sábado, 11 de março de 2023

Conjecturas do amanhã.

 

                                              Imagem de Varian Digital por Pixabay.




Conjecturas do amanhã.




Aqui, nós fortuitamente arremessados e submetidos ao açoite de elucubrações hipotéticas de conteúdo pernóstico mas não intimidados quanto a determinação, insistimos na análise desse cenário que se desdobra como uma farsa insana para realizar desejos de uma oligarquia seleta, entre pervertidos e insanos onde o devasso se satisfará com a degeneração recreativa de todo e qualquer conceito ou procedimento que possa ter sido regra civilizatória. Não se preocupem, não terão nenhum decoro preventivo com seus atos de prazer, principalmente. E você que ainda alimenta a frágil normalidade que nos resta neste palco, logo se verá obrigado por lei a se submeter a todo e qualquer desatino permitido e imposto por força dessa lei. A relativização de conceitos que regram a sociedade e a implementação gradual do império das vontades, mesmo aquelas mais sombrias que habitam o coração humano se estabeleceu e se fortalece, sem nenhuma réplica ou tréplica da razão. Toda e qualquer autoridade se comporta com receio de ferir a insanidade imposta como se ela fosse realmente a regra de ouro colocada por uma divindade saída de alguma nuvem densa de “sabedoria” e assim pudesse ditar toda estrutura futura de comportamento. Os sintomas são claros, degeneração civilizatória, e conversando com amigos, os poucos que ainda pensam, tiramos a conclusão de final de ciclo. Como outros impérios, que tiveram seus momentos de glória e esplendor, hoje temos sinais evidentes de decomposição social. Quando os supostamente mais capazes de uma sociedade se entregam a devaneios que obviamente irão assim demolir a tradição, se tiver como, fuja para bem longe. Os sinais do colapso da estrutura estão se tornando evidentes como rachaduras surgidas ocasionalmente numa estrutura construída. Se não tiver como fugir, ao menos compreenda o cenário e aguarde o fim próximo, porque somente escombros restarão da bela construção.


Neste início de século XXI, parece que chegamos nos estertores, o ruído da agonia já se torna perceptível aos que ainda possuem discernimento para separar a insanidade oficializada da textura real de um mundo sadio. Mas neste mundo onde a sanidade foi dissipada, apenas pensar se torna uma ousadia revolucionária para qualquer um que ainda realmente pense, pense no sentido de raciocínio lógico  e não no contexto depravado. Seguindo criteriosamente os métodos que lhes foi ensinado, os responsáveis por toda essa degeneração cognitiva, os socialistas, como citou Frédéric Bastiat no seu livro A lei, essa gente prossegue ajustando o formato social para o colapso: “o socialista seguindo sua quimera, poda a pobre humanidade em grupos, em séries, em centros, em subcentros, em alvéolos, em atelieris sociaux, harmônicos, contrastados etc.”. Toda transformação absurda e inconsequente que nos levará ao fim do processo civilizatório provém dessa gente, do socialista, e não é de hoje. Bastiat ainda dá uma complementação para o óbvio já percebido na sua época: “ É assim que todo inventor cria a sua máquina, em pequena escala antes de fazê-la em grande escala. É assim que o químico sacrifica alguns reagentes, que o agricultor sacrifica algumas sementes e um pedaço do seu campo para experimentar uma ideia. Mas que distância incomensurável entre o jardineiro e suas árvores, entre o inventos e sua máquina, entre o químico e seus reagentes, entre o agricultor e suas sementes!… O socialista crê de boa-fé que a mesma distância o separa da humanidade.”. Sim amigos, amigos que ainda raciocinam, todo socialista se exclui da humanidade, se considera o artista que cria o quadro, utilizando todo e qualquer sentimento que possua, sua vontade, seus desejos e suas taras, para construir um modelo de sociedade que bem atenda suas perversões particulares e enterradas num subconsciente em frangalhos. No fim, não passa da popular e conhecida vingança, a vingança dos incapazes, de todo aquele que não teria destaque de outra forma, por limitação óbvia. Ao se colocarem como o jardineiro citado, se divinizam dentro desse limite tacanho que abraça intelectos frágeis, para assim obterem relevância no contexto para si e para os seus.



Enfim, a obra desse povo afetado já está quase pronta, não sei se ainda existem alternativas para evitar o colapso civilizacional mais uma vez. Talvez faça parte do processo de refinamento, atingir determinado nível e depois colapsar se por acaso algum objetivo maior não for alcançado. Vejam, Frédéric Bastiat já entendia o procedimento, muitos anos se passaram até aqui, foi um trabalho criterioso de destruição da sociedade, uma insidiosa planificação de resultados preparando ciladas através do tempo para destruir tudo a sua volta e assim implementar um devaneio construído artificialmente para submeter a natureza ao capricho da vontade de poucos. Bom, no pouco espaço que ainda nos resta eu particularmente vou semeando o terreno, proporcionando, ou tentando proporcionar um novo ângulo de visão para os poucos que ainda raciocinam. Outros também estão nesse campo de batalha, poucos é verdade, feridos, com certeza, pois a realidade fere, a verdade não é doce e suave, ela é a mãe coerente da razão correta que subjaz no coração do justo, e o estimula a lutar até o fim, mesmo diante da certeza da derrota, porque com o firme contraponto da verdade e da honra contra a loucura se faz por merecer o respeito, mesmo nos piores momentos.



