domingo, 9 de agosto de 2020

Uma opção.

 

Feliz dia dos pais. Seja referência  o exemplo para seus filho. Ofereça a honestidade como herança, a conduta correta, o amor pela liberdade. Ele levará estes valores adiante.


Estamos em tempos dificeis, o progessismo socialista instalou toda uma geração de adestrados em mudar o mundo, em instalar um padrão de conduta artificial, e abandonar os padrões conquistados por gerações de seres humanos, onde muitos deram a vida para que tenhamos as liberdades e os direitos de hoje. Essas mesmas pessoas não se dão conta do desastre que estão criando, são prudutos, de uma persistente ideologia de coletivisação e massificação de seres humanos. Sempre que essa experiência foi tentada ela acabou em massacres absurdos de seres humanos, essa nova tentativa não será diferente. Mesmo agora envelopada em suposta ética, amor ao próximo, respeito a diversidade, um mundo melhor. Esse um mundo melhor já esteve na boca de genocidas. A busca por nivelamento social forçado sempre acaba mal. Estão servindo ao mundo uma refeição requentada e já azeda, onde temperos camuflam o real estado. Eduque seu filho, converse com ele na volta da escola e da faculdade, vigie, estes ambientes estão nas mãos de doutrinadores. Ensine os valores da democracia, da liberdade e dos reais direitos humanos. Desenvolvi um breve trabalho onde exponho uma fração do meu histórico pessoal e o que vi e observei através do tempo, para servir de material didático e alerta para os mais jovens. A liberdade não tem preço. Acompanhem em Crônica Básica do Âmago Subjetivo. Disponivel no portal da editora Delicata em formato tradicional ou na Amazon em formato E-Book Segue abaixo os Links.


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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Alquimia.





Por onde eu ia iria um pouco de mim,

Se minha morada fosse ainda assim

Um resquício de folhetim.

Uma brincadeira com o absurdo,

Um jeito mal ajeitado, incomodado,

O desajeitado mal estar de ser assim.

Um ousado ato que não se encaixa,

Uma questão que se desdobra

E não aceita a textura do dogma,

Que insiste em ser razão.

Comigo não!

Desconfio de certezas,

Questiono a natureza dos puros,

Dos injustos sinto o odor áspero

Das infâmias abjetas dos seus atos,

Destes já visualizo o destino vil

Sob o som que brota da ranhura do vinil.

Apenas um toque antigo no artigo,

Não sou de urgências não faço diagnóstico

Das aparências, apenas avalio o abraço

Que a natureza dá em cada um segundo

O papel atribuído na narrativa.

Não se preocupe: seu fim chegará.

Será uma surpresa, um presente.

Um peso a menos no contexto.


Gerson F. Filho.

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domingo, 14 de julho de 2019

Estação terra.





Conhecer-me sempre foi meu objetivo. No inicio apenas uma exploração de sensações, uma jornada no desconhecido que estava em torno de mim. Com alguns imprevistos, e também com certa dose de consequências adversas vai-se caminhando e adquirindo experiência. Desde a própria constituição orgânica até ao oceano de sensações provocadas pelo simples ato de estar aqui. E onde será este aqui? Este lugar curioso ao qual eu torno subjetivo.

 Teria eu me abraçado ao solipsismo?  Tudo que me circunda é só isso mesmo? Um contexto frívolo, efêmero, onde a beleza e tantas outras maravilhas não são suficientes para aplacar o desejo de tantos que ocupam o mesmo plano? Confesso que tudo o que vivi e experimentei até agora, ainda não me fez compreender o que o outro deseja.

Porque meu desejo sempre foi conhecimento, aprender mais sobre o ambiente, trazer para mim, a novidade, e com ela enriquecer meu acervo de capacidades. E claro, ter prazer com isso porque a satisfação faz parte do jogo, o que, claro, não pude deixar de notar, ser uma tarefa impossível para determinadas pessoas.

