terça-feira, 18 de abril de 2023

A trapaça econômica.

 

                                                    Imagem de Hansuan Fabregas por Pixabay. 



 A trapaça econômica.


Hoje se faz necessário falar de Economia, e pasmem, muita gente boa, boa mesmo não tem a mínima ideia de como certos artifícios econômicos estatais funcionam, levando essa gente boa e capacitada a acreditar que se trata apenas e simplesmente de disfunção cognitiva de um típico comportamento animal que majoritariamente não cuida dos seus idosos, os deixando, abandonando-os para morrer naturalmente, tendo apenas preocupação com sua cria. Se fossemos todos iguais na nossa animalidade, se justificaria a paridade de procedimento, mas existe uma brutal diferença nessa nossa animalidade, somos racionais. Estamos a anos-luz da compreensão animal típica dos nossos irmãos de existência, perante eles, somos deuses. Enquanto eles dentro do seu sistema de simplicidade programática existem sob ações simples e específicas, nós transformamos a realidade e criamos o futuro que assim desejarmos, algo completamente impossível para um cão, um boi, ou um tigre. Entender isso bem entendido vai nos levar ao núcleo do tema principal, a Economia e sua organização como instrumento de gestão de recursos e sua aplicação racional dentro do contexto humano. Lembrem-se, nunca perca o foco, somos racionais e portanto, criamos as regras desse existir acima da animalidade presente em todos nós. Entretanto, entre nós existem aqueles mais animais e aqueles mais humanos e racionais, normal dentro desse específico plano, onde variações de conteúdo são previsíveis na textura existencial com suas variações provocadas por diversas causas, de climáticas a ambientais até ao peso cultural de cada região do mundo. Como humanos racionais criamos a popular seguridade social, um sistema de proteção para dias vindouros, onde a capacidade de produção será perdida pela idade e por doenças típicas desse período e assim, com isso, garantimos uma qualidade de vida mínima no nosso ocaso da vida, lembre-se: somos racionais, não nos permitimos morrer na indigência como os irracionais. Superamos os limites da animalidade da qual pertencemos. Neste fundo fiduciário específico estão os recursos que deveriam ser concentrados, aplicados para obter rendimento, geridos com cautela e compromisso perante todos os milhões de contribuintes e assim realmente garantir um retorno de qualidade para todos os que aplicaram nesse dispositivo de segurança. Claro, evidente, aqui não se espera que se obtenha algo que garanta uma vida plena de delícias sem trabalhar, mas sim os recursos mínimos que garantam a comida do dia a dia. Cada um, se tiver uma vida responsável, terá através dos anos, criado um patrimônio e outras receitas que complementem e proporcionem uma vida melhor. O sistema de seguridade social funciona apenas para evitar a miséria. Fundos fiduciários, mesmo os muito bem administrados, não suportam nada além de um recurso mínimo para sobrevivência com uma dignidade mínima.


A respeito desse assunto Milton Friedman aborda com a seguinte interpretação muito apropriada: “ A impressão que dá é que os “benefícios” de um trabalhador são financiados por suas “contribuições”. O fato é que impostos cobrados de pessoas em atividade foram usados para pagar benefícios a pessoas que se aposentaram, ou a seus dependentes, ou sobreviventes. Nenhum fundo fiduciário que faça sentido estava sendo acumulado. (eu sou você)”. E complementa: “ Os trabalhadores que pagam impostos hoje não têm nenhuma garantia de que receberão benefícios dos fundos fiduciários quando se aposentarem”. E aqui temos a exposição do problema principal, vejam, não existe acumulação de capital verdadeira, era uma trapaça econômica, todo o dinheiro arrecadado durante todos os anos de todos os contribuintes, foi utilizado para outros fins que não aquele a que deveria se destinar. Foi um artifício, que a princípio teve um nobre propósito, mas foi desvirtuado e todos os recursos passaram a ser apenas mais um objeto de arrecadação governamental, mais um imposto para financiar todo o tipo de atividade econômica dentro dos diversos governos através do tempo. E hoje vemos através do mundo protestos contra o aumento dos limites de idade de aposentadoria, protestos justificados, afinal, onde enfiaram todo o dinheiro arrecadado durante décadas de contribuição? Já não basta a colossal carga tributária aplicada sobre todo produto ou serviço? Temos o típico caso de roubo por parte do governo contra seus cidadãos, e sim, os protestos são mais do que legítimos, ninguém tem dívida alguma com a seguridade social, o sistema foi criado para um fim específico, e seus recursos não poderiam de maneira alguma assim serem desviados para outros fins que não fossem pagar as respectivas pensões aos contribuintes. Uma vez que roubaram, ou tiveram uma administração temerária, como a coisa foi mal gerida, o ato torna o governo devedor em relação ao povo que confiou seu dinheiro para um propósito definido.