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992 CRA – RJ.



Citação: Bastiat Frédéric 1801 – 1850. A lei/Frédéric Bastiat LVM Editora 2019.


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terça-feira, 7 de março de 2023

O halo que nos aprisiona.

 

                                                  Imagem de minka2507 por Pixabay.


 O halo que nos aprisiona.




Imagine-se participando de um cenário distópico onde qualquer abominação, contrassenso, ou devaneio louco fosse a realidade? Pois bem, no tecido dessa realidade construída sistematicamente por mestres da manipulação de massa, especialistas em perverter tradições construídas e alicerçadas na trama do tempo que a tudo sustenta e dá prosseguimento lógico estamos aqui. Com inserções metódicas desvirtuando conceitos gradativamente até atingir o formato da estrutura comportamental desejada. Obter um animal sem escrúpulos, e sem nenhum censo ético de existência. Uma besta quadrada que se vangloria de seu cabedal de conhecimento falsificado, crente que habita o mais alto nível da existência no plano a qual pertence. Então, nesse universo construído e antinatural qualquer disparate se torna possível e até um molestamento de inocentes pode ser assumida e aceita como apenas um desvio comportamental fortuito que habita as profundezas de uma alma confusa. Em um dialogo interno seria possível entender uma coisa dessas? Eu não entendo, você talvez não, mas todo aquele que foi produto de engenharia social já perdeu a sensibilidade para lidar com este tema. Não existe vestígio, ou algum resíduo de ética no interior dessas pessoas, para se submeter a uma análise fria e justa da ocorrência. Eu confesso, que uma vez mergulhado nessa distopia permissiva, me sinto sujo. Literalmente inserido em algo que me causa náusea profunda, essa que fustiga minha alma. Dentro de algo que possui um halo aprisionante que me mantém dentro dessa bolha de dejetos cognitivos flutuando pesadamente em qualquer sistema de descarte de rejeitos, produto de alívio humano de suas necessidades. Este halo maligno, não confundir com o efeito psicológico Halo, que significa julgar e definir pessoas apenas por uma característica, mas realmente um invólucro infame que nos envelopa nessa distopia macabra.


A fina borda desse revestimento sutil determina o contexto completo dessa alienação de tal proporção que se torna possível conviver e aceita o inaceitável. A maioria não se dá conta disso. Vivem vidas de aceitação e engajamento a qualquer absurdo planejado e vendido com batatas fritas no parque de diversões. Distúrbios claros de personalidade habitam o cotidiano discriminando qualquer um que ouse preservar sua particular interpretação dos fatos, algo que em um mundo normal seria plenamente aceitável, uma vez que ninguém pode ter seu direito pessoal de escolha de vida invadido. Mas lembre-se, estamos numa narrativa artificial, você caro leitor, está preso numa narrativa construída para destruir o mundo como você conheceu até aqui. Muitos especulam a respeito de vida extraterrestre, posso apenas dizer uma coisa, a probabilidade é remota e talvez inconsistente. Qualquer civilização que habite este infinito de lares plausíveis terá que superar a si mesmo antes de adquirir conhecimento e tecnologia para navegar através desse mar sem fim. A maior armadilha para encerrar uma história existencial é a degeneração cognitiva de toda a população de um mundo. Basta ver o que se passa aqui hoje no nosso planeta. Escaparemos da extinção com essa gente no comando do mundo? Vocês acreditam nessa possibilidade? Sem nenhuma chance, então, temos aqui o principal problema para que possamos construir um futuro brilhante, e acredito que, se outras civilizações existirem terão de passar por este obstáculo cruel. Evoluir para algo que se considere “Deus” e assim provocar seu extermínio, do seu e de todos os seus semelhantes, na arrogância de tentar manipular algo que está fora dos seus próprios limites de compreensão. Essa narrativa existencial distópica vai inevitavelmente nos jogar uns contra os outros até o limite plausível da convivência pacífica onde repentinamente o ponto de fulgor será atingido e todo esse restante será incinerado sem hesitação por nós mesmos.


