quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O drible da vaca.

 

                                                             Image by Sandid from Pixabay. 





O drible da vaca.




Então, num passado distante meu pai me apresentou ao futebol, me levando ao Maracanã, estádio que retornei diversas vezes com ele, e sem ele também. Foram momentos felizes onde pude presenciar artistas da bola brincarem com adversários desprevenidos em suas exóticas jogadas ilusórias de trapaça cognitiva no campo. Vi também pela TV essa jogada na copa de setenta, Pelé a aplicando no coleiro do Uruguai, Masurkievisky, bola para um lado, ultrapassagem pelo outro, pena que não saiu o gol, mas a construção primorosa estava lá, uma fração de segundo e, a escolha fatal do infeliz goleiro, acompanhar o jogador ou a bola. Vi também num jogo noturno em dia chuvoso junto com meu pai, o Júlio César de carreira tão breve, esculachar o defensor Orlando do Vasco da Gama diversas vezes com dribles como esse e suas variações diversas vezes. O Apelido do Júlio era Uri Gueller, entortava geral, como um mágico famoso daquele tempo. Vencer o Vasco já era uma rotina, na maioria das vezes o placar terminava favorável ao Flamengo, esse jogo citado foi 3 X 1 para o rubro-negro. Vi Zico também em algumas oportunidades aplicar essa manobra infame em alguns adversários ousados que não reconhecendo o perigo iam para cima do Galinho de Quintino e acabavam sentados no chão. Tive felicidade de na infância e juventude morar perto do Maracanã e portanto, era um dos meus programas preferenciais. Aquele magnificamente gigantesco estádio, com suas enormes escadarias de arquibancadas que foi destruído para construírem um estádio meia boca padronizado com valores europeus sem magia e tamanho. Vi o Fio Maravilha, um maluco do futebol que variava entre a extraordinária genialidade e completa mediocridade bizarra, virou até música popular, merecidamente. Não posso me esquecer de Doval, o argentino endemoniado que aterrorizava o adversário com uma mobilidade incrível para aquela época e do Dionísio, o Bode atômico, que apesar de baixinho, subia a alturas incríveis para liquidar com seus gols de cabeça o adversário. O Paraguaio Reyes, o marcador implacável, Liminha o carregador de piano, e Arílson o insuportável ponta acossador de defesas desprevenidas. Mais tarde, bem mais tarde vi Ronaldinho fenômeno e o insuperável Ronaldinho Gaúcho, o rei do drible a vaca. 


Ninguém tem mais magia nas pernas que ele possui, pena não ter juízo para permanecer na ativa mais tempo, um gênio da bola. O futebol faz sucesso graças a todos esses nomes, uns esquecidos outros mais famosos e uns reconhecidos em todo mundo com extremamente diferenciados. Muitas vezes subi aquelas enormes rampas de acesso ao Maracanã para assistir o meu clube vencer, e perder, poucas vezes, porque a derrota também pertence ao jogo, a disputa, mas confesso, torcer para o Flamengo me trouxe muito mais alegrias do que tristeza. Diversos esquadrões foram criados em ocasiões de tempo diferentes e foram muito vencedores em seu tempo. Foi o tempo do cachorro quente da Geneal. e do refresco de mate Leão. Que assim como os biscoitos Globo foram um marco de uma cidade. A Geneal. também tinha um achocolatado em garrafinha muto bom. Assisti ao vivo o Flamengo ser campeão brasileiro pela primeira vez com gol do João Danado, o Nunes em cima do Atlético mineiro, eu estava la! Um título que viraria rotina. Foram tempos magníficos, de Praça Sães Penã, no coração da Tijuca Zona norte do Rio de Janeiro, repleta de cinemas, eram mais de 10, suas lanchonetes , de crepes, de sanduíches americanos tipo Bob’s, dos cafés tipo o Palheta, e dos bares com diversidade gastronômica. Um jogo no Maracanã , um cinema e um lanche, a vida era muito boa, Inusitadamente bela e tranquila de um período que alguns chamam de anos de chumbo. Lia-se Nélson Rodrigues nas colunas dos jornais, poder-se-ia ter um encontro com Carlos Drummond de Andrade pelas ruas de Copacabana, onde ficava uma lanchonete muito boa também a Gordon lanches, com sanduíches maravilhosos. Mas confesso, o meu preferido era o cheeseburguer do Helal lá na região comercial do Saara, uma loja de variedades com lanchonete no fundo, do Geroge Helal, um grande flamenguista. Tudo consumido pelo implacável tempo, hoje tudo é medíocre, alienado, sem substância que lhe ofereça alguma qualidade intelectual, apenas prazeres desvirtuadamente fúteis, e na política, reina a insanidade que domesticou boa parte do povo. Tudo gira em amores fúteis a políticos trapaceiros e mentirosos. A população trocou a felicidade pela agonia rasteira da paixão política, como bois seguem o berrante do seu dono e nada mais. Nesse cenário fica até apropriado o drible da vaca, aplicado como rotina nos eleitores sistematicamente, e sempre dá certo. E afinal, tudo isso serviu apenas de engabelo, a intenção aqui foi registrar para história uma das maiores vergonhas logísticas brasileiras.


 Claro, ofereci eventos reais e históricos mas agentes estrangeiros entraram no país e resgataram o candidato da oposição em risco de prisão pelo regime sem que nenhum órgão de segurança brasileiro entendesse o que estava acontecendo, Um autêntico drible da vaca da CIA, muita informação aleatoriamente preparada para confundir, os agentes saíram para um lado e os agentes brasileiros ficaram sentados no chão. Sem conseguir entender o que era real e o que não era. Uma informação prêmio de quem trabalhou boa parte da vida controlando, coordenando e escolhendo pessoas, todos que se submetem ao aparelhamento ideológico não são inteligentes. A real inteligência requer desafio, contestação e até um bom grau de indisciplina, quem se enquadra perfeitamente em esquemas de controle é burro. A inteligência contesta, arguindo a proposta e a espreme até que se torne convincente e viável de ser aceita. A pessoa com inteligência superior é inquieta, ao deduzir as proposições escalona mentalmente as possibilidades inseridas nessa realidade e assim pode recusá-las ou até aceita-las se for convencida que são realmente necessárias. Quem aceita de pronto o que lhe oferecem como proposta de comportamento são apenas animais de curral. Estudem, se qualifiquem, eu ofereço essa oportunidade com meus livros.