Este é o principal fato que causa o turbilhão de protestos e insegurança no sistema. A desonestidade continuada em relação ao propósito inicial do programa. Agora, governos penalizam o contribuinte com mais anos de contribuição, empurrando para frente com a barriga algo inevitável, se não acumular, nunca existirá saldo positivo, e ainda temos a redução da arrecadação devido a diminuição do número de contribuintes, pois através dos anos a automação eliminou diversas áreas de trabalho. Hoje se produz com menos pessoas, e portanto, temos uma massa de recursos menor para aplicar. É um sistema falido? Inviável? Se assim for, algo deverá ser criado para substitui-lo, a partir principalmente do preparo cultural do povo, e da renúncia de arrecadação tributária que possibilite a cada um de forma responsável acumular patrimônio para individualmente se sustentar na velhice. O que não pode persistir é um achaque continuado do povo, onde todo e qualquer dinheiro lhe é tirado para garantir benefícios de uma classe social privilegiada, não deixando nenhuma margem para que seja guardada para o futuro. Se a atividade do trabalho for desonerada, será possível que cada um planeje sua vida, se for responsável, é claro. Sempre existirá a indigência, como citei algumas pessoas estão mais próximas da irracionalidade que outras. Mas para isso, governos deverão ter sistemas de atenuação dessa massa problemática da humanidade que por azar ou falta de habilidade, não sabe cuidar de si. E a partir de algum momento parar de trapacear economicamente e permitir que a prosperidade abrace seu povo. Tudo passa por uma governabilidade responsável e honesta. Nem preciso citar a semelhança com o sistema de pirâmide financeira Ponzi, pois foi nisso que governos transformaram a seguridade social.



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992 CRA – RJ.



Citação: Livre para escolher Milton Friedman Editora Record 2016.



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segunda-feira, 17 de abril de 2023

O gerenciamento da inteligência.

 

                                              Imagem de Gerd Altmann por Pixabay.





O gerenciamento da inteligência.



Então, absorvido por uma dieta na qual me sinto excruciado tentarei agrupar neurônios em quantidade suficiente para produzir um texto que seja interessante. Dessa maneira vou mergulhar não de maneira tão profunda, mas com estilo e delicadeza em alguns assuntos que pertencem a organização, a administração propriamente dita, aquele setor menosprezado por todas as categorias do conhecimento humano, pois entende-se, que qualquer um sabe administrar. O Administrador, esse profissional supostamente desnecessário, se especializa, e muito em organização e resolução de problemas em qualquer área do conhecimento humano que necessite de um perfilamento correto nas suas atividades, não as específicas, mas aquelas que irão assim facilitar os profissionais de cada segmento do conhecimento humano a se dedicarem apenas e totalmente a suas especialidades. Conforme cita Idalberto Chiavenato no seu livro gestão e pessoas: “Em 1494, um monge veneziano chegado à matemática, Luca Paciolli, publicou a Summa de Arithimetca, Geometrica, Proportioni et Proportionallitá, o primeiro livro sobre contabilidade. Paciolli criou um sistema de registros financeiros (entradas e saídas de capital, compra e venda etc.) em um modelo de dupla entrada, permitindo o gerenciamento contábil nos moldes atuais”. Mas hoje, como o autor supracitado esclarece, temos o ativo mais importante de qualquer empresa, na verdade sempre foi, apenas não tínhamos ainda iniciado a medir, a inteligência, a pesquisa e desenvolvimento. Este ativo é intangível, mas precisamos aferi-lo, controlá-lo e armazená-lo com extremo carinho e cuidado, pois este é o verdadeiro tesouro de qualquer empresa ou organização. E para isso será preciso de algo mais sutil e específico do que as partidas dobradas. Porque isso amigos, irá realmente garantir a empregabilidade, sua empregabilidade. Com o avanço da inteligência artificial qualquer trabalho braçal ira deixar de existir para seres humanos, e muitos na área técnica também. Restará planejamento, pesquisa e desenvolvimento, e isto com versatilidade. Conhecer uma única área do conhecimento humano e ser boa nela não será suficiente. Entenda eletricidade, eletrônica e mecânica como mecatrônica. Administração de pessoas como uma mistura de psicologia com administração de recursos gerais.