Estamos conversando a respeito de distopia, mas estamos em tempos de quase não conseguir mais distinguir o real da farsa, a consistência intelectual da fraude, a curva do prosseguimento reto. Envoltos neste halo sutil de perversidade o real não passa hoje de um sonho ocasional que vagueia na imprevisibilidade dos nossos sonhos. Uma lembrança que jaz na profundidade da memória armazenada no subconsciente deste ser que um dia foi capaz de produzir filosofia e hoje flerta com o desatino certo de ideias sem conteúdo, sem estruturação civilizacional lógica para consolidar com segurança um cotidiano que torne o existir algo consistente e digno de continuar neste plano por mais alguns milhares de anos. Contorcemo-nos neste casulo grotesco tentando rompê-lo e alçar voo para o infinito, mas nessa luta pela vida podemos enfim, alcançar a eternidade como uma virtuosa e bela borboleta, ou colapsar e secar na prisão que atualmente nos abriga. A química da metamorfose está em ação, resta aguardar o desenlace do processo. Mereceremos um resultado exitoso?



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992. CRA – RJ.


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domingo, 5 de março de 2023

O princípio imutável.

 

                                                         Imagem de Julius H. por Pixabay.




O princípio imutável.




Amigos, vamos nesse contexto esquizofrênico que nos cerca na atualidade de início de século XXI onde a maioria parece ter perdido o rumo da realidade, ao nadar no contrassenso oblíquo das artimanhas ideológicas, metodicamente cultivadas no imaginário popular. E sendo assim hoje temos verdadeiros Neandertais governando o país. Não que por incapacidade tenham sido extintos, mas talvez por falta de uma sutil adaptação à evolução. Alguns dizem que fazem parte de nós, que em algum momento houve uma mistura de DNA em algum romantismo perdido na vastidão do tempo passado em possível encontro fortuito que desencadeou alguma ação criativa de estórias até então paralelas que ocasionalmente acabou se encontrando. Mas aqui os referencio apenas como símbolo de incapacidade evidente de lidar com algo óbvio como a economia. Essa gente mentalmente nas cavernas profundas do asselvajado rude acredita que congelamento de preços, emissão desenfreada de moeda, estatização, aumento de carga tributária, coletivismo com supressão de direitos individuais, extinção de costumes naturais substituídos por desejos particulares específicos de minorias que se transformam em lei, atormentando o bom costume, levam a algum lugar que não o desastre total da civilização. Se entregam de corpo e alma ao ignoto crentes em dominar a verdade pura nesse arcabouço insano estruturado maliciosamente para levar ao erro. A economia, a verdadeira, a que tem vida própria no contexto da realidade plausível é tão simples e já foi explicada por tantos nomes altamente qualificados que chega a ser um absurdo desconhecer suas regras básicas. Eu entendo, estes autores são proibidos nas universidades. A argumentação deles simplesmente destruiria toda estrutura ideológica.


Sendo assim, vou apresentar algumas citações dos melhores nesse ramo, eu sei, a maioria de vocês jovens não conhecem, mas prestem bastante atenção nestes nomes e no que eles dizem. Procurem por livros desses autores e libertem-se da escravidão mental que produziu uma geração de bestas quadradas que hoje nos governam, com aquiescência de boa parte da população. Esta que também foi doutrinada na fina-flor da bestialidade. A estrutura econômica depende de certos procedimentos para se desenvolver saudável, Thomas Sowell cita no seu livro Economia Básica: “Enquanto no capitalismo há um custo visível – o lucro -, algo que não existe sob o socialismo, este tem um custo invisível - a ineficiência – que, no capitalismo, é eliminada pelos prejuízos e falências. O fato de que a maioria das mercadorias são mais amplamente acessíveis em uma economia capitalista implica que o lucro é menos oneroso do que a ineficiência”. Existem tantos ensinamentos embutidos nessa única citação que seria impossível decompor tudo o que foi ensinado aqui, por isso recomento que leiam os livros desses autores, mas já se pode notar que a falta de concorrência em sociedades socialistas eliminam a possibilidade de ajustes naturais, onde o produtor ineficiente é eliminado do mercado, e apenas sobrevive o melhor produto, o que presta o melhor serviço, assim acontecendo uma seleção natural que beneficia o mais capaz em atender a demanda presente na sociedade. O incapaz vai `a falência e o criativo e que consegue se adaptar obtém o lucro que irá assim produzir sua riqueza e com isso beneficiar toda a sociedade.