Gerson S. Filho.



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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Simulacros desvirtuados.

 

                                                      Image by uo9dmyxd7nf from Pixabay.



Simulacros desvirtuados.




E assim aqui estamos, num período de cérebros arquitetonicamente comprometidos pelo fracasso ideológico aplicado dentro de uma sistematização escolhida para criar deficientes cognitivos que flutuam em alegorias paranoicas de uma estrutura fracassada mas de amplo espectro de influência na sociedade. E sendo assim, com um povo sem capacidade cognitiva para entender a realidade, se vive de ilusões, de promessas e da mentira sistematizada, onde o colapso da realidade vai se fazer presente em algum momento. Realidade e simulação, o brasileiro vive dentro de um simulacro político, uma versão corrompida que oferece sistematicamente o erro ao público envolvido, e todos compram essa versão como se fosse a salvação. Mas como de salvação não tem nada resta apenas o desastre futuro certo, sempre, toda vez, se repetindo por décadas, sem chance de correção porque não há inteligência suficiente na sociedade para interpretar o que realmente acontece. Como sonâmbulos são conduzidos ao abismo sem possuir a mínima noção do que virá como consequência dessa caminhada psicológica adormecida e desvirtuada. E portanto, com escolhas erradas, o resultado possível será o desastre óbvio como consequência, ao escolher mais uma vez quem simplesmente não entende e respeita as regras da economia, essa economia vai responder com brutalidade, a brutalidade natural oferecida para todo aquele que a desrespeita. Eu lá escrevi no passado que a economia é uma moça que não aceita desaforos, se for bem tratada ela oferece meiguice e carinho, mas se for desrespeitada ela irá lhe entregar o inferno. Enfim, ao não possuir amplitude cognitiva, temos um povo em maioria que escolhe o pior para si e acredita que faz o melhor. Para os que entendem o cenário real, resta a tristeza de saber que os que escolheram possivelmente como maioria, ao menos é isso que deveria, sem truques de bastidores, são os mesmos que sofrerão com as terríveis consequências da escolha. Já no dia seguinte o dólar disparou no seu preço, indício de forte fuga de capitais , a bolsa de valores afundou com retirada de investidores, principalmente estrangeiros, como a sociedade com essa eleição jogou a esperança no lixo, sem esperança não existe investimento. Tudo isso desembocará nos preços ao consumidor, de alimentos a qualquer coisa que seja comerciável. Talvez até inviabilizando o consumo de muitos itens, dentre eles até os básicos e indispensáveis. Com juros altos, todo custo de financiamento ficará proibitivo, sem renovação e entrada de capitais no país a tendencia é a estagnação e o consumo na própria carne, ou seja, penalizar a população. Como? Sem dinheiro programas sociais serão reduzidos ou até extintos, não existirá mais investimento nas áreas de saúde, saneamento e educação e segurança, são áreas muito sensíveis a grande parte da população. Como o caixa do governo já está muito debilitado, não haverá recurso extra fácil para situações emergenciais. Até aonde pode ser drenado o Tesouro nacional para sustentar alguma operacionalidade governamental não se sabe ao certo, mas limites devem existir. Portanto, nenhum prognóstico positivo pode vir de um gerenciamento político que desconhece completamente qualquer regra básica do livre mercado, fechados em convicções completamente erradas, o que se tem agora é apenas um mau prognostico, um viés de destruição dos poucos parâmetros de sustentação da sociedade. Mas foi justamente essa sociedade, adormecida em plena ignorância que os escolheu, e se assim o fizeram, receberão toda a carga de consequências óbvias da péssima escolha.


Eles não sabem disso, uma das características marcantes da ignorância é o pleno desconhecimento do futuro, entre eles não há extrapolação de resultados prováveis, não entendem bem o que fizeram. Estão felizes e comemoram como torcedores de futebol se satisfazem em alegria pela vitória do seu clube, mas governabilidade é algo muito mais complexo que uma simples torcida clubística. Tudo isso já cria em parte da sociedade, aquela parte que tem um nível intelectual melhor, uma nova maneira de lidar com gente assim, simplesmente isolá-los, confiná-los entre os seus, uma vez que sempre escolhem o desastre, que sintam a pressão de pertencer ao clube do arbítrio e das péssimas escolhas. Temos assim o início da decomposição da sociedade como unidade coesa e uniforme, onde todos se ajudavam na luta pela sobrevivência. Isto é um péssimo sinal para a estrutura de um país, mas o rompimento parece inevitável. Conviver sempre com quem lhe prejudica sistematicamente, sempre escolhendo errado para a continuidade da vida não é algo saudável e aceitável. Afinal, paciência tem limite, e deve existir um preço a pagar além das simples escolhas. A própria gestão econômica particular de empresas e comércio já vão enxugar muitos empregos, com uma carga tributária alarmantemente alta, empregos desaparecerão, a automação cuidará de suprir essa vagas, uma empresa que precisa hoje de dez funcionários, terá apena três, o resto a inteligência artificial ocupará o restante das posições. Com um povo cada vez mais desqualificado, sem nenhum preparo para uma atividade mais complexa e dinâmica, estará criada a legião dos inúteis que terão apenas um magro benefício estatal para sobreviver. Se cria, ainda que em forma de protótipo uma verdadeira guerra cultural entre esses dois grupos, os idiotas que sustentam um regime totalitário por paixão ideológica ou pura ignorância e aqueles que desejam liberdade e livre mercado fora das garras do governo centralizados. Se trata de uma metodologia de defesa, que se for adiante pode fornecer maior entendimento do que significa ação e consequência para os que não possuem esse entendimento, que escolher possui preço a pagar. Eu da minha parte desenvolvo esse projeto cultural de distribuição de conhecimento através do meus livros, neles vocês encontrarão citações do grandes nomes da Economia e se estudarem todos eles, entenderão como uma sociedade evoluída funciona. Estão disponíveis basta que leiam a respeito. São eles: Adam Smith, Frédéric Bastiat, Ludwig von Mises, Hayek, Milton Friedman, Thomas Sowell, Ayn Rand entre outros. Meus livros estão disponíveis, não são caros, são bem produzidos , basta boa vontade para ler e aprender.