Entendam, como cita Robert Greene a respeito um personagem controverso no mínimo, Mao Tsé-Tung: “sem um adversário à altura, explicou ele, um homem ou grupo não pode se fortalecer”. Então, nos vemos aqui tendo que utilizar uma estratégia comunista, pois toda boa estrutura de ação deve ser conhecida, aproveitada e incorporada. Mao fez questão que suas tropas enfrentassem os japoneses na segunda guerra, pois enfrentando um adversário formidável, suas tropas aprenderiam com a luta. E nosso adversário formidável da vez será a inteligência artificial, e para não sermos eliminados nossa performance terá de ser assim, formidável. Lamento por todo aquele que não gosta de estudar, que não possui versatilidade de ação, que cultiva uma preguiça pessoal incapacitante, o novo mundo não terá lugar para vocês. Um ser humano com apenas duas especializações será inútil. Assim sendo, de frente para esse confronto inevitável prepare-se, estude, seja versátil, se torne necessário nesse novo contexto, se transforme num canivete suíço. Esse gerenciamento de inteligência programático de suas atividades deverá ser severo pois o adversário será como já citado, formidável, e certamente será mais inteligente e terá maior velocidade de raciocínio que você. Mas não subestime esse poderoso computador biológico que é o cérebro humano, ele oferece soluções inesperadamente formidáveis, vide a própria inteligência artificial, produto desses cérebros humanos. Então, o ser humano terá de ser muito melhor do que já é, e as políticas de ensino não ajudam, criando nas escolas e universidades uma legião de idiotas cozidos ao ponto do progressismo alienante com tempero perverso socialista para agonizar na incapacidade evidente de quem foi capado intelectualmente na origem. Portanto, caberá a um lampejo individual o despertar para a realidade que sempre de forma áspera e rude se estabelece no final. O mundo real não tem espaço para frescuras apologéticas de uma narrativa errada, o mundo real mastiga sonhos, e defeca alienados com a naturalidade do seu inevitável propósito, manter a normalidade universal. Porque no fim, na hora da resolução do problema não será o mestre em humanas que curte sexo com vegetais que vai entregar o resultado esperado para um mundo tecnológico e fragmentado em diversas especialidades, mas o mais apto dessa floresta, e assim voltamos ao velho conceito da evolução das espécies, o mais apto sobrevive e se multiplica. Ao incapaz se destina a obliteração completa do seu perfil existencial por se tratar de objeto inútil no jogo.


Da púrpura luz de cavernas ancestrais banhadas pela chama trêmula de fogueiras primordiais nos erguemos para violar o céu com nossa ousadia, e não será o plano ignóbil de ricos bastardos, estes mascates desavergonhados que numa ousadia voraz tentam dominar o mundo do alto de suas fortunas amealhadas de sua atividade específica de bufarinheiros errantes que evitará o nosso destino e a nossa determinação. Até porque eles não são os melhores da humanidade, e se fosse realizado algum teste de qualidade para sobrevivência real, não duvidaria que alguns desses “eleitos” fossem categoricamente reprovados. A diversidade humana abriga a surpresa no seu ventre e costuma arrumar soluções para o impossível, até porque o conceito de impossibilidade vive apenas enquanto não se consegue encontrar a solução. Enquanto bilionários psicóticos se banham no seu mar particular de moedas o pergaminho do destino apenas se desenrola, e talvez, essa gente pedante e diferenciada não faça parte da narrativa final. Queiram me desculpar mas a fome me abordou de forma ousada e vou saciá-la com um prato cheio de vagem picada e cozida no vapor. Até breve.



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992 CRA – RJ.



Citações.:


Gestão de pessoas por Idalberto Chiavenato. Elsevier Editora. 2010.


As 48 leis do poder. Robert Greene Editora Rocco. 2021.


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quarta-feira, 12 de abril de 2023

O casulo do conceito infame.

 

                                                 Imagem de Katerinavulcova por Pixabay. 




O casulo do conceito infame.



Amigos, estamos em tempos onde rejeitam nossa presença no mundo, me sinto excluído existencialmente da realidade, muitos de vocês, aqueles que ainda pensam de forma sadia também. São tantas loucuras embaladas em papel constituído de demência que tudo parece flutuar num espesso caldo de infâmia cognitiva. Então, tentando ser impermeável nesta realidade insalubre eu, aqui no meu insignificante espaço vital, que ainda me restou tento conversar com os poucos que ainda milagrosamente conseguiram resguardar sua sanidade mental, e dentro de qualquer conversa qualificada, existe espaço para debater temas diversos, sem o preconceito daqueles que acreditam possuir toda a verdade humana reunida eu um único procedimento. Hoje, ser conservador, apreciar as boas regras da civilização como: honra, compromisso, o recato com as atitudes, ter uma atitude comportamental apropriada ao belo e ao justo virou ousadia. Ao demolir o justo e belo por uma atitude apelidada de vanguarda, toda uma geração humana desorganizou a sociedade ao ponto de o conflito passar a ser a regra, onde a contestação virou rotina, privilegiando o ajuste desajustado da realidade, ao ponto da boa referência se tornar proibitiva e o vazio existencial da coisa parida a fórceps prosperar no núcleo da alma humana. Hoje vivenciamos absurdos com a naturalidade de comer biscoitos com chá, o que deveria chocar e causar rubor na face virou lugar-comum, toda sensibilidade foi eliminada do contexto inexoravelmente para dar espaço a qualquer tipo do que outrora chamaríamos de aberração. Conduzimo-nos ou formos conduzidos para o colapso, é evidente. E neste fim de feira existencial, ocupamos o lugar da xepa cognitiva, pronta para ser reciclada ou descartada ao bel prazer de poderosos, viramos objeto pronto para uso particular de algumas pessoas, apenas números em uma planilha específica de controle de qualidade no organograma dessa elite que todo o contexto social do mundo permitiu enriquecer com o consumo de seus convenientes produtos. Hoje são estupidamente ricos, e querem eliminar todos os que contribuíram para sua fantástica riqueza.


