônica. Por volta da época de Comte, a ideia já era reduzida à lei das três fases, isto é, a uma peça de especulação falaciosa sobre o sentido da história que se interpretava como a descoberta de uma lei empírica. Característico da diversificação precoce do problema é destino do terno physique dociale. Comte desejava empregá-lo para sua especulação positivista, mas foi contrariado quando Quételet se apropriou do termo para as próprias investigações estatísticas; a área dos fenômenos sociais de fato passíveis de quantificação começou a se separar da área em que brincar com uma imitação de física é um passatempo para diletantes em ambas as ciências. Assim, entendo o positivismo, em sentido estrito, como o desenvolvimento das ciências sociais por meio do uso por métodos matematizantes, poder-se-ia chegar à conclusão de que aquele nunca existiu; se. Porém, for entendido como a intenção tornar as ciências sociais “científicas” por meio de métodos que se assemelham ao máximo com aqueles empregados nas ciências do mundo exterior, então os resultados dessa intenção (embora não intencionados) serão bastante variegados”.


E para complemento desse tema Voegelin prossegue:


A ciência foi destruída pela segunda manifestação do positivismo, isto é, pela operação em materiais relevantes sob princípios teóricos defeituosos”.


Bom, agora vamos entrar no tema principal, deixar essa aberração positivista de lado e vamos analisar o que Voegelin chamou de gnosticismo moderno, aquele procedimento de trazer o transcendental para o material, para o mundo que entendemos como realidade. A crença de que os homens podem criar o paraíso na terra com politica. É uma abordagem que eu adoto nos meus textos, hoje temos esse produto pronto na forma de populações completamente alienadas, produzidas por severa doutrinação, as vezes subliminar, outra vezes direta e muitas vezes com sutileza através da cultura de massa com o uso da cultura, onde se produzem filmes, programas de TV peças de teatro, todos impregnados de dessensibilização coletiva com o objetivo de produzir alienação quanto a realidade só contexto. O truque básico, oferecer uma alternativa crível de que o homem não precisa de mais nada além dele, afinal, nesse culto materialista o Estado representa o deus a ser cultuado, e seu líder nomeado, o demiurgo a ser tratado como o representante direto do Estado. Todos regimes coletivistas, socialistas, fascistas, nazistas trabalham nesse formato de governança, uma estrutura religiosa para controle e domínio de massas. Com amplitude cultivada através do tempo, e participação de muitos intelectuais renomados a estrutura foi sendo moldada para uma forma religiosa de aquisição de devotos, que uma vez conquistado, se comportam como lacaios, acólitos, sectários, intensamente intransigentes quanto a qualquer alteração de panorama político. Por isso, se torna extremamente difícil o convencimento dessa turma, absorvidos completamente pelo sistema, a única verdade que acreditam, é aquela que foi produzida para mantê-los no cabresto político, para essa gente, tudo fora da doutrina, é falso. Não merece crédito e está errado, nenhuma análise se faz necessário, pois, eles detém toda verdade possível. Essa religião do Estado foi plenamente implementada no mundo ocidental e é diretamente responsável por sua decadência de forma geral.




Ela é abrangente, sedutora e seus princípios estão presentes na cultura, nas instituições de ensino, de justiça, militares e na política de forma geral. Temos aqui mais um pouco de Voegelin:


Quando a experiência gnóstica se consolida, o material social bruto está pronto para a representação existencial por um líder. Afinal, continua Hooker, tais pessoas preferirão a companhia uma das outras à do resto do mundo, aceitarão voluntariamente o conselho e a direção dos doutrinadores, negligenciarão seus próprios interesses e dedicarão tempo excessivo ao serviço da causa, fornecendo generoso auxílio material aos líderes do movimento”.


Como em qualquer religião, seus acólitos são extremamente fiéis ao ritual, oferecendo lealdade inquestionável a causa, e portanto, refratários a qualquer ideia fora daquilo que entendem como verdade. O que costumo dizer em vários textos nos meus livros, eles o povo e também os seus líderes se transformam em produtos, pacotes ideológicos com certificação ISO para que assim não exista de forma alguma diferenciação e não tenhamos desvio de “qualidade” esperada no conteúdo industrializado no método de coletivização de mentes. Para os raros que acompanham o que escrevo sabem disso. Os efeitos dessa doutrinação foram ressaltados por Voegelin:


Uma vez que um ambiente social desse tipo se organiza, será difícil, se não impossível dissolvê-lo por persuasão. Se qualquer homem de opinião contrária abre a boca para persuadi-los, eles fecham os ouvidos, não ponderam suas razões, tudo é respondido se repetindo as palavras de João: Nos somos de Deus, quem conhece Deus nos ouve; quanto ao resto, vos sois do mundo: é para a pompa e vaidade deste mundo que falais, e o mundo, do qual sois, vos ouve”. Eles são impermeáveis à argumentação, e suas respostas são bem ensaiadas. Sugira-se a eles que são incapazes de julgar em tais assuntos, e responderão: “Deus escolheu os simples”.”.