Temos também F. A. Hayek citando: “A geração de hoje cresceu num mundo em que, na escola e na imprensa, o espírito da livre iniciativa é apresentado com indigno e o lucro, como imoral, onde se considera uma exploração dar emprego a cem pessoas, ao passo que chefiar o mesmo número de funcionários públicos é uma ocupação honrosa”. Como podem criminalizar e depreciar o ganho do próprio trabalho? Pois é justamente essa atividade em larga escala que proporciona riqueza ao Estado com a carga tributária, e essa irá assim garantir o salário do funcionalismo público. Quanto maior o número de empreendedores e empresários produzindo, mais dinâmica e diversificada se torna a economia e assim se produz a riqueza de um país e de sua sociedade, mas ensinam nos nossos colégios e universidades que isto é errado. Os neandertais produzidos no nosso meio acadêmico combatem com ferocidade a possibilidade de enriquecimento digno por meio de seu próprio esforço na atividade escolhida como o preferencial pelo indivíduo para ganhar sua vida. Essa gente quer todo mundo dependente do Estado, mas que irá com isso gerar os recursos para que o Estado a todos sustente? A conta não fecha e assim temos os mesmos resultados de sempre produzidos por eles. Mas ainda temos mais um pouquinho de ensinamento dos grandes mestres nessa área para que conheçam, como Misses: “Bens, mercadorias, riquezas, assim como todos os outros conceitos econômicos, não são elementos da natureza; são elementos que derivam do significado que o homem lhes atribui e de sua conduta em relação a eles”. Conduta e significação é uma coisa que o socialista parece que jamais entenderá. Quem cria prosperidade ou a miséria é o próprio homem, como não são elementos da natureza, dinheiro não dá em árvores, as ações do homem é que criarão o cenário, de fartura ou penúria, dependendo da abordagem que aplique como procedimento.



E para finalizar não poderia deixar de citar mais um especialista indispensável nessa área, mais um prêmio Nobel em Economia falando verdades, Mílton Friedman. Então temos: “Em todas as sociedades, qualquer que seja sua forma de organização, há sempre descontentamento com a distribuição de renda”. Não existe sistema perfeito, porque não somos perfeitos, uns terão sucesso, outros fracassarão e assim segue a humanidade, mas a tentativa de tornar todos iguais sempre fracassará inevitavelmente. Pelo simples fato da diversificação humana quanto ao seu fator qualitativo, uns serão mais capazes, outros menos capazes, uns enriquecerão, outros empobrecerão dentro de sua falta de aptidão para desenvolver especialidades, e ainda outros se tornarão milionários por conseguir além de ter determinação e capacidade, terão um pouco da imponderável sorte, e outros infelizmente azar. Porque quem produz alguma coisa quer retorno financeiro e Mílton Friedman também cita: “De que vale o esforço para ir em busca do comprador que valoriza altamente o que você tem a vender se não tem nada a ganhar com isso? Se não houver recompensa pelo acúmulo de capital, porque alguém adiaria para outra ocasião o que pode usufruir hoje?”. Então, ao trabalhar e obter com seu produto para disponibilizar no mercado um retorno desejado, se você não acumula este capital, o elemento simplesmente gasta e não produz. Não produzindo, não acumula, não gera poupança, o que é saudável para o Estado, não enriquece com sua atividade, apenas gasta tudo o que estiver disponível sem gerar uma melhoria de vida futura para si e para o Estado. O que entra sai, e sendo assim nem o indivíduo melhora de vida e nem o Estado arrecada mais, criando o ciclo do eterno empobrecimento, visto com clareza em Estados coletivistas, onde a pessoa não tem liberdade para obter resultados de sua própria atividade. Enfim, tudo gira em torno da liberdade, o livre comércio, o livre mercado essa entidade tão odiada por socialistas de qualquer espécie.



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992 CRA – RJ.



Citações:


Sowell, Thomas. Economia básica, um guia de Economia voltado para o senso comum. / Thomas Sowell traduzido por Carlos Bacci, Rio de Janeiro Editora Alta Books, 2018,


Bourdeux, Donald. Menos Estado e mais liberdade. Título original Essential Hayek Escola Austríaca de Economia Faro Editorial. 2018.


Von Mises, Ludwig. Ação humana, São Paulo , Instituto Ludwig von Mises, 2010.


Friedman, Mílton, Livre para escolher, tradução Lígia Filgueiras Rio de Janeiro Record, 2016.



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quarta-feira, 1 de março de 2023

Parâmetros.

 

                                             Imagem de Nanne Tiggelman por Pixabay.




Parâmetros.