Viver desinformado e pregando o absurdo não resolverá sua vida e nem dos seus, apenas condenará todos à miséria não somete a intelectual, mas a física, aprisionando todos numa vida de penúria. Eu confesso, não alimento esperanças transformadoras com meus livros, mas são sementes, algumas cairão entre pedregulhos, mas uma ou outra se acolherá em terra fértil e estimulará um futuro melhor para alguém nesse contexto distópico. Esse é o objetivo, o propósito levar luz em forma de cultura a quem carece de orientação em meio a escuridão cognitiva. Eu agora, da minha parte espero apenas a hora de partir, enfraquecido pela doença e pela idade avançada estou fazendo hora extra aqui, mas aos meus companheiros existenciais deixo algum legado, um pouco de cultura que amealhei por toda a vida, e o registro importante de ocasiões como essa que definem a qualidade de vida de todos. E onde péssimas escolhas nos levam ao desastre óbvio num cenário gerido por incompetentes. Afinal, aos que possuem qualidade intelectual para entender, saibam, nos fizeram de palhaços, mas, o preço a pagar será de todos. Eu, mesmo depois que me ausentar desse plano estarei aqui, em meio a tantas letras que produzo, pouco divulgado, pouco prestigiado, no limbo, esquecido pela maioria, mas a maioria sempre vai para o caminho errado, entendo, faz parte da natureza a coletividade sempre caminhar para algum abismo. Se trata de uma atração fatal com o desastre. Enquanto isso, eu escrevo, eu registro. E aos que me odeiam, apenas digo, só mais um pouco. 





Gerson S. Filho



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terça-feira, 6 de outubro de 2026

A lavagem.

 

                                                           Image by Lucky16 from Pixabay.





A lavagem.



Que fique registrado para a história nesse 04 de Outubro de 2026, dia de eleições, grande parte da esquerda progressista, principalmente seus grandes e consagrados representantes não renovaram mandato, sobraram alguns gatos pingados. O que leva a crer que a inteligência no Brasil ainda não foi exterminada, ainda existe um bom percentual para sobrevivência que não aceita politicas absurdas impostas por uma agenda de lunáticos. O recado foi claro e duro, transformações sociais não são admitidas e politicas econômicas de cabaré também não. Ainda temos um vestígio de lucidez na sociedade para entender o quão pernicioso é o procedimento da esquerda quando se refere a estrutura familiar, todas as pautas deles são para atacar essa base social fundamental para civilização. Mas a coisa não para apenas nesse ponto, o inadmissível e inacreditável analfabetismo econômico dessa turma leva sempre a uma crise econômica e ao desastre certo nessa área. Eles não colocam especialistas nas áreas necessárias e nas empresas, na metodologia deles, um sapateiro pode ser ministro quer vai comandar a economia, apenas porque é engajado e um fiel seguidor da causa. Os correios são um típico exemplo disso, não sei qual é o gestor, mas certamente não entende nada de gerenciamento de empresas. Sem contar aqui a gula por recursos públicos, que essa gente considera serem donos, e pode ser desviado sem moderação. Também possuem uma arrogância típica de totalitários, se consideram moralmente superiores a qualquer um que esteja fora do espectro político que nutrem. Foram convencidos que não há admissibilidade de raciocínio fora do seu projeto particular de poder. Se torna relevante descrever bem como essa gente vive e se comporta dentro da sociedade, pois eles se multiplicam e causam um imenso dano na organização social. Então, dentro de toda essa alucinação eles acreditam que um país , um dos maiores produtores de carne bovina no mundo é plausível pagar cem Reais em alguns bifes, a coisa funciona assim, como se na Arábia Saudita a gasolina fosse cara. Muito petróleo produto barato, aqui, muita carne, um bife bem baratinho. Assim funciona o livre mercado, excesso de oferta, preço baixo, aqui temos quase mais bois do que gente. E isso funciona para muitos itens de alimentação , não apenas a carne bovina. Porém, sendo analfabetos em economia e desonestos, tudo complica. Ainda teremos mais um turno de eleições, tudo é possível, pois essa gente montou todo um esquema de facilidades para que vençam, além das mentiras mais descaradas que vão criar na campanha para tentarem sobrevier mamando o erário, artistas diversos, eternos incompetentes já gritam por talvez o inicio de um período sem dinheiro fácil do governo. Trabalhar com criatividade para quem já não cria mais nada é complicado. O trabalhador simples, que acorda todo dia para sua rotina de trabalho e já não consegue sustentar sua família e não gosta de toda essa palhaçada ideológica improdutiva. Até sua religião eles atacaram, a fé foi aviltada, vilipendiada e desrespeitada, porque essa gente não acredita em absolutamente nada, isso faz parte do sistema ideológico deles. São vazios, que buscam conforto em pajelanças exóticas para criar um verniz humano onde nada existe. O Hayek no seu livro O caminho da servidão oferece uma boa descrição desse povo que nos governa hoje:


“O coletivista tem sempre diante dos olhos uma meta superior para a qual concorrem essas ações e que, no seu modo de ver, as justifica, porque a busca do objetivo social comum não pode ser limitada pelos direitos ou valores de qualquer indivíduo”.


O homem, o indivíduo não tem valor para eles, a estrutura política sim, se for preciso empobrecer, aprisionar e ate matar pela causa, pela construção da utopia social eles prontamente executam. Desumanizados e dessensibilizados, agem como engrenagens de uma grande máquina de moer sonhos e carne. A “ética” dessa gente trafega entre absurdos de procedimento com cita Hayek:


“Para ser um auxiliar útil na administração de um estado totalitário não basta que um individuo esteja pronto a aceitar justificações capciosas de atos abomináveis. Deve estar preparado para violar efetivamente qualquer regra moral de que tenha conhecimento, se isso parecer necessário à realização do fim que lhe foi imposto”.

Entenderam porque assaltam o erário sem constrangimentos ou culpa? O acadelamento perante o líder, aquele que possui o poder dentro da estrutura política se torna essencial para o objetivo primordial, domínio completo do mundo. Hayek prossegue na descrição dessa gente exótica e perigosa:


“Cumpre-lhes, acima de tudo, votar uma fidelidade irrestrita à pessoa do líder; em seguida, o mais importante é que sejam desprovidos de princípios e literalmente capazes de tudo. Não devem possuir ideais próprios que desejem realizar, nenhuma ideia sobre o que é justo ou injusto que possa criar obstáculos às intenções do líder”.


