quinta-feira, 8 de maio de 2025

O vazio envolvente.

 

                                                          Image by Canva from Pixabay. 





O vazio envolvente.



E assim amigos vamos tentar fazer uma análise do nada, de coisa alguma, parametrizado na orgia das completas ausências de objetivo e de metas para seguir. Algo inusitado que mesmo sendo completa inadimplência mental ocupa espaço definido para a maioria do povo, não se trata de subterfúgio ou de estratégia mas sim de um modo de vida assumido e de completa abrangência dentro das hipóteses caóticas da ausência de avaliação por ser apenas o nada. Se fizermos um ensaio a respeito do tema notaremos que buscando similaridade na inteligência artificial poderíamos dizer que muitos possuem apenas um programa de gerenciamento interno básico, que gerencia somente atividades de sobrevivência e de deslocamento dentro do plano ocupado fisicamente no agora. Ou para turma que gosta de mecânica a diferença entre um caminhão caixa seca e um caminhão moderno. Os dois cumprem o seu propósito mas há um abismo de qualidade entre os dois. Acreditem, a maioria é assim, não se preocupam com evolução e obtenção de prosperidade, vivem suas vidas sem metas ou compromissos de obter uma melhoria progressiva com nossas experiências, em tempos de redes sociais, se apresentam situações que causam constrangimento nos que possuem critério de avaliação superior, mas é assim mesmo. Hoje essas redes sociais informam e comunicam de tudo, são a alma da informação, cultura e entretenimento, falsa ou verdadeira, tem de tudo. Basta selecionar o que tem valor e o que não tem. Governos autoritários têm pavor dessa tecnologia de interação social; onde já se viu o povo dialogando, raciocinando e encontrando respostas de forma livre? Ainda existe uma pequena e sutil camada dos que raciocinam com qualidade de análise de cenário, com inteligência suficiente para constranger os poderosos, expondo suas imoralidades e negócios escusos para o publico de menor capacidade cognitiva. E dentro dessa ignorância profunda que foi cultivada com esmero, tornando a massa popular ignara e com alto e grande teor de obsolência intelectual temos aqueles que ficam felizes e festejam o recebimento de um magro auxílio financeiro do governo. Eu sei, na maioria que pensa causa revolta, mas entendam, essa gente consegue ser feliz na miséria. Receber um valor financeiro pelo qual não fez jus com trabalho para eles é ótimo, o ócio os alimenta e os nutre profundamente, nesse nível o trabalho com objetivo de obter dinheiro e melhorar de vida é uma agressão. Uma intromissão na própria liberdade que julgam ter, mesmo mergulhados na miséria que os delimitam ao perímetro da penúria de seu miserável estado de ser. Não há complexidade cultural suficiente para entender que enquanto vivem na miséria outros vivem como príncipes e reis com recursos que mudaria a vida de todos eles. Os políticos populistas trabalham diretamente com isso, essa massa humana vota e sempre elegerá aquele que lhe dará mais esmolas, mais coisas “grátis” para alívio de sua condição. A preguiça e a falta de propósito são estimuladas pois o voto de um deles possui o mesmo valor de um voto de alguém qualificado, chamam isso de democracia. E como são muito numerosos graças ao desinvestimento no ensino básico e profissional, a politicalha infame sempre vence. Não basta produzir o iletrado, tem de produzir também o profissional meia boca, aquele que apesar de ter diploma ainda assim é um analfabeto funcional que acredita em teses políticas disfuncionais e derrotistas. Este vácuo mental não proporciona ambição, ao contrario, fornece convicções distorcidas da realidade onde trafegam abusivamente opiniões fracassadas repetidas insistentemente apenas por não se aceitar o lógico, a normalidade funcional do mundo. Se vive assim feliz mesmo em cenário caótico e sem perspectiva nenhuma de avanço social para as próximas gerações. Não há saúde, não há emprego, não há segurança mas o importante é o benefício com o qual comprarei umas linguiças e uma cerveja para curtir o momento. Já observou um galinheiro, uma granja? As galinhas e frangos não se importam com mais nada se tiver ração e água, é exatamente desse jeito que a maioria vive. O interesse pelo progresso pessoal é um sinal de uma inteligência um pouco acima da média, e isso hoje é raro. Se perceber, se notar que está fora de onde merecia estar, de entender que com esforço pessoal é possível migrar do galinheiro para algo com mais dignidade e que ofereça múltiplos caminhos no tempo e no espaço levam a novos destinos, constroem novas histórias e possibilidades, cada nova habilidade adquirida o posicionam de forma diferente na realidade, isso se trata de valor agregado, de qualificação para múltiplos cenários, e com o somatório de conhecimento a amplitude de ação de propostas se apresenta em oferta ao que se propõe a ser diferente. Você escolhe: ter uma vida de galinha num aviário ou se projetar intelectualmente para ser o dono do negócio, Quer ser o dono da granja ou viver feliz como um frango? Se alegrar efusivamente ao ponto de dançar com a ração e a água grátis ou se apropriar de si e produzir um final diferente? Eu aqui utilizando o linguajar peculiar dos socialistas que construíram esse desastre social que se avizinha, mais um, é a especialidade deles, “tenho lugar de fala”, fui muito pobre, mas desde criança tive um diferencial, não gostava nem um pouco de ser pobre. E sendo assim, mais uma vez utilizando vocabulário deles, furtado de um termo de Administração de empresas, procurei “empoderamento”. Sim, essa gente até muda o linguajar para se excluir da sociedade e fazer de conta que são especiais.



E esse “empoderamento” está em estabelecer objetivos, criar diferenciação, e como se faz isso? Adquirindo habilidades profissionais. Aumentando a própria capacidade de ação estudando e encarando qualquer oportunidade de ter mais conhecimento. Se qualificar para ser diferenciado e assim obter mais oportunidades e ofertas profissionais. E com melhores ofertas e com profissionalismo se sobe a escada social se libertando da mediocridade abrangente de nossa sociedade. Infelizmente a maioria não é assim, não encara a vida como um caminho para percorrer e progredir, prefere estacionar e ser feliz na miséria onde nasceu. Bebida ruim, comida de péssima qualidade, roupas de palhaço e a música tribal conforta muitos, plenamente satisfeitos naquilo que conseguem perceber como qualidade mas não é. Essa turma até quando fortuitamente consegue obter muito dinheiro se perde nos valores e desperdiçam tudo voltando ao ponto de origem. A maior fortuna que um homem pode ter é seu intelecto, se for apenas um vazio envolvente ainda que consiga obter fortuna será um mendigo cognitivo e sujeito as trapaças da vida. Entendam e aprendam a se defender porque como disse o grande poeta Augusto dos anjos: “O beijo, amigo, é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja”. O ser humano é cruel, portanto não se torne disponível para ser pisado ou ser descartado como lixo. Adquira seu valor específico na selva.


Gerson Ferreira Filho.



A maioria dessas crônicas estão em áudio no meu canal do Telegram. Que se chama também Entretanto e pode ser acessado no link abaixo. Uma abordagem mais personalizada do texto na voz do autor.

https://t.me/gersonsilvafilho


A seguir os livros e os links para comprá-los  na Editora Delicatta.  

https://editoradelicatta.com.br/



Lançamento já disponível para compra na Editora Delicatta. Trezentas páginas das crônicas mais recentes com os mais variados temas como sempre.











Nenhum comentário:

Postar um comentário