Estamos nitidamente em época de transformação, não desejada mas forçada por um segmento social que obteve poder financeiro ilimitado e inextinguível. Que por sua vez proporcionou uma quantidade de força ilimitada e provavelmente nunca vista no mundo. Pois uma vez sendo possível comprar consciências, e existindo milhões de consciências desejando ardorosamente serem compradas, se torna possível construir qualquer artificialidade com robustez e densidade suficiente para produzir o cenário que se quiser na realidade vigente. As cercanias da insensatez estão sendo fustigadas com ansiedade por essa turma, tão desejosos que estão para mergulhar completamente na loucura, este grupo ainda não percebeu que já estão imersos nela. Após um encadeamento de atividades exitosas que lhes trouxe a fortuna, aproveitando as melhores oportunidades que a liberdade democrática proporcionou, tentam extingui-la, como se fosse um pavor obscuro presente nas profundezas do inconsciente. Ninguém pode ter a ousadia e a competência pessoal de nos alcançar ou até superar nosso desempenho, que se elimine essa chance no nascedouro. Apenas nós e os nossos deverão reinar por toda eternidade. Tudo isso se refere ao ser livre, liberdade e assim temos que citar Montesquieu que expõe o seguinte no seu Espírito da Leis: Não há palavra que tenha recebido significado mais diversos e impressionado os espíritos de tantas maneiras como liberdade. Uns a tomaram como a facilidade de depor aquele a quem haviam dado um poder tirânico; outros com a faculdade de eleger aquele que deviam obedecer; outros, com o direito de estar armado e poder exercer a violência; estes, como o privilégio de só ser governado por um homem da sua nação e por suas próprias leis”. Entendam, ser governado por um homem de sua nação, e não por um estrangeiro que nem sequer conhece as particularidades de um povo que se arvora governar. Temos aqui o primeiro probleminha da desejada centralização universal de poder, mas ele, Montesquieu ainda prossegue: “Enfim, cada qual chamou de liberdade o governo que fosse conforme aos seus costumes ou às suas inclinações”. Claro! Populações diferentes, desejos outros que não àqueles do restante e portanto, textura diferente da realidade legal que rege a comunidade específica. Grupos diferentes peculiaridades diferentes.


Ele prossegue com o tema em duas colocações: “enfim, como nas democracias o povo parece fazer mais ou menos o que quer, situaram a liberdade nesse tipo de governo; e confundiram o poder do povo com a liberdade do povo”. Não existe liberdade plena, total, uma sociedade precisa ser regrada por leis, e isto restringe a liberdade ao comportamento aceitável de convívio social. E para finalizar por aqui com Montesquieu: “É verdade que, nas democracias, o povo parece fazer o que quer: mas a liberdade política não consiste em fazer o que se quer. Num Estado, ou seja, numa sociedade em que existem leis, a liberdade só pode consistir em podermos fazer o que devemos querer e em não sermos obrigados a fazer o que não devemos fazer. Devemos ter bem claro o que é independência e o que é liberdade. A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; e, se um cidadão pudesse fazer o que proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder”. Entenderam a responsabilidade de quem dita as leis? Um procedimento legal injusto e conflitante com a liberdade transfere o poder de fato ao outro lado e assim sendo todos teriam tal poder fazendo o que proíbem. E fazendo o que proíbem não temos mais lei e caímos no vale tudo das circunstâncias fora desse respeitoso e delimitado reino das leis. Um universo de conflitos, e nesse determinismo oblíquo e catastrófico certamente reinará a violência e a lei do mais forte.


Ao provocar alterações na estrutura do tecido social vigente, onde tendências se ajustam com o tempo, essa turma “iluminada” com sua fortuna pessoal e colossal, brincam de deuses e se esquecem de suas falhas muito humanas e circunstâncias limitantes no processo natural de adaptação humana ao tempo que muitas vezes, mesmo ocorrendo de forma quase natural, ainda assim provocam turbulências sociais com intensidade devastadora na estrutura organizacional de enormes populações e países. De certa forma a desestruturação do feudalismo e a reorganização social do período de transição medieval provocou mudanças insinuantes na estrutura de governo, pois sob o senhor feudal, populações contavam com assistência proporcionada por lei pelo senhor , proprietário de todo ser vivente de suas terras. Conforme cita Alexis de Tocqeville no seu livro O antigo regime e a revolução: “O senhor deve zelar para que os camponeses pobres recebam educação. Deve, na medida do possível, proporcionar meios d subsistência para seus vassalos que não tiverem terra, e, se alguns deles caírem na indigência, é obrigado a socorrê-los”. Então, existia uma legislação específica para amparo do povo que neste período pertencia ao senhor de terras, o nobre , e este cuidava de seus vassalos. Com o passar do tempo, principalmente na França, essa estrutura organizacional mudou, distribuíram terras para todos e cada um que cuide da sua vida, sendo assim essa proteção social deixou de existir. A princípio essa mudança parece boa, mas como qualquer intervenção na estrutura gera algumas coisas boas e outras coisas ruins. Cada um que cuide de si, produza, pague impostos ao seu senhor e não receba amparo social nenhum. Populações não são estáticas, elas continuam crescendo através do tempo, e sendo assim, as pequenas propriedades foram aumentando o número de pessoas que dependiam da produção de alimentos daquele determinado pedaço de terra. Onde moravam oito pessoas, passaram a morar vinte. Cada um que se vire no seu pedaço, o senhor não tinha nada a ver com isso, e a necessidade da população criou a distribuição de alimentos por parte do rei que, enviava para a igreja esses mantimentos e a igreja distribuía para a população. O que poderia dar errado com essa intermediação? Sem contar com a burocracia infernal produzida pelo governo segundo Tocqueville: “Há decretos do conselho que proíbem determinados cultivos nas terras que ele mesmo declara impróprias. Em outros, ordena a extração dos vinhedos, que segundo ele, foram plantados em solo ruim, a tal ponto o governo já passara do papel de soberano para tutor”. Essa turma da burocracia sempre atrapalhando a produção com suas vontades exóticas.