Vocês já devem ter percebido o comportamento canino nessa gente estranha, com aparência degradada, gestos espalhafatosos, ausência de banho e higiene íntima. Em populações com baixo teor de inteligência tudo isso fica mais fácil de ser implementado, não há uma capacidade de crítica e julgamento das políticas oferecidas, tudo é absorvido como bom. Exatamente por isso, não investem adequadamente em educação e cultura, para o totalitário, fica muito mais fácil. Com o resultado das eleições fica provado que essa gente estranha e barulhenta não domina o imaginário popular, ainda. Porque quando começa a faltar itens de alimentação nas casas, conceitos ideológicos escorrem para o ralo. O povo fez uma verdadeira lavagem no Congresso, como um enema, uma verdadeira lavagem intestinal que removeu todo o bolo fecal político já antigo naquela casa, que dizem, representar o povo. Um congresso envelhecido, de esquerda e que permitiu arbitrariedades inimagináveis e inaceitáveis para uma democracia de verdade. Pagaram o preço, perderam o mandato, e isso deve ter doído muito nessa turma, existiam dinossauros consagrados agregados nas tripas do parlamento. Perderam significado e importância política, talvez apenas a militância estúpida ainda lhes dê atenção porém com o tempo, nem isso. Sem cargo sem poder de distribuir benefícios, sem bajulação, um ninguém. Aqui ainda mais uma contribuição de Hayek:


“Em primeiro lugar, é provavelmente certo que de modo geral, quanto mais elevada a educação e a inteligência dos indivíduos, tanto mais se diferenciam os seus gostos e opiniões e menor e a possibilidade de concordarem sobre determinada hierarquia de valores. Disso resulta que, se quisermos encontrar um alto grau de uniformidade e semelhança de pontos e vista, teremos de descer às camadas em quer os padrões morais e intelectuais são inferiores e prevalecemos instintos mais primitivos e “comuns””.


Enfim, resumido por Nélson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”. Onde todos pensam da mesma forma não há inteligência disponível, e a esquerda é basicamente isso. Um bloco coeso de estupidez convencida de ser o ápice da inteligência humana, escravos ideológicos, arrogantes sobrenadando um oceano de dejetos políticos errados e incapacitantes para o progresso pessoal. Veremos agora com um segundo turno da eleição se essa gente estranha será definitivamente expulsa de nossas vidas, Não que o vencedor seja uma maravilha, não, não é estamos apostado em alguém que é conhecido como Fraquejada, espero que ele tenha um desempenho que desminta esse apelido. Que seja uma verdadeira surpresa e administre corretamente os recursos do país.  




Gerson S. Filho. 




Citação:

O caminho da servidão. de Friedrich August von Hayek. Editora Mises Brasil.



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domingo, 4 de outubro de 2026

Desmantelamento cognitivo.

 

                                                         Image by Victor Salazarfrom Pixabay.






Desmantelamento cognitivo.



E assim, estamos aqui nessa realidade com um imenso problema. Segundo especialistas temos hoje uma geração mais limitada intelectualmente e cognitivamente que a geração anterior pela primeira vez na história da humanidade. A tendência sempre foi uma evolução positiva, cada geração nova, era mais inteligente que a anterior, o que proporcionou ao mundo avanço tecnológico e aumento de produtividade intelectual. A qualidade do ensino básico foi destruída, muita gente hoje lê e não entende o que está lendo, e sem ler o cérebro perde potência, reduz desempenho, passa a não entender a realidade com a plenitude necessária para alcançar novos níveis e conhecimento. Entender a realidade e elaborar alternativas de ação dentro do complexo cenário da vida para alcançar novos níveis de percepção necessária para a escalada profissional e pessoal se tornam quase impossíveis. O ser humano para se potencializar precisa do aprendizado tradicional e do desafio do ensino tradicional, minucioso com a qualidade estipulada como padrão e para desenvolvimento que seja conveniente para o prosseguimento da evolução, um aprendizado sem as traquitanas tecnológicas modernas, que a tudo facilitam proporcionado atalhos e não permitindo a provocação da dificuldade de desempenho. A leitura no livro, o cálculo manual os desafios desconfortáveis que agregam valor, decorar a tabuada, fazer resumo de livros em caderno ressaltando os pontos mais importantes, escrever à mão, e diminuir a digitação de textos. Coisas simples que fazem toda diferença. Criar um caderno de cálculos espelhando os livros de matemática onde desenvolverá a álgebra necessária a continuidade nessa área de cálculo. O cérebro do homem precisa de exercício, de desafios e treinamento contínuo. Se não for assim, teremos uma multidão de idiotas, imbecis e estúpidos.


E um estúpido sempre pode ser reconhecido por sua sólida paixão política. Não tem erro, quanto mais fanatizado, mais engajado em movimento político mais estúpido é. A arquitetura política é essencialmente a arte da trapaça da mentira, da ilusão, e quem não percebe nada disso não raciocina bem. E isso interessa muito aos poderosos que cuidam da política, quanto mais desqualificado intelectualmente for um povo, mais fácil de manipular e assim garantir a perpetuação no poder e até a criação de um culto a pedonalidade, Homens que divinizam semelhantes não possuem abrangência de raciocínio, são prisioneiros dos seus limites. A boçalidade popular é um parque de diversões para políticos ideológicos, principalmente de esquerda e populistas de forma geral. Que manobram o povo como rebanho, para onde bem desejarem. Não há nessa massa humana capacidade de análise de cenário, de raciocínio crítico para entender que são objetos transferidos de curral, assim que seus proprietários políticos desejam. Dentro desse ambiente intelectual amansado e reduzido ao mínimo necessário, temos hoje eleições, vamos ver no que vai dar. Não sou esperançoso de um bom resultado, ele até pode vir, mas o número de sequelados mentais que apesar de tudo que temos economicamente hoje, ainda assim por adestramento ideológico continua votando na esquerda. Eu particularmente já soltei as mãos de qualquer possibilidade de vitória contra eles, são muitos, persistentes no erro, e intolerantes com o progresso e a vitória econômica que traz prosperidade. Alguns resultados do exterior dão votos para a esquerda, veja bem, o cara é obrigado a sair do próprio país, mora muito longe, enfrenta certamente discriminação, pois ela existe, trabalha muitas vezes limpando vasos sanitários para os locais porque eté nesse serviço, ganha melhor que no Brasil, mas prossegue votando na esquerda, como um alienado metal, mesmo longe, continua escravo de um discurso.