Essa abordagem religiosa do gnosticismo político que envolve a ideologia, consolida o método coletivo de fiéis de uma religião materialista que não permite ou aceita divergência. Os dogmas devem ser preservados acima de tudo e de qualquer coisa. Por isso hoje se vê velhos comunistas ainda presos no dogmatismo do processo, vão morrer acreditando naquilo que receberam como verdade na juventude, e o povo hoje? Ora, a baderna conceitual se apropriou da realidade, tudo é relativo, qualquer norma de conduta moral e ética pode ser flexionada, e os absurdos são plenamente tolerados, pois a doutrinação prossegue na mídia, na educação e na cultura, todo dia, para sempre. Por isso, toda pessoa ainda não absorvida pelo processo tem de ter cuidado ao consumir a proposta alienante. Ao se expor a radioatividade desses ambientes, você muda sem perceber, subliminarmente passa a concordar com o inadmissível, e o que julgava intolerável já passa a ser admissível como tolerância a “diversidade” cultural. A atitude mais inteligente, é não se expor a esse tipo de doutrinação sutil, não assistindo televisão, cinema, ou programas com conteúdo de massa com perfil progressista, porque hoje, tudo é doutrinação. Sem perceber, você hoje tolerante e inclusivo, será um deles. Como supracitei: cada um é aquilo que consome, ou poderia citar Nietzsche: “Se você olha para o abismo, o abismo olha para você” Não se trata de elitização, exclusivismo ou intolerância, falamos aqui de sobrevivência.




Gerson Ferreira Filho.


ADM 20 – 91992 CRA – RJ.



Citação:


A nova ciência da política. Eric Voegelin. Vide Editorial.



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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O interior dos detalhes.

 

                                                          Image by WikiImages from Pixabay.




O interior dos detalhes.



E assim, nos pormenores específicos da existência humana repercutimos a aleatoriedade abrangente das nossas intenções. Um pouco de hesitação aqui, um tanto excitação ali quando o arcabouço das minúcias se estabilizam. E portanto, do nada se materializa um contexto, uma aflição metódica, que chega sempre na companhia de alguma emoção. Como uma evidencia oportunista que desafia as necessidades prementes do espaço que de forma impertinente insiste em ser vazio de contexto. Minha alma não possui gelosias para aplacar ou atenuar esse tipo de aproximação sistêmica e prototipadas nas ocasiões mais inconvenientes do dia. Aqui, o adorno do momento se faz específico para a ocasião, Então, na clausura do espaço humanamente possível a mim concedido para existir, concedo-me a exequível tarefa de escrever, e escrevendo, me transformo em texto, em letras organizadas na textura do tempo que se faz de registro, para a consolidação do espaço editado útil como a esperança. Na sutileza desmembrada dos termos configuro o propósito, ocupar o que foi esquecido e negligenciado por ser insignificante. Para mim, o desnecessário se apresenta como a poeira que acumula nas memórias e no passado como uma inconveniência consentânea que acaba se tornando essencial para a criação. Quem lê, veste o autor, vive dele a presença na ocasião em narrativa, e sendo assim, empresta vida ao que foi registrado. Uma roupa fabricada em algum momento passado para se tornar presente na realidade do leitor, que assim sente o que já foi sentido, vive o que já não tem mais uma vida, mas ainda assim; sobrevive no corpo do texto. Na tecitura da narrativa e entre as reentrâncias sentenciadas pela estrutura gramatical da semântica impregnada de emoção. Enfim, a literatura pede envolvimento, sentimento e a entrega total ao corpo da narrativa que flui na superfície do papel. Este depósito final da construção em letras que talvez a conserve por mais tempo para futuras gerações. Em seu corpo estarão as emoções, análises, argumentos, evasivas e descrição de propósitos em relação a algum evento, a alguma vida ou a algum momento pessoal. Essas premissas, momentaneamente serão suas. Se for empolgante ou angustiante terão o tratamento que a sua realidade vai assumir prezado leitor. Há os que preferem emoção outros a paixão, mas a sobrevida oferecida pela leitura vai apresentar o que lhe é de sua natureza. Eu esse escriba apresento cultura, informação, embalada em produção literária para consumo. Com a intenção de não ser monótono e de certa forma atribuir qualidade a apresentação do assunto específico. E aqui vou eu em mais um texto, embriagado de conceitos que a solidão proporciona nesses espaços vagos, aflitos por sentido em um axiomático ritual onde se corrobore a necessidade de existir. Entretanto, nas minhas frações de perseverança ainda ameaço fuga da alienação no cântico das promessas vazias que habitam a textura da realidade com um único objetivo, desencaminhar uma alma desavisada de algum romântico que ainda possui a inocência para se deixar levar por falsas promessas e assim demolir o restante de razão.