E para dar mais sabor excêntrico nesse caldeirão de obscenidades que prepara o conflito sangrento temos ainda o toque fatal segundo Tocqeville: “Na verdade, há muito tempo que os nobres franceses perderam o contato com a administração pública, a não ser em um único ponto: a justiça. Os principais entre eles conservaram o direito de ter juízes que decidiam certos processos em seu nome, e ainda faziam ocasionalmente regulamentos de polícia nos limites da senhoria”. Agora me digam, o que poderia dar errado onde nobres possuem juízes que julgam conforme seus próprios interesses e não seguindo a letra da lei? Já viram algo parecido? Então, nesse tempo, estas coisas acabaram na Revolução Francesa e milhares de cabeças cortadas. Espero que não seja preciso repetir a história para reorganizar nossa sociedade dessa vez. Porém as semelhanças e os propósitos insanos nos conduzem para algo similar. O parâmetro sorri ao sabor da lâmina veloz que pende no intervalo sutil da irresponsabilidade.



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992 CRA – RJ.



Citações:


Montesquieu, Charles de Secondat Baron de, 1689 – 1755. Do Espírito da Leis Tradução Roberto Leal Ferreira – São Paulo Martin Claret 2010.


Tocqueville, Alexis de, 1805 – 1859. O antigo regime e a revolução. Tradução José Miguel Nanni Soares – São Paulo – Edipro 2017.


Então, está aqui neste link para adquirir o livro. O conteúdo é conhecido por alguns que frequentam este blog. Economia, política, filosofia e comportamento. Uma narrativa baseada nos melhores autores e fora da margem esquerda do pensamento humano. Abordagem conservadora apoiada nos maiores nomes do ramo e que construíram um ocidente de sucesso. Exceto os últimos 11 textos todo restante está no livro. Estes outros ficam para o próximo se Deus quiser. 👇

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Novela ambientada no centro do Rio de Janeiro nos anos 70 estruturada de forma bem simples para dar representatividade a uma região, uma comunidade e seus moradores. Incluso contos Contextos da usura do Norte Fluminense.


domingo, 26 de fevereiro de 2023

Intensidades reclusas.

 


                                               Imagem de Gerd Altmann por Pixabay.


Intensidades reclusas.


O que seria mais intenso viver a harmonia da certeza ou na amplitude caótica da realidade? Há que se ter flexibilidade para habitar as reentrâncias sombrias do mundo real. Até por isso, em processo de fuga, poetas sublimam viagens astrais em composições que romantizam o agora, e assim metafisicamente produzem o refúgio confortável onde tornam possível ser e não ser nessa exatidão de momento, onde o estar não significa exatamente viver aquela ocasião de agonia. Mas necessariamente não se foge de seus próprios fantasmas, uma vez que eles habitam você, fazem parte do que você é, e somente um íntimo dialogo interno entre estes vários vocês vai proporcionar conforto. O si mesmo emerge pouco a pouco, através dos numerosos estágios do desenvolvimento descrito por Jung. Mas temos ainda o acréscimo de Jung a respeito dessas diferenças: “No começo, a consciência surge como a aurora quando o ego infantil emerge das águas da inconsciência, e o seu crescimento, expansão e crescente complexidade e poder coincidem com o crescimento e desenvolvimento do corpo físico que o aloja. Quando o corpo cresce, o cérebro amadurece e as capacidades de aprendizagem se desenvolvem e expandem, o ego também desenvolve seu vigor e capacidades”. Então, uma vez nessa comunidade interna, reorganize-se metodicamente conhecendo cada milímetro desse labirinto pessoal, todas as suas particularidades, pois afinal de contas tudo isso é você, e o mundo atualmente não está para brincadeiras, a insanidade foi cultivada em larga escala, e se você tem algum resquício desse lixo ideológico dentro de você, saiba, será eternamente inconveniente conviver com isso. Não se alcança o equilíbrio com extravagâncias artificialmente produzidas para conduzir a um destino artificial.