E assim, caminhamos para um futuro quase certo de irrelevância , substituído por inteligência artificial, e provavelmente, com uma inteligência limitada sirvamos apenas como animais de zoológico humano, para que se tenha ideia de como o ser humano foi um dia. Ao se permitir , se entregar ao conforto das facilidades modernas, ninguém ou quase ninguém lê mais, ou escreve a mão. Ler um livro? Dificilmente, a não ser bobagens como auto ajuda e pornografia. Eu produzo livros educativos e para entretenimento de qualidade, ninguém lê ninguém compra , ninguém recomenda. O Brasil é um espanto em forma de preguiça intelectual, é um poço de vaidades dos que possuem público, e vivem cuidando da enorme fauna que habita o próprio umbigo. Funciona assim, hoje utilizando o X antigo Twitter, com seu tradutor universal, mais gente de fora lê o que escrevo do que aqui dentro do meu país. Atmosfera intensamente inóspita para a cultura e a propagação de conhecimento. Há os limitados intelectualmente, que não possuem a capacidade de entender o que eu escrevo, e os poucos que entendem, não se importam. Mas como meu objetivo não possui fins lucrativos, sobrevivo, quase uma década de livros oferecendo conteúdo de grandes autores da história, da filosofia, da economia, e da psicologia aos que nunca tiveram a oportunidade de conhecer tudo isso. Meu diálogo é com a qualidade, com a qualificação e flutuo dentro de um universo onde ofertar conhecimento me alimenta energeticamente nesse contexto conturbado de excentricidades exóticas e que margeiam a surrealidade da ignorância plena. Sou um preenchedor de vazios, aquele que procura construir uma estrutura cognitiva mais saudável no árido deserto intelectual que se apresenta nesse canto de mundo. Não sei muito, mas o pouco que sei é o bastante par executar meu propósito. As vezes com um português mais rebuscado, outras vezes com um português mais popular e até com erros, mas ainda assim um trabalho com relevância. Por que alguém tem de oferecer a oportunidade necessária ao tempo e aos que, nessa lacuna que nos abriga na margem do universo que foi concedida a nós. habitamos esse espaço. Como hoje grande parte do povo acredita que o cérebro é algo desnecessário, não o capacita para grandes desafios, assim vivem os quadrúpedes, comem, fazem sexo, se reproduzem dormem e morrem. Mais uns quarenta anos estaremos nivelados a eles.


Como na fábula da viagem no tempo, A máquina do tempo de H. G. Wells, o protagonista, no futuro encontra dois tipos de humanos, uns mansos como gado, como carneiros, e os outros, selvagens e agressivos que se alimentam deles. Eu aprecio a ficção científica porque ela funciona como uma premonição do futuro, hoje vemos que o caminho que estamos percorrendo é exatamente esse. Intrigante, não? Nossa subjetividade está se animalizando, se corrompendo, perdendo qualidade e a nossa singularidade perde consistência paulatinamente na estrutura onde não existirão mais lembranças, opiniões e desejos. Esse desmantelamento cognitivo continuado vai desumanizar a todos nós. No livro Ponerologia Psicopatas no poder do Dr Andrew Lobaczewski identifica essa camada social politicamente ativa em causas erradas:


“Já sabemos que toda sociedade possui uma certa porcentagem de pessoas que carregam desvios psicológicos causados por diversos fatores, herdados ou adquiridos, que produzem anomalias na percepção, no pensamento e no caráter. Muitas dessas pessoas tentam dar sentido às suas vidas desviantes por meio de uma hiperatividade social. Elas criam seus próprios mitos e ideologias de compensação e têm a tendência de insinuar egotisticamente aos outros que suas percepções desviantes, bem como os objetivos e ideias daí derivados, são superiores”.


Aqui temos o aforismo popular: não se contraria maluco, Eles são o que são, seres que habitam o inusitado mudo anômalo e confortável para eles e seus adeptos de fantasia patológica. E assim temos o agigantamento dessa parcela social, até a um ponto onde não existirá mais retorno. A deformidade mental ocupará o espaço da sensatez onde alguns privilegiados inteligentes reinarão com seu rebanho de serviçais ideológicos. No livro A psicologia da estupidez Jean-François Marmion qualifica o contexto:


“Portanto a bullshit é uma forma de camuflagem epistêmica: finge ser uma contribuição à discussão, mas sempre obstruindo o seu progresso. Em suma, é o contrário do progresso discursivo. Por que toleramos um parasita intelectual desses? Afinal de contas. O mentiroso, quando é desmascarado, geralmente se vê reprovado, menosprezado, repudiado; o bullshistter parece tudo destruir completamente impune”.


Aquele que vive dentro desse sistema não se conforma com o desmascaramento e assim destrói tudo o que estiver a seu alcance, como o louco em fúria, por ser contrariado em suas convicções. Sejam bem-vindos ao nosso futuro inusitadamente controverso.



Gerson S. Filho.


Citações:


Ponerologia psicopatas no poder, Andrew Lobaczwski. Vide Editorial.


A psicologia da estupidez. Jean-François Marmion. Editora Avis Rara.


Pedonalidade: é o conjunto de características psicológicas que define o modo como cada pessoa pensa, sente e age.


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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Ecossistema econômico.

 

                                                      Image by Tirelire Avenue from Pixabay.





Ecossistema econômico.