E que aqui se coloque a outra pessoa como o antagonista, aquele que confronta que se opõe ao seu ângulo de visão da realidade. Aprendi que a luta pela sobrevivência digna é cruel, e que o aleivoso elemento sempre espreita nas sombras, com um sorriso sínico nos lábios. O que vier de agora em diante será encarado como o final do roteiro.

Pode ser emocionante, pode ser enfadonho, o que tive de produzir nesta narrativa já produzi. Não pude aplacar a insatisfação congênita de terceiros, mas tentei, e como tentei. Não considero uma derrota, tudo é aprendizado. Até investir tempo onde mora o impossível. Resta a mim, aguardar a próxima preamar, que me leve a outros caminhos, novas lições, enriquecer o acervo até que o universo se esgote em sua profundidade inatingível. Circundar o paradoxo e sorrir para o absurdo. Porque eu tenho um parentesco com ele, embora ele não saiba.

Gerson F. Filho.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Opções.





Forneça-me um exagero.

Que eu o interprete como ilustre desconhecido.

Meu sarcasmo precisa de desafio,

Então, ameace com o oximoro,

Prometo traçar um perfil barroco

Tão tolo, quanto intenso.

Sem a possibilidade de um consenso

Minha calma irônica não acata anuência.

Posso até lhe conceder um eufemismo,

E se ainda assim faltares com a verdade

Te entregarei metáforas

Com ênfase no excesso.

Sim! Eu sei que sou complicado:

Por isso eu adoro os labirintos da alma.

Lá eu me perco e me encontro

Enquanto você sorri.

Gerson F. Filho.



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domingo, 21 de outubro de 2018

Renovação.






Viver é se sentir fatalmente forçado a exercer a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo”.

Jose Ortega Y Gasset.


       Tudo indica que passaremos por um período de renovação, de troca de comando político. Desta vez, sairão os socialistas, com seus sonhos obscuros com o coletivismo, suas preferências situadas no controle absoluto do governo, este que decide todos os rumos da vida do indivíduo. Uma mudança muito saudável porque o método utilizado atualmente, e com perspectiva de ser aplicado mais intensamente, já é comprovadamente um fracasso, em todas as nações que vieram a adotar tal prática.
Dias difíceis virão, um sistema destes não é desmantelado do dia para a noite, sacrifícios terão de assim ser suportados, ajustes estruturais intensos deverão ser aplicados, e acompanhados de perto no que diz respeito a sua real sobreposição – resistências existirão -, uma má vontade com o novo fatalmente surgirá na ordenação do meio. Mudanças causam desconforto.

 Quem quer mudança, e quer escapar do controle absoluto, deve cobrar coerência e se dispor ao sacrifício. Não se pode partir para a interpretação de uma realidade onde só se deseja vantagens, como se estas, fosse direitos natos. Ortega Y Gasset aborda apropriadamente como: “nos motins provocados pela escassez, às massas geralmente procuram pão, e o meio que geralmente empregam para consegui-lo é destruir as padarias”. Ou seja, destroem a fonte de saciedade.

Não se deve pensar que uma resistência feroz ao novo método será inexistente. O vício na tutela é muito forte, o amor por controle, e por ser controlado estará presente. O processo educacional que estabelecerá o novo comportamento não será bem recebido, são muitos anos de incentivo ao comportamento gregário, onde o coletivo vive em função de uma liderança.

 O incentivo a tolice durou décadas, e como também citou Ortega Y Gasset: “o tolo ao contrário não suspeita de si mesmo: parece muito discreto, e essa é a invejável tranquilidade com que o néscio se assenta e se instala em sua própria torpeza. Como esses insetos que não há como tirar do buraco em que habitam, não há como desalojar o tolo de sua tolice, leva-lo para passear um pouco além de sua cegueira e obriga-lo a contrastar sua visão torpe habitual com outros modos mais sutis de ver”.