Oportunamente e sem nenhum resquício de circunstancialidade se apoderaram de você. O colocaram numa bolha de símbolos produzidos para limitar seu desenvolvimento, direcionando sua intelectualidade a um propósito definido. Não mais entender o mundo como ele deveria ser naturalmente, mas sim de acordo com um padrão estabelecido de sociedade coletiva, onde nem você é dono de si mesmo, e ainda assim vai desejar esse encabrestamento animal na sua vida. Você foi engarrafado e não se deu conta disso, e ainda critica quem mostra seu perfil delimitado por um padrão. Uma pergunta pertinente: se a sociedade vai se reorganizar, vai redefinir seu padrão existencial, você jovem agora, quem cuidará de você no futuro? Meus avós foram assistidos pelos meus pais, eu fui amparado pelos meus filhos no momento mais crítico da minha vida, onde flertei com a morte de maneira intensa, e você jovem progressista? Uma vez que não terá filhos, seus pais morrerão, e neste momento, será o Estado que lhe estenderá sua “poderosa” mão? Considere um intervalo por favor, vou sair um pouco do contexto para rir. Bom, voltei, e agora que nesse seu mundo não existe mais a família, para lhe passar valores e padrões humanos de comportamento, sua coisificação estará completa. Votando a Jung nas palavras do Dr Murray Stein: “Na primeira metade da vida, o principal projeto consiste em desenvolver o ego e a persona até ser atingido o ponto de viabilidade individual, adaptação cultural e responsabilidade adulta pela criação dos filhos”. Assim, como você jovem coisificado por progressismo socialista não terá família, nessa sua metade de vida, se é que podemos chamar isso de vida, seu ego não se desenvolverá. E isto é muito grave e incapacitante, traduzindo, você será inviável individualmente. Sem adaptação cultural e sem responsabilidade adulta, o que você será na realidade?


Voltando mais uma vez a citar Jung: “O que é universal, porém, e portanto arquetípico, é toda e qualquer cultura espera e exige da pessoa jovem a realização do desenvolvimento e adaptação do ego à cultura a que ela pertence”. Então, como você foi coisificado não terá ego e assim sendo não será possível se integrar ou se adaptar a nenhuma cultura que vier existir nesse seu futuro supostamente idílico e sem diferenças. Eu acredito que ainda é possível uma reversão neste miserável quadro existencial que envolve seu quase certo destino. E isto não passa por assimilação de informação que certamente você resistiria em absorver, mas sim por um diálogo interno entre seus particulares eus. E que surja nessa conversa íntima e muito interiorizada a percepção que algo não está certo na condução do seu destino, a consciência de que você como ser humano merece muito mais do que estão lhe oferecendo, e que sim, você tem direito a ter sua vontade individual respeitada por mais incoerente e desalinhada com o padrão possa ser. Porque afinal de contas liberdade é isso, ter o direito de conduzir a própria vida do jeito que bem lhe aprouver. Perdendo, vencendo, errando acertando, mas unicamente por sua própria decisão e não por uma programação feita por terceiros que jamais saberão dos seus verdadeiros anseios e sonhos mais íntimos. Não é errado ter uma opinião que entre em conflito com todo um restante estipulado, errado é não poder ter essa opinião exposta e ao contrário, de fato reprimida por determinação de uma escolha de quem você não sabe nem quem é. Mudanças de contexto só devem ser admitidas dentro de negociação e convencimento, qualquer coisa fora disso estaremos assim tratando de arbítrio, de ditadura e imposição pela força. E destoar do lugar-comum nos faz humanos. A diferenciação garante a diversidade, e afasta assim a estagnação que sempre converge para o colapso certo na monotonia dos termos insanos do controle. A força da vida sempre encontra uma alternativa para fugir da insanidade comportamental de tempos sombrios proporcionados por aqueles que se acham especiais.



Gerson Ferreira Filho.

ADM 20 – 91992. CRA – RJ.



Citação: Jung o mapa da alma de Murray Stein. Editora Cultrix.


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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Então, cinzas e nada mais.

 

             Imagem de Ray Shrewsberry • 💚💚💚 Thanks for Likes por Pixabay 




Então, cinzas e nada mais.



Bom, cá estamos todos nós depois de quase uma semana de orgias e desatinos subliminares onde vontades ocultas vieram a tona para mostrar que ainda somos carne. Aqui é assim, submetidos que estamos ao império hormonal, este mundo químico nos impulsiona para suas necessidades específicas. E nem sempre elas são comportamentalmente corretas. O resto do mundo se equilibra na estreita margem que delimita uma guerra total com consequências devastadoras, mas aqui no brasilzão milhões de almas em seus corpos possuídos de puro instinto no auge da animalidade se esfregam no calor escaldante dos trópicos, exalando o odor característico de sua natureza. Tudo bem, fazer exatamente o quê? Nem tragédias climáticas que acontecem ao lado e no próprio país são capazes de interromper o frenesi, e se nem isso provoca reação, muito menos tiros disparados aleatoriamente na multidão, ou brigas colossais no meio da massa, onde sopapos e chutes são desferidos sem rumo e sem alvo definido. O transe é completo meu amigo, se caísse uma ogiva nuclear na cidade ao lado a festa prosseguiria sem maiores problemas. Ah, vaporizaram milhões de pessoas? Depois a gente vê isso. Não se surpreenda, se você que lê isto tiver discernimento para compreender a amplitude do problema. Entender a realidade se torna um ato de contrição tardia porém relevante após toda esbornia assistida ou cometida. Porque até nos lambuzarmos passivamente ao presenciar semelhantes se entregarem a loucura sazonal incluí-nos no cenário como espectadores de um espetáculo digno de um coliseu romano. A plateia que via humanos serem devorados por feras concordava com as regras do espetáculo com sua presença. Na verdade, era ela a razão da performance existir. Se existir demanda a oferta se estabelece, regra básica de qualquer mercado.