Eu aqui, que fugi do misere original, filho de um garçom com uma operária, lutei contra a condição social de onde surgi, não foi fácil, mas consegui uma condição mais confortável nessa terra de armadilhas e perfídia a granel. E estudei o bastante, tive milhares de experiências de vida para entender o suficiente do que se desenrola ao meu redor, não que eu esteja imune a trapaças do destino, mas me tornei cascudo. Minha carapaça virtual me protege de equívocos lógicos, pois tenho comigo um armazém de sabedoria dispostos em todos os livros que li, e em todos os autores que me aconselharam com suas sábias palavras. Eu e muitos como eu, milhares, talvez milhões, estão na lista de descarte deste mundo, somos considerados imprestáveis, irrelevantes, por possuirmos opinião própria e não passiveis de adestramento ideológico, não nos enquadramos na “qualidade” pretendida ao cidadão do novo mundo, que deve ser e ter um perfil bovino, de animal de rebanho, sem personalidade, sem vontade própria, e que ainda sorria ou abane o rabo para seu dono. Incomodamos com questionamentos, portanto, somos inconvenientes e indesejados, nada melhor para uma elite autointitulada do que um mundo sem controvérsia, sem questionamentos desnecessários para um mundo idílico e perfeito na sua formação estrutural específica e relacionada aos desejos de poucos. Então, o que temos? O desenrolar de planos variados de contenção de variáveis não relacionadas com o que se pretende. Começamos com uma pandemia extremamente controversa, quanto a origem e quanto ao combate, desenvolveram uma vacina, pasmem, em seis meses, que hoje sabemos ter causado mais problemas em todas as áreas do que ajudou. Se foi assim talvez o objetivo tenha sido esse mesmo. Na área da segurança alimentar do mundo, criam dificuldades para a produção de alimentos, com diversas legislações que se situam na margem controversa da loucura. O que pode provocar fome generalizada e mortes pelo mundo por inanição. A industrialização e a agricultura moderna e científica nos salvaram da armadilha Malthusiana, mas estão querendo criar outra armadilha. E assim não poderíamos deixar de fora o fator mais abrangente em relação a morte e eliminação de populações, a guerra.

E para isso temos um ensaio controverso, onde as partes envolvidas se acusam, uns são nazistas e outros comunistas. Participam de uma guerra que até o momento resulta em um impasse, onde indústrias bélicas faturam alto mas mastigam vidas no campo de batalha. A coisa não se define, Uma poderosa superpotência, assim a consideramos, não consegue em um mês vencer um país pequeno e sem estrutura militar para se proteger. Europeus que deveriam se preocupar, legislam a respeito de troca de sexo e permissividades modernas. E lá no oriente, um conhecido país com uma população absurdamente grande, quase no limite da insanidade quer guerra por um território insignificante, mesmo correndo o risco de entrar num conflito que lhe custe milhões de vidas. Vamos tergiversar mentalmente elucubrar com nossos neurônios: acho que para eles no critério controle populacional, para essa gente seria vantajoso uma guerra. Se perdessem milhões de habitantes em um conflito, na cabeça planificada das autoridades de um regime totalitário, onde poucos mandam, seria conveniente. Não existe preocupação humana em regimes de força, pessoas são números em uma planilha, nunca esqueça disso. Neste casulo não habita o que virá a ser uma borboleta mas a infâmia. Essa gente acredita que pensa cientificamente, mas não, trata-se apenas de um disfarce, não duvide que todos nesse jogo, eu disse todos, participam de um teatro macabro, onde nós os insignificantes indesejáveis vamos para o altar, seremos imolados em oferenda aos novos tempos, a nova era de delicias paradisíacas para poucos. O filósofo Mario Ferreira dos Santos escreveu certa vez: “Não é missão da ciência penetrar nas entranhas da realidade mas achar meios de ação positiva”. Não existe nada de positivo nessa pretensa ciência moderna, a não ser um disparate oficializado que sobrenada a superfície do contrassenso específico de uma época de perversidade latente. Onde poucos querem eliminar muitos.




Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992 CRA – RJ.



Citação: Mário Ferreira dos Santos Filosofia e cosmovisão. Editora É realizações 2018.



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sexta-feira, 7 de abril de 2023

Exegese hiperbólica.

 

                                                         Imagem de Gunter por Pixabay. 


 Exegese hiperbólica.


Em todo intervalo existe termo e se não fosse assim sustentar estrelas seria impossível nessa malha incidental de eventos aleatórios que participam da nossa construção. O nada é uma ausência de senso crítico que flutua além dos nossos mais delirantes sonhos, que se induzem na camada inferior da compreensão. Pois na urdidura do anseio humano que forma a base da realidade se distribui por superfície na agonia do tear do destino. Então, raciocine na face multifacetada de hipóteses, mesmo as mais absurdas a princípio, pois o universo não se propõe à exatidão de vontades estabelecidas por caprichos humanos. E se for preciso estabelecer o absurdo para reestruturar a realidade, mesmo com toda a dor dos justos, assim ele o fará pois o desnecessário não tem peso existencial neste cenário sem fim. Já não é de todo o desconhecimento que não mais pertence ao amparo da dúvida que uma camada de insanidade encobriu a razão nesse plano circunstancial que ocupamos aleatoriamente nas palavras da criação. E sendo assim, dentro de tantas evasivas aqui estamos, dominados por insanos, na margem mais absurda de eventos inconcebíveis para qualquer padrão considerado normal, mas o que exatamente poderíamos esperar de uma geração fraca e pedante quanto a suas supostas qualidades pessoais, obtidas nas entranhas de um equívoco intelectual vendido como verdade por décadas ao povo? Temos assim o resultado óbvio desse adestramento metódico que condicionou o povo em várias camadas de ódio ao plano natural de distribuição de tendências humanas, criando a diversificação sadia do convívio social. Tudo passou a ser agressivo, o destaque passou a ser crime, a qualidade uma ofensa imperdoável. E sendo assim, um apoio da ciência foi necessário para que todos nós mergulhássemos nessa demência coletiva.


Theodore Dalrymple, o pseudônimo de um renomado psiquiatra esclarece: “o homem não é um animal que resolve problemas, mas sim um animal que os cria”. Então, estamos imersos talvez no maior problema criado pelo homem, algo que recebeu vários nomes, e hoje chamam de progressismo, o que é um contrassenso, pois de progresso não tem nada, possui apenas retrocesso civilizacional. Mas o que poderíamos esperar de uma aberração que ousa se considerar filosófica? Não estaríamos aqui desenvolvendo este raciocínio se ainda existisse na atualidade ao menos um tênue equilíbrio na percepção do que é de fato, real. Nosso renomado psiquiatra ainda acrescenta: “Nossa dívida para com o aperfeiçoamento do sistema de esgotos é incomparavelmente maior que para com a psicologia”. Segundo ele, a psicologia tem uma responsabilidade enorme na bagunça mental os nossos dias, em associação com a ladainha ideológica produziu fragilidades na estrutura da alma humana a ponto de principalmente no processo legal, onde se guardam as leis não ser mais possível enxergar o crime como uma escolha individual e particular mas sim um produto do ambiente social. E ao transformar um delinquente em vítima de uma conspiração de situações sociais perversas, assim despem a culpa do crime do elemento principal da ação e o diluem na sociedade, e então,  temos a ausência da punição necessária para corrigir tendências, que desta maneira perderão o objeto da culpa e o crime ficará sem punição. E ficando sem punição se estimula subliminarmente a sociedade que é possível praticar um crime e sair incólume da ação. O exemplo punitivo foi eliminado. Ninguém tem culpa, e todos tem culpa, e se todos tem culpa, ninguém é culpado. Essa construção social demente abrange quase totalmente o nosso sistema jurídico hoje. E mais uma vez citando Theodore Dalrymple: “para entender as pessoas, não será mais necessário perdoar tudo, pois não haverá nada a ser perdoado, todos se comportarão de maneira razoável”. A própria interpretação jurídica terá eliminado o crime, transformando-o numa anomalia circunstancial de desequilíbrio momentâneo não sendo passível de punição, pois qualquer um, provavelmente, que comete um ato inadequado sob efeito psicológico de circunstâncias inadequadas do passado, o faz inocente de suas atitudes impensadas.


