Image by Gianni Crestani from Pìxabay.
Objeto do tempo.
Finalmente! Cá estamos, nesse alvoroço das circunstâncias para sentir de perto as platitudes vorazes dos estimulados a se tornarem produto industrializado na esteira das ocasiões que prosperam na mais absoluta ignorância. Não saber virou qualidade, ignorar um bom atributo, e viver na alienação uma meta de vida, pois aqui dentro desse ambiente construído criteriosamente para nós, saber, conhecer e ter capacidade real de análise virou atividade de risco. Autores sonegados possuem obras abandonadas em estantes e livrarias, estes que produzem a real cultura são praticamente proibidos de serem citados ou abordados, criaram o risco intelectual, o perigo do saber. Pois quem sabe tem potencial para a argumentação, pode refutar, está além do controle estabelecido nos termos da alienação. Um bom lastro intelectuais se torna inconveniente para a política de domínio de massas, uma pessoa com mais recursos na estrutura mental não se submete facilmente às regras do manicômio construído para ser prisão psicológica de populações. Dentro desse ambiente vivem “intelectuais” sem abrangência e disciplinados a apenas enxergar um termo da criação. Nada mais existe e que possa ser tolerado além da mixórdia de conceitos embolorados de um passado de erros sistematizados e comprovadamente fracassados em toda sua estrutura conceitual. Essa gente, pedante e de caráter duvidoso, apenas considera o assunto que acaricia seus egos inflados por puro oportunismo decadente. De tão doutrinados e anulados intelectualmente não conseguem mais viver com o contraditório, não podem mais fazer de alguma obra com a qual não concordem uma análise dialética para produzir uma síntese do objeto em questão. Enfim, refutar o argumento que foi apresentado, eles apenas o apagam da realidade e o classificam como inadmissível. Um último recurso para não enfrentarem a verdade, aquela que diz estarem errados. Objetificados, padronizados e sistematizados dentro de uma liturgia imposta por décadas e até mais, não possuem mais a capacidade de ver o que está além de um único propósito. Eles se transformaram na metáfora do produto, não há diferença entre eles, como uma linha de montagem, correm pelas esteiras industriais até o armazenamento para uso quando for conveniente. Quem me acompanha, lê meus livros sabe que uso essa associação para defini-los tem tempo. Fale com um a respeito de política e terá de todos a mesma resposta, o conteúdo psicológico é exatamente o mesmo, como uma caixa de leite. Não há diversificação no que diz respeito a qualidade do produto apresentado, tudo é a mesma cantilena coletivista e de preocupação com o pobre e o trabalhador. Parecem um registro de acontecimentos do início do século passado. Acredito que já perderam o prazo de validade e não perceberam. Essa displasia cognitiva provocada por estagnação de conceitos acaba refletido na organização social da atualidade. Reparem, tivemos entre nós até a bem pouco tempo um intelectual como poucos, Olavo de Carvalho, quantos o conhecem ou leram algum livro dele? Ele foi praticamente proibido pela esquerda, relegado ao ostracismo e a manada obediente aceitou. E quando opinam a respeito dele o chamam de astrólogo, de louco ou qualquer outra coisa depreciativa. Leram os livros dele? Não! Portanto julgam sem conhecer, depreciam sem ao menos lerem alguma obra dele, porque se lessem, seriam outras pessoas, teriam outro entendimento da vida e não seriam as vacas de presépio que são. Leiam, produzam um trabalho intelectual refutando o que ele diz, apresentem evidências de erros e assim tenham lugar de fala nesse momento. Utilizando aqui um termo esquerdista bem modernoso e inclusivo.
“Lugar de fala”. Sim! Essa gente esquisita produz também um linguajar próprio de tribo, de gueto. Olavo, um intelectual ímpar, esteve conosco e deixou um vasto trabalho para estudo e análise, então, se não gostam dele, o leiam e produzam material acadêmico comprovando com evidências de seus erros, caso contrário tudo não passa de fofoca de grupo centrado na incompetência abrangente e incapaz de refutação intelectual sólida. Usam o bom humor dele nas redes sociais como instrumento contra ele, mal sabem que uma as principais características da inteligência superior é o sarcasmo e ironia. Pessoas com deficiência mental não entendem esse recurso. Nos livros dele podemos encontrar insights muito bons de circunstâncias comportamentais a respeito de todos nós, os brasileiros, perdidos em tanta ignorância já margeando a estupidez para muitos. Aquele que fornece a capacidade de pensar com qualidade deve ser valorizado e apreciado como um real transformador social de um tempo. O pouco que temos hoje de intelectualidade superior tem origem nele e nos seus livros e nas suas aulas. Enquanto isso, criadores de marchinhas populares estão na Academia Brasileira de Letras, um símbolo vivo evidenciando a nossa miséria intelectual hoje. Em um texto de 1985 Olavo fala dessa intelectualidade decrépita do nosso país:
“A impostura intelectual, sombra e caricaturada atividade da inteligência, existe um pouco por toda parte. A diferença é que no Brasil a caricatura tende a usurpar o lugar d modelo, a sombra adquirindo vida própria e passando a mover o corpo que a projeta. O número de farsantes e de doutores ineptos em todos os campos da atividade cultural é anomalamente grande neste país – a ponto de constituir um traço permanente da cultura nacional, tanto quanto a corrupção na esfera política ou a impunidade e na judiciária”.
Não se enganem, temos doutores, mestres e demais graduados com dificuldade em interpretação de texto. Muitos sabem mais inglês do que português pois os pais os colocaram desde muito cedo em cursos prolongados desse idioma, eu fiz o mesmo com meus filhos. Mas são bons em português também. O que faz a massa supostamente qualificada ser bem menor do que de fato é em aparência. O professor Olavo já alertava para esse problema e só piorou com o passar do tempo, piorou muito. Hoje já não existe mais criação artística de qualidade, musicas com letras bem elaboradas e marcantes, tudo virou um ritmo tribal de tambores como em alguma aldeia nos confins dos tempos.
Mas tudo isso foi uma construção ressentida da nossa esquerda com relação ao período militar, onde foram fragorosamente derrotados ao tentar, já naquele tempo, implementar uma ditadura soviética brutal. Com a derrota, partiram com afinco para a destruição da sociedade por aparelhamento e doutrinação de forma geral. Hoje temos apenas militantes com poder. Olavo diz algo a respeito desse momento:
“Ofendidos pela ditadura, os intelectuais brasileiros tiveram uma reação desproporcional e mórbida. Não conseguindo derrubar o governo, interiorizaram a revolta, puseram-se a derrubar a família, a moral, a gramática, a personalidade humana, os sentimentos, o respeito pela civilização, tudo aquilo que adorna e enobrece a vida, para disseminar em seu lugar um espírito de revolta nietzschiana e de cinismo nelsonrodriguesco. Há duas décadas eles vêm submetendo o público brasileiro a um estupro psicológico sempre em nome, é claro, do combate a ditadura”.
E assim amigos, para quem ainda não teve a sorte de conhecer, apresento Olavo de Carvalho, sugiro que leiam seus livros, seus artigos e crônicas, um mundo novo vai se apresentar, um mundo fora dessa doutrinação que o transformou em um objeto do tempo, apenas para ser usado por poderosos de ocasião.
Gerson Ferreira Filho.
ADM 20 – 91992 CRA – RJ.
Citação: O imbecil coletivo. Olavo de Carvalho. Editora Record.
A maioria dessas crônicas estão em áudio no meu canal do Telegram. Que se chama também Entretanto e pode ser acessado no link abaixo. Uma abordagem mais personalizada do texto na voz do autor.
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