Então, hoje com aquela cara de cachorro que roubou a linguiça muitos estarão agora e definitivamente para o resto do ano procurando se penitenciar por arroubos e êxtases fortuitos cometidos na escalada dos últimos dias. Vida segue, e como o mundo ainda não acabou, existe um ano para começar. Porque o ano no Brasil começa sempre na tarde da quarta-feira de cinzas. Talvez sobre aquele resíduo inconveniente no corpo, uma DST “inesperada” ou uma gravidez sem referencial de origem, que somente a cara da criança será capaz de dar informações mínimas a respeito da ação consumada. Coisas do início do século XXI, não se surpreenda. Provavelmente outra pandemia está nas prateleiras dos gerentes do mundo para entrar em ação, afinal, se faz necessário otimizar o mundo, organizar toda essa turma que sobrar no almoxarifado humano de produtos, que uma vez catalogados, etiquetados e embalados, possam ser distribuídos segundo à vontade do gerenciamento de recursos. Uma vez drenada toda carga hormonal ao som de fanfarras a carne agora estará no ponto ideal de armazenamento. Em decúbito repousa todo discernimento da massa, uma vez satisfeita na amplitude dos prazeres, toda prudência e compreensão se tornou benevolente com o que for oferecido, afinal, no final o que temos de mundo hoje em dia são apenas desencontros com a ética e a civilidade, nada é mais preponderante do que o anseio tenaz de grupos de influência para o domínio completo de todos. Assim teremos mais controle, máscaras obrigatórias para sinalizar dependência e controle, mesmo que já tenham comprovado sua ineficácia. O rebanho tem de entender que alguém cuida dele, e a máscara funciona com o símbolo de submissão. As vacinas para a nova circunstância já devem estar prontas, sim, hoje a cura vem antes da ocorrência, não entendeu? Não precisa, você não estará mais aqui para compreender de fato todo este enredo, se você não sabe melhor ficar assim e prosseguir nos seus limites restritos ao tamanho do seu universo existencial.


No passado remoto, seus ancestrais já foram circunstancialmente donos de seu próprio destino, porém agora, não somos mais assim. Nosso futuro foi comprado e distribuído entre poucos privilegiados. Raciocine como uma volta do feudalismo, onde o poderoso senhor de terras era dono do povo que habitava as terras dele. Sim, retornamos a ser vassalos, onde nossa existência é apenas uma concessão do grande senhor. Enquanto você se esfregava suado e mijado em outras milhares de pessoas, mantinha ligações carnais com desconhecidos na aleatoriedade de oportunidades, reestruturaram o mundo, talvez você apenas não tenha percebido mais diretamente, mas não se preocupe com isso, o controle vai chegar até você. Não tenha medo, você não terá nada e será feliz, assim como eram os súditos do grande senhor feudal. Terá um passaporte de vacinação e que conterá todas as suas informações pessoais, viverá em breve numa cidade apelidada de 15 minutos, onde o deslocamento será mínimo, por isso não terá mais carro e nem mesmo uma bicicleta. Confinamento, já ouviu falar a respeito? Eu como trabalhei infindáveis anos embarcado em navios e plataformas sei bem o que é. Estar limitado a um único ambiente, sem opções de escapar mas com facilidades de sobrevivência para viver naqueles limites. E por isso sei que nem todos se adaptam a este regime de vida. Já vi alguns desembarcarem sedados e direcionados ao departamento médico. Alguns na camisa de força. A restrição de espaço não trabalha muito bem em algumas cabeças, Tem gente que precisa de mais amplitude de mais espaço vital para poder viver. Imagine alguém que experimentou a folia carnavalesca em espaços ilimitados, na aglomeração humana desumanamente infinita, passar a viver praticamente sem deslocamento físico no seu cotidiano. A grande fazenda humana que projetam utiliza o mesmo manejo utilizado na criação de animais de corte para aplicar em você. Despertou? Não? Então durma, adormeça nas suas crenças, talvez te ofereçam um mundo virtual para que seu cérebro não derreta e estrague assim a mercadoria. Afinal, já disseram que todas as nossas sensações são apenas interpretação de impulsos elétricos do nosso cérebro. Então não se preocupe, quem sabe, talvez criem nesse mundo virtual um carnaval para você se divertir. Bom início de ano, tentaremos sobreviver mais um pouco.



Gerson Ferreira Filho.

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