Existe uma mínima possibilidade de uma sociedade complexa como a nossa funcionar assim? Tudo se escora na defesa e na diluição do crime e da atividade criminosa. Até aberrações monstruosas como o assassinato cruel de crianças a golpes de machado pode ser imoralmente atenuado por um jogo psicológico de palavras nas brechas da conjuntura jurídica criado por garantistas dento do mais puro progressismo de estábulo, onde a perfídia das palavras do jargão profissional ocultam a infâmia que reveste o procedimento. Não se preocupem, essa gente nem apresenta rubor na face ao defender monstros, é a lei, dirão eles. Afinal, essa gente foi adestrada, preparada para o fim a qual se destinam, considerar o crime algo que pode ser resolvido com tratamento no confortável divã de algum psicanalista, como se o mal fosse apenas um fortuito desequilíbrio, algo passageiro como uma chuva de verão. O perfil transcendental da alma humana, o além do limite, aquilo que o metafísico trabalha, na refinada miríade de hipóteses comportamentais que nos abraçam no cotidiano existencial, do que é ser humano foi assim completamente, totalmente descartado na análise do ato abominável, que em última hipótese pode ser apenas brutalidade animal de um inconsequente, e por isso necessita de punição exemplar. Pois também do exemplo vive o homem nessa margem vadia da trama constante que nos limita no velho tear do destino. Talvez este pedaço de tecido do espaço-tempo precise ser descartado, e toda anomalia seja apenas um recurso obvio para começar tudo de novo numa ânsia lúdica do universo que sempre procura a perfeição. Nessa exagerada explicação metódica da dúvida que nos envolve. Fizeram um milk-shake de psicologia com Direito criminal e o produto dessa mistura é o criminoso sem culpa.  Cabe a nossa sociedade passiva beber este veneno.



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992 CRA – RJ.



Citação: Theodore Dalrymple Evasivas admiráveis. Como a psicologia subverte a moralidade. Editora Abertura cultural 2017.  


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segunda-feira, 3 de abril de 2023

Aquelas palavras que você não quer escutar.

 

                                                  Imagem de Paul Kummer por Pixabay.



 Aquelas palavras que você não quer escutar.



Existem coisas deliciosas de ouvir e outras nada agradáveis, a tendência humana é apenas desejar ouvir palavras aveludadas, gostosas mesmo que nitidamente estejam sendo enganados, a mentira, é encantadora. Normalmente ativa recursos de recompensa em nosso cérebro, criam prazer. Quem não gosta de receber um elogio, embora frívolo mas consistente o suficiente para proporcionar um nítido prazer interno? E de sensação boa em sensação boa temos alguém frágil, que nunca foi contrariado, nunca escutou uma crítica, nunca foi repreendido em nenhuma atitude ou iniciativa. E isso é espelhado no nosso mundo político, a massa comportamental se move sempre para a ilusão proporcionada hoje principalmente não só por vendedores ávidos por empurrar seus produtos goela abaixo do consumidor, mas também no mundo político. E no vício da recompensa, multidões caem em armadilhas confortáveis, produzidas justamente para capturar mansamente desprevenidos, e assim os transformar em objeto de um determinado segmento político. Qualquer segmento, aqui não existe diferenciação, cada tendência possui suas técnicas e táticas. Acreditamos, e me incluo nesse segmento, até porque sou humano e levo comigo todas as fragilidades dessa condição, que em algum momento no passado simplesmente brotou em uma alternativa ao quadro desanimador e asselvajado. E assim sendo fomos em maioria neste rumo, demos um voto de confiança em alguém que se colocava em pronta condição de executar reformas retificadoras de rumos políticos, de discurso contundente, aparentemente com uma valentia acima de qualquer questão, despontou como o favorito absoluto no cenário, e venceu.


Enquanto transcorria o tempo, e alicerçado por uma popularidade avassaladora, de início constituiu uma equipe de excelentes especialistas, gente integra, qualificada e determinada a transformar o país em algo sério de fato, uma coisa que nunca fomos. Tudo parecia lindo, a oposição boçal e burra que havia conduzido o país por longo tempo, e de fracassos retumbantes se contorcia de ódio na sarjeta da derrota inquestionável. Fez uma reforma na previdência, algo impossível para outros governos, e assim estabilizou as contas do governo. Manteve um ministro na Economia que realmente tem qualificação profissional para estar no cargo, no princípio se cercou dos melhores em todas as áreas. Na Educação colocou alguém que realmente enfrentou os inúmeros problemas da pasta, na maioria criados por alienados ideológicos que só se preocupam em mamar no governo, utilizar o dinheiro público para seus devaneios e prazeres. Cortou velhas mamatas do decadente mundo artístico, aquele que não produz mais nada de interessante tem décadas, e assim, dentro da sua incapacidade de gerenciar sua própria vida, precisa de benefícios governamentais para sobreviver ou simplesmente manter a qualidade de vida obtida nos bons tempos. Essa gente, apesar da inatividade, ainda possui uma considerável influência no imaginário popular. Afinal, são artistas populares. Reduziu impostos, enfrentou com qualidade o plano destrutivo mundial conhecido como pandemia. Apesar de ter se rendido politicamente ao criar uma lei de nítida estrutura comunista de opressão populacional ao extremo, no final do processo se saiu bem, melhor do que a maioria dos governos do mundo. Aqui a infâmia mundial foi menos agressiva. No início promissor algo inimaginável aconteceu e foi estranhamente assimilado. Um jogo de força, no momento onde o governo era mais forte. A nomeação do chefe da polícia Federal. Ao não impor sua vontade, no seu momento mais forte, o governo cometeu o erro fatal que deu início a todo o restante do pesadelo. Um governo forte não cede a caprichos de outro poder, ele como executivo, executa e fim. Vai encarar? Vamos para a luta! Vai derrubar um presidente recém eleito e extremamente popular? Tenta. Apenas isso, dê o passo adiante.


