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Padrões circunstanciados.
Não querendo ser repetitivo mas Ortega y Gasset definiu que somos inseparáveis do nosso contexto. “eu sou eu e minhas circunstâncias”, disse ele certa vez. Não há salvação individual sem uma transformação ou a saída do mundo onde nos situamos e onde obtemos nosso perfil psicológico. A reforma mental deve incluir uma reestruturação externa também, estamos profundamente ligados ao ambiente onde vivemos, recebemos constantemente as influências dele, obtemos a estrutura mental daquilo que no envolve. E este é o ponto que afeta hoje nossa sociedade, e que mostra o resultado da circunstancialização da educação por ideólogos da esquerda. Temos diversas gerações completamente influenciadas por um estilo e para um propósito definido. Já tratei desse assunto em outros textos, outras crônicas, mas que é sempre bom lembrar desse tema, porque ele está hoje em execução e sofremos, todos nós as consequências dele. E assim temos hoje aqueles que permitem a uma ideologia suplantar sua racionalidade para aderir a um padrão, o padrão circunstanciado, aquele que define o que você é mesmo sem que você saiba ou se de conta, muitas vezes do papel ridículo que faz. Ao menos exótico aos ouvidos que não pertencem ao grupo de alienados. Este padrão foi o método aplicado por várias décadas de ensino médio e universitário, uma sutil doutrinação, as vezes mas incisiva, outras vezes subliminar, empregando um linguajar característico, a novilíngua. Uma operação paciente e abrangente de moldagem social que quando pronta, o elemento não percebe mais no que se tornou. Suas convicções, seu estilo e interpretação da realidade pertencem a um nicho de prioridades subalternas ao totalitarismo, ao coletivismo e que rejeita o bem individual. Pensam em bloco, não conseguem ver mais o poder de uma economia de mercado livre, de possuir diferenciação pessoal quanto a realidade e a suas crenças particulares. Tudo passa ser uma miscelânea de propósitos de massa, de uniformidade padronizada e que rejeita o contexto para viver num aglomerado disforme porém com uma atração irresistível a não possuir mais conceitos abstratos pessoais a respeito de mais nada. Muitos que irão ler esse texto se encontram nessa situação e nem percebem. Se você possui convicções imutáveis, você está errado. O universo, o nosso mundo e muito menos a realidade não se resume a apenas uma interpretação. A vida flui e se qualifica por diferenças, por conflitos de interesse, pelo oceano de possibilidades e portanto, qualquer engessamento filosófico e ideológico proposto tende a ser um fracasso retumbante. Eu assim convido-os a evitar esse abismo ideológico, procurando alertar que a circunstância tem de ser alterada e que se deve abandonar o padrão equivocado, insustentável e sem nenhuma flexibilidade para lhe garantir sobrevivência além de um marasmo existencial esquizoide. Geralmente o psicótico, ou esquizofrênico, geram um mundo particular, onde uma realidade paralela governa suas atitudes e muitas vezes o colocando em risco e aqueles convivem com ele, foi isso que fizeram com muita gente. Nesse procedimento metódico se exclui o aprendizado em vários setores fundamentais para o sucesso, principalmente econômico, por isso se tornou notória a ignorância abissal dessa gente em economia e gestão desse setor, produzindo sistematicamente desastres colossais nessa área. Uma boa gestão econômica para essa turma representa algo burguês, improprio para o proletariado. Partindo desse pressuposto, eles produzem raciocínios completamente equivocados para este setor fundamental para o sucesso e geração de riquezas.