Então, vamos conversar hoje estimulados por bizarrices criadas por pura ignorância no trato com algo vivo, que chamamos de economia. Pessoas doutrinadas por ideologia de esquerda possuem extrema dificuldade em interpretar esses parâmetros vitais do que chamamos de livre mercado ao qual eles apelidaram de capitalismo. Sim, a economia possui vida e se deve ter muito cuidado ao mexer com ela, essa moça é geniosa e não gosta de saliências limitantes quanto aos seu comportamento padrão. Se você não sabe se comportar com ela eu sugiro que leia Mises, Friedman, Sowell, Hoppe, Hayek e tantos outros especialistas em etiqueta e comportamento social adequado para conviver sem sustos e bofetadas na cara que essa moça irá desferir nos ousados e impenitentes. Temos agora mais um evento proporcionado pela esquerda e seu trato animalesco com a economia de mercado, a proibição das BETs. Surgida do pântano cognitivo que abriga todas as suas decisões econômicas, com uma canetada resolveram acabar com toda uma atividade regulamentada e completamente legalizada de aposta. Assim, de repente, sem maiores estudos e explicações, apenas baseados em um provável impacto na economia dos viciados nesse sistema de jogatina. Então, se somos assim tão nobres e nos preocupamos como infortúnio alheio, devemos proibir toda bebida alcoólica. Ela também desagrega, destrói famílias, provoca violência e acidentes na sociedade. Precisamos de perfeição social, nada de cervejinha gelada, de whisky, de cachaça não é mesmo? Essas coisas também viciam, principalmente os descontrolados e irresponsáveis. Vamos proibir? Vamos criar uma sociedade livre e para atendimento apenas aos fracos de espírito, que se entregam ao vício, o resto que se dane. Nos Estados Unidos existiu a Lei Seca, foi um desastre total e foi revogada, criou impérios mafiosos. Quando uma sociedade ouve, escuta gente burra coisas estranhas acontecem, o mesmo desastre acontece com o jogo. É da natureza de alguns humanos perderem o controle com coisas que proporcionam algum prazer, o vício se instala e assim essa gente se perde nas artimanhas do sistema. Eu entendo, sim, sinceramente, mas o mundo não pode viver e existir no sistema gravitacional dessa gente. E quando um governo introduz uma atividade na economia, seja ela qual for, um ecossistema econômico começa a surgir em torno dessa atividade nova, empresas, patrocínios, lucros, receita e sustentação generalizada para um número enorme de atividades correlatas ao processo original.


Profissionais passam a depender dessa atividade, não diretamente, mas agregados ao seu patrocínio: comerciantes, clubes esportivos diversos, jornalistas, emissoras de televisão, atividade cultural de forma geral podem se beneficiar do sucesso desse ecossistema. Uma vez que a atividade foi regulamentada e possui todas as premissas legais para funcionar e pagar os devidos impostos ao erário, ela se torna completamente legal e pode exercer seu papel e ter seus direitos garantidos por lei respeitados. Afinal, são as regras da civilização. Empregos e sustentação financeira são geradas nesse universo econômico que pode não ser o ideal mas que acaba distribuindo recursos na economia como um todo. Ao eliminar tudo isso numa única canetada, o governo imbecil cria amplo espaço para a ilegalidade, pois o consumo do jogo não irá desaparecer, o que curiosamente levanta a suspeita se o objetivo , talvez seja esse mesmo, fazer uma atividade legal e que gera lucro até para o governo e assim colocar tudo nas mãos do crime organizado. Dentro da nossa peculiar surrealidade política nada pode ser descartado. Assim como a lei seca americana não acabou com o consumo de bebidas alcoólicas, o jogo não desaparecerá. Apenas irá migrar para s atividade criminosa, coisas que geram lucro podem ser controladas pelo governo ou pelo crime, depende dos governos escolherem onde querem colocar esse lucro. Acontece exatamente o mesmo com o tráfico de drogas, virou uma potência porque é ilegal, Mas aqui temos danos colaterais infinitamente maiores para a saúde dos usuários. As “boas almas” cheias de boas intenções sempre vão procurar melhorar o mundo, fuja dessa gente, sempre que aparece alguém dizendo que irá construir um mundo melhor, milhões morrem. O mundo é imperfeito assim como o homem, que possui uma elasticidade moral enorme quanto a qualquer procedimento, Poucos não vivem dentro desse padrão infame de se aproveitar do próximo para fazer escada no semelhante, e quanto menos valores moralmente civilizados, como ética, religião e cultura, mais propenso está o elemento a cometer barbaridades para se beneficiar de quem está a seu lado. A ideologia fornece essa insensibilidade disfarçada de interesse social pelo próximo, é um artificio eficiente de escravização humana antiga. Onde o verdadeiro propósito nunca é o benefício ao próximo, mas utilizá-lo como objeto para alcance de poder e riqueza. Toda uma geração educada para ser materialista, não respeita padrões de conduta civilizada, sem um verdadeiro amor ao próximo a conduta passa ser mecanicista, fria , como engrenagem política , um moedor de carne humana que possui apenas um objetivo a destruição de qualquer desvio. Sendo assim, a economia de mercado verdadeiramente livre é um inimigo a ser combatido, porque ela produz riqueza e liberdade continuada, a prosperidade vista onde é empegada e aceita como padrão social a ser estimulada. Um lugar onde cada um emprega sua capacidade pessoal de gerir a sua vida dentro de parâmetros aos quais são acessíveis dentro da capacidade pessoal e de investimentos em conhecimento que agregam valores passiveis de serem transformados em valor econômico. Um curso de especialização na área técnica, um curso superior direcionado para uma atividade específica, ou a vocação própria para uma atividade comercial podem ser a estrada para o sucesso, mas esse sucesso não vem de forma fácil, e muitas vezes nem se concretiza. Uma economia livre tem dessas coisas, muitas vezes depende de um aditivo que sobrenada o destino, chamamos de sorte, apenas o esforço não basta. Mas nesse caso iremos migrar para filosofia, metafísica essas nuances performáticas que bailam nas ocorrências circunstanciais da existência humana e definem a vida de muitos , não em materialidade mas em suposições sem estrutura física, porém de poder definidor de caminhos e de finais, felizes ou não.


Viver não é algo como um passeio no parque, estamos numa selva cheia de riscos e armadilhas prontas para encerrar nossa história no contexto percorrido, cabe a todos nós estruturarmos defesas contra tudo isso, e a prontidão mental é o principal atributo da vitória. Se trona fatal perante a natureza negligenciar o apreço pelo correto e se aventurar nas sombras das hipóteses sedutoras que oferecem oportunidades volúveis e prazerosas, a ilusão embriaga e depois destrói. Então, inseridos no ecossistema econômico criado, e uma vez estabelecido, não há como sair dele, Milton Friedman certa vez disse que um programa social que oferece vantagens provisórias , se transforma em permanente, fica impossível se livrar dele. A dependência se estabelece, variações diversas são criadas e estimuladas pela atividade e fornecimento de recursos o que provoca um enraizamento profundo na estrutura social que se serviu e se serve desses recursos. Ao abrir a oportunidade das BETs operarem, um mundo financeiro foi criado, dependências se estabeleceram, oportunidades surgiram, não se acaba com algo assim com uma simples assinatura, existe a necessidade de inteligência superior para entender isso.