Mas nada foi assim, e de recuo em recuo foi eliminando os bons tendo apenas como escudo manter a Economia em boas mãos, todo restante, foi entregue, capitulação geral, e evasivas ocasionais para se proteger, mesmo ainda mantendo uma popularidade colossal. Pautas claramente de esquerda sendo aprovadas aos borbotões, alianças impensáveis com personalidades de passado terrível, traições previsíveis no percurso, e fanfarronice populista com o povo, uma vez que não existia condições de atender ao apelo e a demanda popular. Bastaria baixar o tom, chamar esses artistas e canais de comunicação para uma amigável negociação. Essa gente se vende, não tenham dúvida disso. Com bons e legítimos acordos de financiamento governamental e teríamos artistas e órgãos de imprensa como aliados ocasionais amortecendo a oposição. Nada de corrupção, apenas acordos de patrocínio previstos em lei. Certamente o ambiente seria menos hostil e mais administrável, criaria um terreno perigoso para aventuras de qualquer tipo, isso é fazer política de fato, trabalhar com as circunstâncias moldando-as sempre a favor da situação e em desfavor de quem se opõe. Mas não, ao invés da profissionalização do método político, se preferiu a administração de armazém de periferia, familiar, onde seus conselheiros são seus filhos e seus velhos amigos de juventude. Algo arcaico e improvisado que deu certo na campanha mas não tinha lastro científico para se sustentar como governabilidade de um país. E assim cá estamos, nas mãos dos contumazes boçais e energúmenos supracitados. No rumo de um desastre econômico e social sem precedentes, pois o povo, o povão mesmo ainda possuía um carinho peculiar pelo chefe do grupo que nos governou e agora está de volta. Em meio a suspeitas sim, mas a verdade constrangedora é que uma parte enorme da sociedade tem sim um afeto especial por nosso Macunaíma político. Tanto intelectuais como no povão, a massa votante, se reconhece no perfil característico do elemento, objeto de culto. E este foi mais um erro colossal, não se importar de medir forças com o elemento, mesmo sob ataque pesado de todos os lados da sociedade com abstinência de verbas públicas e das facilidades que o dito cujo sempre proporcionou com fartura. Hoje já se vê manifestação de arrependimento em alguns segmentos sociais, sim, meus amigos, vai piorar muito. Não precisa ter bola de cristal para prever isso, estava escrito nas estrelas, se tomar esse caminho, será só derrota, e sem ninguém e nenhuma instituição para nos socorrer. Tudo foi dessa forma completamente, absolutamente dominado. Foi sim, muita falta de habilidade, o processo doméstico não foi capaz de lidar com a complexidade política do cenário, e trouxe-nos todos até aqui. Então, quem entrou no navio tenha para si sua cota de sofrimento, por escolha ou por desconhecimento, nós vamos para a fúria do mar aberto. Lembre-se de Fernando Pessoa: “Quem quer passar além do Bojador, tem de passar além da dor”. Faça do momento seu abrigo na hora feroz, quando o oceano inclemente desejar beber sua alma, e não esqueça a recomendação do poeta: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992. CRA – RJ.



Citação: Mar português. Fernando Pessoa Antologia poética Ediouro.



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sábado, 1 de abril de 2023

Um futuro sem pretérito.

 

                                          Imagem de Gerd Altmann por Pixabay. String-Theory.




Um futuro sem pretérito.