 Vamos torcer para que exista um erro de interpretação da realidade no pensamento do filósofo, e que ao menos a grande maioria entenda e se adapte aos novos tempos. Uma minoria resiliente sempre existirá, mas que não seja suficiente grande para inviabilizar o processo. A unanimidade, embora desejável, retira o senso crítico. Será sempre necessário o contraditório, o tempero, o sal da terra. Até porque no autêntico regime democrático, as diferenças convivem em harmonia, e nele todos têm direito a palavra. Quem ama a censura, o controle, e a centralização absoluta de poder não somos nós. Se chegarem, os novos tempos, que possamos aproveitá-lo para afastar de vez o risco de algum dia estar subjugados pelo totalitarismo presente nos devaneios ideológicos de uma minoria.

Gerson F. Filho.


Citações retiradas do Livro: A rebelião das massas. José Ortega Y Gasset.
A Rebelião das massas/José Ortega Y Gasset; tradução de Felipe Denardi – Campinas, SP: VIDE  Editorial, 2016.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O beijo da eternidade.




“Sou o que Deus fez de mim! Como posso mudar minha natureza? O que quer que esteja destinado a acontecer acontecerá. Isso também está nas mãos de Deus”.

Mahabharata.


      Morar na eternidade, vivenciar a multiplicidade de temas, ocupar plenamente a diversidade de narrativas, e ainda assim ser um nada, ao se confrontar com todo este espaço contido no tempo. Estórias e história se acumulam como pergaminhos no fundo de uma biblioteca sem fim, para que um dia, talvez, venham a ser resgatadas e revividas pela curiosidade dos olhos de um alguém que o destino escolheu.

       A escolha é evidente, o momento planejado, não se acanhe se foi você o protagonista selecionado deste cenário. Tenha em mente que algo será construído, e você por algum critério, interpretará o papel. Será o agente da mudança. Lembre-se do infinito no qual está inserido, abrace com paixão a prosa. Faça do verso tua alma, transmute-se em sonoridade cósmica, e participe desta lacuna que existe na sinfonia do universo. Tenha sempre em mente, que neste todo, você nunca estará só.

Gerson F. Filho.


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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O legítimo sinal dos tempos.





O legítimo sinal dos tempos.


      Ontem virou escombros o principal museu do Brasil. Lá estavam itens insubstituíveis da cultura, não só do Brasil, mas de todo o mundo. Tive o privilégio de conhecer o museu ainda criança. Nasci e morei no Rio de Janeiro muitos anos, por iniciativa dos meus pais, que me levaram diversas vezes em visita a Quinta da Boa Vista, pude conhecer o acervo maravilhoso. Acredito sem igual na América Latina.

      Lá estavam papiros egípcios, sarcófagos, ídolos, múmias, onde neste continente se poderia ter contato com isso, de forma tão bem organizada, e com tantos itens? Acredito que viajando para os Estados Unidos apenas. Lá também estavam centenas de ossos pré-históricos, montados na forma dos animais que um dia caminharam sobre esta terra. Urnas indígenas funerárias dos nossos antepassados, documentos históricos, enfim, milhares de coisas insubstituíveis para a humanidade.

      Tudo isso foi negligenciado, pois a prioridade dos nossos tempos em se tratando de cultura, está no incentivo à aberração, ao escândalo, ao inadequado, que os novos intelectuais insistem em propagar, moldando o perfil da sociedade, embrutecendo as novas gerações. Hoje uma exposição incentivando a pedofilia, recebe mais verbas do que um patrimônio insubstituível para a humanidade.

      Qualquer artista medíocre no Brasil recebe recursos de uma lei chamada Rouanet, para produzir seu conteúdo, mas não existia verba para garantir a integridade do principal museu do país. Frequentei o museu Nacional, tive o privilégio de levar meus três filhos lá também algumas vezes, mas meu neto foi privado de ver as maravilhas culturais que lá estavam.

      Não existe um sinal mais legítimo da decadência moral e cultural de uma época, do que aconteceu ontem. Espero que ao menos sirva para orientar nosso povo, que não é mais possível conviver com certo tipo de política, e certo tipo de ideologia sem que haja uma rápida regressão ao tempo das cavernas.

Gerson F. Filho.
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