Se torna precípua toda parcimônia, toda austeridade mediante a escassez de significado no que assistimos hoje. O volume de crueldade obscena que nos oferecem a título de informação agora e que merecem registro de um tempo cruel e animalizado, onde entregam ignomínia embalada em rituais sofisticados de uma elite abominavelmente constituída. Com requinte extremado, onde com toda pompa e opulência demoníaca se faz o impensável para uma civilização que se apresenta como o ápice da criação. Não há luz nesses ambientes, apenas a escuridão de abismos e a sordidez dos comportamentos onde a infâmia se torna apenas um detalhe corriqueiro entre os participantes. Filosoficamente e metafisicamente nos faz pensar, existe inferno? Existe paraíso? Onde foi parar esses temores, esses instrumentos regulatórios de comportamento que ninguém encontra mais, o que temos é apenas o gratificante prêmio da boa vida para infames onde a torpeza baila freneticamente rindo dos justos sem demostrar receio de punição. O mal venceu, e isto é apenas uma constatação, as evidências concretas dessa ocorrência estão sendo esfregadas na nossa cara todo o tempo. Não há o mínimo vestígio que se salve como alento para a verdadeira justiça. Cumpro aqui apenas o meu papel de elaborar o registro de um tempo, de uma ocasião onde qualquer expectativa de mudança de rumos apenas mostra um precipício comportamental sem limitantes para que de faça uma real correção de rumo. O bem se tornou inócuo, nessa planície congestionada de abominações exuberantes e com um assanhamento que se faz valer da mansidão benevolente da ocasião. A abordagem negativa de Schopenhauer tem espaço aqui nessa nossa realidade tranquilamente:
O mundo é o inferno, e o mundo divide-se em almas atormentadas e em diabos atormentadores”. E ele prossegue:


A miséria que alastra por esse mundo protesta demasiado alto contra a hipótese de uma obra perfeita devida a um ser absolutamente sábio, absolutamente bom, e também todo poderoso; e, de outra parte, a imperfeição evidente e mesmo burlesca caricatura do mais acabado dos fenômenos da criação, o homem, são de uma evidência demasiado sensível”.



A desilusão do filósofo com o enunciado e com o resultado é evidente, e também contagiante. Como definir o cenário com tanta contradição? Afinal, para toda expectativa se espera um retorno que se alinhe com a proposta anunciada. E se tudo for ilusão?



A evidente e consolidada vitória do mal está materializada na intensa corrupção, nas hoje demostradas monstruosidades sanguinárias com sacrifícios de inocentes para o deleite de pervertidos de uma elite demoníaca. A pergunta que se deve fazer respeitosamente: Onde está o bem? Onde está o que sustenta o justo, o fiel? Consolidou-se a frase de João o evangelista: “O mundo jaz no maligno”. Onde a felicidade e a alegria efusiva dos demônios se estabelece. Temos aqui um mundo de ferozes contradições, onde a honestidade e a honra são constantemente violentadas para o prazer infinito dos canalhas e dos venais. Estes constantemente se deliciando com o fruto da venda de seus valores moldáveis e que mudam de acordo com o preço oferecido em pagamento para alguma facilidade suja. Se tudo isso for um teste de fé, exageraram. As cobaias, nós, não sobreviveremos a tanta pressão psicológica. Algo precisa ser revisto no detalhamento desse cronograma de vida porque no seu interior o caos colapsante dos sentidos se aproxima perigosamente. Como um preludio existencial de civilização estamos dançando na beira do precipício, sem corda de segurança que possa impedir a queda. E para encerramento, um pouquinho mais de Schopenhauer : “Quão longa é a noite do tempo sem limites comparada ao curto sonho da vida!”.



Gerson Ferreira Filho.


ADM 20 – 91992 CRA – RJ.




Citação:


As dores do mundo, Schopenhauer. Edipro Editora.  


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