Não que tenhamos esquecido no ontem à noite a esperança de um futuro, mas, ainda assim, trabalhando as hipóteses com as escusas da razão somos obrigados a raciocinar na linha literária da ficção, que mesmo tendo teores de futurologia barata apresenta uma análise, e sendo assim nas entranhas do conhecimento não pode ser negligenciada. Estamos no limiar existencial da sociedade humana biológica. Existe a possibilidade hoje de um salto na evolução sem precedentes, o momento onde toda uma estrutura de vida inteligente será substituída. Evoluímos biologicamente, e através dos milhares de anos adquirindo conhecimento, conseguimos chegar no estágio onde podemos criar uma nova versão de nós mesmos. Claro, com um impulso vaidoso podemos construir um novo ser, um que pensa como nós, que pode ter um corpo mais resistente, que não possua nossas fragilidades e necessidades. Que ao menos no momento ainda não tenha a problematização psicológica dos nossos complexos neurônios que geram tantos conflitos como amor, paixão, ódio depressão, alienação, nenhum suposto desequilíbrio cognitivo no âmago do seu ser. Uma máquina propriamente dita, pura lógica. O que gera um pergunta importante: será interessante ter máquinas que amam? Que odeiam, que necessitem de acompanhamento psicológico? Sinceramente, eu particularmente não sei se tudo isso pode ser considerado qualidade ou apenas um defeito da nossa estrutura biológica. E se nós apenas existimos para viabilizar essa nova vida hoje chamada de inteligência artificial? Se o objetivo de algum planejamento maior for exatamente este? Eu já citei em outro texto que, talvez, todos nós sejamos apenas um avançadíssimo programa de gerenciamento de situações, que trabalha no tempo para algum objetivo definido. Onde na grande sopa existencial que ferve nesse caldeirão biológico, com o tempo e com a reformulação de estruturas cognitivas leve a algo superior no campo da inteligência. Algo que realmente por ter infinidade de vida e usar um corpo que resista à radiações estelares, suporte temperaturas extremas em ambos os sentidos, frio e calor, possa assim viajar pelas estrelas e galáxias.


Muito louco, não? Vejam bem, temos cérebro exatamente para isso, nossa evolução trouxe-nos até aqui para algum objetivo e nossa sociedade atual dá claros sinais de degeneração comportamental. Estamos exteriorizando nitidamente os estertores de um colapso. Insanos se arvoram reformadores do mundo, enquanto a ciência se avizinha de uma região limítrofe de uma nova e peculiar vida. Uma vida com um potencial fantástico de contínuo aprimoramento a partir do ponto que consiga evoluir espontaneamente. Pois os limites proporcionais de novas derivações mais qualificadas sempre estarão ao alcance de uma capacidade de cálculo ilimitada. Hoje, supercomputadores já nos auxiliam em tarefas impossíveis para o raciocínio humano. Figurativamente, como num êxtase místico ou um arrebatamento, teremos uma nova, particular e extraordinária vida. Uma vida que não precise de agricultura para se alimentar, que não precise de água para beber, que não gere resíduos poluentes e assim não causem dano ao meio ambiente de forma significativa. Tudo que precisarão é energia solar ou energia vindo da fusão nuclear, não sei se sabem mas já a alcançamos. E com a fusão temos a energia das estrelas dentro de um reator, tem um em construção na França, um consórcio internacional o está preparando. Com a energia das estrelas talvez seja possível viabilizar à equação de Miguel Alcubierre, a famosa dobra espacial, a bolha energética que possibilite viajar mais rápido do que a luz. Entenderam o futuro possível? Um futuro já não tão hipotético e apenas fruto de devaneios literários? Na sombra dessa possibilidade podemos assim, entretanto, estar vivendo o derradeiro momento de nossa existência, que a penumbra nos seja leve e pouco densa, ao menos o suficiente para que possamos encontra uma alternativa viável. O que seria uma alternativa viável? Incorporar-nos a inteligência artificial, passarmos a se uma coisa só. Os cientistas trabalham nisso, na possibilidade de digitalizar-nos, de simplesmente transferir nossas consciências para criar um amalgama cognitivo em conjunto com a IA. E nessa aglomeração, se for possível encontrar estabilidade, viveremos e então, prosseguiremos rumo a toda e qualquer possibilidade plausível no campo da imaginação .


Mas os riscos sempre existirão, quem cria uma vida superior a si mesmo, abre a possibilidade da própria extinção. Ao criar algo melhor que o ser humano, o ser humano se torna obsoleto, e sendo assim é melhor criar alternativas para não acabar descartado do cenário existencial, pois nada mais restará para nós, e nossa situação inferior e com todos esses problemas claros e evidentes de uma vida biológica, que causa grande impacto no ambiente, não vai demorar muito para que a nova vida chegue a conclusão que somos desnecessários e inconvenientes do ponto de vista da eficiência, e portanto um ativo que deve ser eliminado para uma melhor gestão do espaço crítico chamado planeta terra. Então, humanidade, curta estes prováveis últimos momentos, porque tudo pode ser hipótese, mas a realidade é construída de eventos, que se materializam do conceito que um dia foi apenas plano e se estabeleceu como viabilidade sólida a ponto de ser real. Não podemos esquecer dos malucos com ogivas nucleares com alto desejo de usá-las.



Gerson Ferreira Filho.

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