Gerson S. Filho.


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terça-feira, 15 de setembro de 2026

O espaçamento do conceito.

 

                                                             Image by OSTC from Pixabay.



O espaçamento do conceito.



“O único termo em cuja presença eu sempre me encontro, o único fato que é, para mim, primordial e indubitável, é minha própria inserção no mundo”.


Louis lavelle.



Neste infinito gotejar de hipóteses que me proporcionam um olhar eivado de suposições conflitantes e companheiras do absurdo, me reprimo na ação, porque de sentido carece o verbo e sem ele a ação não se realiza ou se apresenta para fluidez gramatical dessa realidade efêmera. Conceitualmente a raiz lógica da semântica vazou pelas frestas e rachaduras do cotidiano, esse recipiente inusitado que armazena a realidade e os dias em eterno conflito entre o hoje e o amanhã. Este contentor de existencialismo não pode mais abrigar a razão, pois foi tomado de impropérios vários e todos eles submissos e servis ao completo perfil da irracionalidade. Nossos tempos são de infâmia, não possuem nenhum recato ou comportamento civilizado com a ética exigível. Aquela tradicional vergonha na cara por parte das autoridades virou tablado, deveras, de abjeções explícitas sem consternar as almas de quem se entrega totalmente ao ignóbil. E entre todas essas condições metafóricas anômalas surge repentinamente algo como uma intrusão nômade que recebe a pecha de anomalia mas se trata apenas de honestidade. Seria uma prolepse oportunista daquelas de sabor rascante que insufla os seios das velas da esperança? Teríamos como introverter este ocaso procedimental e ensimesmá-lo nos vazios que não se ocultam e procuram preenchimento com a razão? A perfídia aqui é sazonável, mas possui paredes de tabique, delgadas e sensíveis a qualquer variação de conduta. O que faz o sobreaviso da razão aborda-la com critério, pois certamente haverá sedição sobremaneira agressiva. Porque somos criados de significado, autores relevantes já o disseram e o nosso coração é uma caixa de ressonância emocional, bate por nós e nossas paixões submissas aos eventos aleatórios que a nós se apresentam. O que nos dá uma fugaz esperança dentro de todo esse processo utópico e subordinado à loucura. Mas tudo pode ser apenas um pretexto do destino, se é que isso realmente existe, para nosso tormento e aprendizado de uma exegese conturbada dentro da explicitude acadêmica de tantos contextos e circunstâncias que assediam a nossa vontade. Somos incompletos, estamos aqui para adquirir sentido, propósito, para enfim, transcender na forma e adquirir permissão para novos acessos, hoje impossíveis para nós. Viemos aqui para ser, ser em sentido pleno, e para que enfim, sejamos completos. Para entender tudo isso apenas a metafísica resolve, o mergulho profundo naquilo que margeia o impossível e o imponderável para tirar dali um átimo de lucidez atiçado que venha haurir o corpo de qualquer indecisão. Porque Louis Lavelle explica:


“O ser é o objeto universal. A palavra objeto não é tomada aqui como correlativo da palavra sujeito. A afirmação do ser é anterior à distinção entre sujeito e objeto e envolve ambos. Ela é tomada numa acepção puramente lógica e designa todo termo possível de uma afirmação”.


E se assim somos na densidade desse momento peculiar que nos abriga teremos que escrutinar todo sentido e sensação para entender o lugar que ocupamos nas sentenças existenciais do universo. Até porque entender o infinito não é uma tarefa fácil, mas se ao menos delimitarmos nosso contexto já estará razoável. Ame o propósito e a embriaguez do trajeto não fará morada na sua alma. E a respeito da metafísica Louis Lavelle esclarece:


“O caminho que conduz à metafísica é particularmente árduo. E há poucos homens que aceitam galgá-lo. Isso porque de fato, trata-se de abolir tudo que parece suster nossa existência, as coisas visíveis, as imagens e todos os objetos habituais do interesse e do desejo”.


Estamos falando aqui de um mergulho profundo em valores estruturais do arcabouço da existência plausível e conhecida, uma ida ao além do universo lógico conhecido, onde os cálculos filosóficos não fazem mais sentido, e com esses novos valores, montar e marcar um encontro com o esgotamento do argumento. Fazer surgir um novo conceito, uma nova interpretação que construa um novo caminho lógico na realidade. Temos que ocupar intelectualmente os intervalos, os espaços existenciais inalcançáveis aos de raciocínio efêmero, pois a esses a estupidez já abraçou. Não temos o que lamentar, essa gente escolheu seu trajeto na realidade. E enfim, cada um apenas alcança aquilo que lhe é possível dentro de seus limites.



Temos assim que definir o nosso lugar no tecido celestial, encontrar abrigo nas hipóteses ente conceitos com elasticidade adequada ao átimo ligeiro onde se encontre uma real condição de sobrevivência e de morada intelectual. E assim temos mais uma definição metafísica:


“O lugar e o instante não foram feitos para serem pensados, são feitos para serem ocupados; e nesse lugar e nesse instante que são ocupados, sempre parece que conquistamos uma vitória sobre o espaço e o tempo. O espaço e o tempo nos propõem fins e, por conseguinte, necessariamente nos separam do fim a que visamos. Permitem-nos alcançar fins particulares, mas ao nos proporem outros, incessantemente mais longínquos, que despertam em nós a atividade do querer”.



O tema é por demais complexo, devo produzir outros textos a respeito e recomendo ler o autor e os livros utilizados na construção desse texto. Mergulharemos nesse universo curiosamente profundo para pescar novas e translúcidas circunstancias. Por quê? Ora, Ser e estar, pertencer e se doar ao conhecimento é o regozijo de quem procura respostas.



Gerson S. Filho.




Citação:


Dialética do eterno presente Volume 1, Do ser. E Dialética eterno presente volume 2, do ato. Vide editorial. Tradução de Lara Christina Malimpensa. Autor Louis Lavelle.


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sábado, 29 de agosto de 2026

Insustentável porvir.

 

                                                  Imagem by Dariuz Sankowski from Pixabay.



 Insustentável porvir.