Vejam, vou fazer um teste com vocês apenas para aferir o conhecimento real em economia, veremos se leram alguns desses autores, leram e estudaram a respeito deles: Adam Smith, Fredéric Bastiat, Mises, Hayek, Mílton Friedman, Thomas Sowell, estes são apenas alguns nomes do setor que fornecem um imenso conhecimento na área econômica. Não estou pedindo que demonstrem as isoquantas da microeconomia com detalhamento, estou solicitando algo básico e necessário para entender o funcionamento do mercado. Provavelmente não conhecem e nunca estudaram ou ouviram falar deles de forma que não seja pejorativa. Porque eles destroem a estrutura do pensamento econômico da esquerda, que não passa de um amontoado e platitudes. Existe, se não sabem um poderoso filtro ideológico que fornece a vocês apenas o que interessa ao planejamento deles. Eles apreciam a economia planificada que levou a União Soviética a falência, que mantem a Coreia do Norte miserável e improdutiva, até a China comunista abandonou essa metodologia, vide Deng Xiao Ping. Bom, cevados como vocês estão em delírios coletivistas improdutivos e fracassados, não há o que se esperar de algo que possa ser tratado como sucesso. E assim, nadando nessa banha ideológica, conduzem hoje o nosso país para o fracasso certo e o colapso financeiro. Quem me acompanha no que escrevo sabe, citando grandes autores, a definição de doença mental para o esquerdismo já foi estabelecida por profissionais especializados e altamente qualificados. Vocês apenas foram inseridos no problema. Se existir boa vontade há recuperação. A coisa se assemelha a se livrar de um furúnculo, lanceta-se o inconveniente núcleo e a cura vem. Mas o mundo foi ordenadamente direcionado para a ignorância sistematizada, circunstanciaram o momento e nele inseriram a loucura. Foi abrangente, e incluiu até a forma de falar e em relacionamentos. Nesse ponto utilizo Roger Scruton para explicar o que foi feito:
“A novilíngua foi essencial a seu programa, reduzindo o que outros viam como autoridade, legalidade e legitimidade a poder, luta e dominação. E quando nas palavras de Lacan, Deluse, Altrusser, a máquina de nonsense começou a cuspir suas impenetráveis sentenças, da quais nada podia ser entendido, com exceção do que todas tinha, o “capitalismo” como alvo pareceu que o Nada finalmente encontrara voz. Dali em diante, a ordem burguesa seria vaporizada e a humanidade marcharia vitoriosa para o vazio”.
Nós já tivemos um exemplo clássico disso no Brasil, desse linguajar específico onde nada tem sentido real, tivemos uma ex presidente especialista nessa linguagem peculiar, do falar e não dizer nada. O nosso patrono na educação, era um especialista nessa linguagem, só falava e escrevia assim, um exotismo fuleiro de baixo clero intelectual preparado para doutrinação de massas. Algumas vezes esse linguajar passa a impressão de uma cultura tão superior que não pode ser entendida pela ralé inculta e feia. Ela foi criada para isso mesmo, este é o objetivo, gerar desassossego cultural e dominar completamente o ambiente com uma farsa linguística o perfil majoritário do povo. Não foi acidental, podem acreditar.
Então, prosseguindo com o esclarecimento necessário, um dos progenitores dessa loucura foi Lukaks, eu já o mencionei em textos meus do passado e hoje em livros, quem quiser pode consultar. Foi um radical do comunismo, dos mais fanatizados, mas e mesmo assim teve de fugir e se esconder do movimento comunista, entrou em conflito com o modo de ver o movimento ideológico. Ele percebeu que, se aquela brutalidade inicial prosseguisse, não levaria a lugar nenhum, o domínio das massas deveria ser através de outros métodos mais sutis, ser agradável se for preciso, mentir se for necessário, investir na cultura, o crime pelo benefício da causa poderia ser tolerado. A respeito dele Roger Scruton cita:
“Quando os acadêmicos radicais dos anos 60 começaram a buscar autoridades que justificariam sua censura, foi para Lucaks que se voltaram. Ele não apenas compilara o primeiro índice marxista confiável de literatura moderna como também pensara em uma crítica que situava a cultura no centro da “luta mundial” entre revolução e reação”
E assim, temos o que assistimos na atualidade, a confusão generalizada de procedimentos e comportamentos. O comunismo, o socialismo, o progressismo, seja lá qual apelido que teve ou venha a possuir agora, não é algo leal e ordeiro ele se reproduz na discórdia e no enfrentamento social com um objetivo, transformar você num objeto, numa coisa que pertence ao Estado e por ele será submetido e descartado quando necessário.
Se você ainda não se convenceu que foi preparado para o sacrifício, e hoje sua vida como unidade humana não tem valor nenhum vou colocar aqui agora algumas coisas que Lucaks disse:
“A lei não possuía nenhuma validez para além do processo político, “a questão da legalidade ou ilegalidade se reduz para o partido comunista a mera questão tática” .
E também:
“A ética comunista tem como seu maior dever aceitar a necessidade de agir com iniquidade, acrescentando que esse é o maior sacrifício que a revolução requer de nós. Afinal, a iniquidade é uma concepção burguesa e tudo que é burguês deve ser destruído”.
Bom, aos que entenderam que vocês foram desumanizados sistematicamente, procurem se desvencilhar dessa circunstância desleal e agora munidos de um diploma universitário baixem o aplicativo de trabalho no UBER e vão trabalhar. Afinal, apesar de todos os esforços ideológicos ainda existe uma necessidade premente de produzir dinheiro para o sustento diário e como destruiriam a economia não há vagas para todos os doutores. Metodologia e consequências.
Gerson Ferreira Filho.
ADM 20 – 91992 CRA – RJ.
Citação : Tolos, fraudes e militantes. Roger Scruton. Editora Record.
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