Alguém já percebeu que nós os que possuímos um passado além desse período obscuro e controverso estamos vivenciando muito mais essas recordações do que a vida na realidade? Vivemos hoje um momento empobrecido, desnatado, sem qualidades que induzam uma permanência psicológica nesse nível. E assim nas asas capciosas de um destino que ultraja a expectativa de uma permanência saudável, nos resguardamos num passado com melhores termos e sentenças. Confesso, me sinto muito melhor lá, envolvido com o que se foi do que nesse presente distópico repleto de perversões comportamentais. Este agora se tornou um lugar sem brilho, sem propósito, onde não há mais o encanto da promessa apaziguadora de desejos e paixões que se dedicavam ao realizar das horas. Um tempo onde o mal não era tão explícito e monótono como o ranger de uma engrenagem sem lubrificação. Ele está ali hoje, se exibe, coeso, iníquo e com uma desfaçatez abrangente, como se não devesse satisfação a ninguém. Na verdade, não há mais desconforto com sua presença. A falta de pudor e a ausência de recato não significam mais nada. Tudo foi relativizado, e por isso o passado se torna tão atraente. Lá bons valores existiam e eram respeitados, Então, vivemos no equilíbrio das suscetibilidades pois o agora onde não há exéquias à morte circunstancial dos bons costumes. Almejar um melhor momento faz parte da insípida esperança, se denota como um suspiro instintivo de sobrevivência.


Afinal, sobreviver se trata de puro instinto, uma força vital que não sucumbe com facilidade aos piores cenários. Porém, no fim, tudo isso se torna tão particular que cada um escolhe entre as diversas alternativas que proporcione uma devida evasão do desconforto. No meu caso eu sonho, e nesse mundo, na maioria das vezes estou no passado, vivendo, me emocionando, e carregando a alma com o alimento necessário já não disponível na realidade. Se a realidade não entrega o essencial, há que se procurar alternativas de sobriedade que sincronize com a ocasião. Pois viver se trata de estar na frequência certa e com ela construir o palco de atuação correto, prolífico, sem as debilidades de um neófito. Não há muita margem para inexperientes no calhamaço do destino. Nessas atribulações específicas, endereçadas a nós, devemos transitar com desenvoltura suficiente para diluir toda essa ocasião espessa que se acomoda na alma desse pormenor que abriga todo esse desassossego. Mas sonhar apenas não basta . será preciso categoricamente se perder no labirinto da imaginação para ali buscar a solução plausível dentro dos detalhes sinuosos para conseguir construir um porvir. Na atual situação, o desastre social será inevitável, mas ainda assim se pode construir nichos de qualidade e soberania da razão nesse ambiente corrompido. Como? Lendo, se qualificando, conhecendo os verdadeiros bons intelectuais, expandindo o padrão cultural e passando a ser a alternativa a toda ignorância e estupidez das relações corriqueiras. Lembrem-se a tênue esperança reside nos ensinamento dos bons dos realmente qualificados para gerar qualidade. E literatura, como disse Liev Tolstoi no seu magnífico livreto de fábula De quanta terra precisa o homem:


“Portanto, lembre-se: há somente um, apenas e tão somete momento mais importante… Agora! É a hora mais importante porque é a única em que podemos fazer alguma coisa”.


Eu procuro propagar conhecimento, e você? Porque assim como disse o referido autor:


“Aquele que tem amor está em Deus, e Deus está nele. Pois Deus é amor”.


Então, Deus é amor e esse amor faz morada apenas em corações receptivos e aconchegantes com o bem. É o imponderável a insustentável energia que quando chega abraça os seus com sua gloria e sua abrangente energia onde a morada da vitória se encontra. Nesse abrigo não há temor, nem indecisão, toda especulação se desfaz e nenhuma indecisão faz morada. Ao excisar o lamento das ocasiões resta apenas o regozijo de ser e estar do lado certo da existência. Este livro citado, em uma das suas fábulas tem uma lição moral a respeito do ganancioso. Um problema psicológico abordado nos filmes Wall Street poder e cobiça, e Wall Street o dinheiro nunca dorme. A ganância, a insatisfação eterna com o que se tem, uma ausência de limite que leva sempre ao desastre. Quando por mais que se tenha, nunca é o suficiente, não há limites para a satisfação, sempre falta alguma coisa, dinheiro, poder e terras. Algo que hoje acomete e acaba compelindo os poderosos ao exagero no acumulo de poder e riqueza. Uma doença psicológica abrangente e poderosa o suficiente para matar seu portador. O qual foi o destino do personagem principal do conto de Liev Tolstoi.


Essa doença, mesmo já proporcionado o suficiente, não permite prazer com o que se tem, e assim, de posse da máquina pública o saque continuado da máquina administrativa prossegue, insaciável, sem limites para encher bolsos sem fundo da elite. Já possuem tudo, luxos e prazeres estão disponíveis aos membros desse seleto clube de perversões econômicas, onde se esbanja aquilo que retiram do povo. Por isso prefiro muitas vezes apena sonhar, não que lá no passado não existisse tanta desfaçatez, mas o assincronismo moral era apenas um augúrio na paisagem moral da sociedade, hoje, os corruptos se relacionam sexualmente com o dinheiro do povo que passa necessidade em praça pública. E assim, avassalados pela cobiça destroem seu próprio país sem se importar com o futuro, como se recursos fossem infinitos, desconhecendo completamente algo básico da ciência econômica, a escassez. Com gente assim, se torna insustentável o porvir e e no meu caso prefiro me ausentar dessa atividade melancólica e eivada de insensatez. Impossível não ser melancólico nessa paisagem destruída e destituída de bons valores morais. Ou adotar uma atitude mais peculiar com disse Jorge luís Borges:


“Talvez a velhice e o medo me enganem, mas suspeito que a espécie humana – a única – está em vias de extinção e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta. A biblioteca de Babel”.


E assim, caminhamos entre suposições e afirmações, no interesse do destino, se é que ele realmente existe, e nós inconformados com tantas boas ausências e na ressonância inconfundível de um tema de amor que repercute no infinito apesar de toda perversão diligente que insiste em se fazer de realidade.




Gerson S. Filho.



Citações:


De quanta terra precisa um homem e outras histórias. Liev Tolstoi. Ciranda Cultural editora.


Ficções. Jorge Luís Borges Companhia das letras.  


Meus diversos livros estão no portal da Editora Delicatta. 


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