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A unção dos degenerados.
Em alguns círculos de conversação existe o questionamento a respeito dos motivos por quais o ocidente incluindo nós aqui chegamos nesse ponto de descalabro comportamental e de aceitação do inadmissível de forma passiva e resignada como se tudo isso fosse apenas destino e não uma elaborada construção social com fins de reorganizar a sociedade como é hoje em algo supostamente melhor, melhor para poucos. O objetivo hoje se contém do oposto, o que pregam e disseminam não é exatamente como o discurso determina, há um efeito ilusório uma camuflagem mimética no contexto para distribuir insanidade revestida de responsabilidade e inclusão. Essa inexatidão intrínseca que habita o labirinto distópico das certezas erradas foi criado para domínio de massas. Profissionais elaboraram essa sopa abjeta de conceitos pervertidos, usando técnicas de domínio linguístico e psicológico para criar essa realidade infame que hoje se materializa nos infernizando, nós os poucos que ainda pensam com independência. Essa geração criada nesse ambiente se sente confortável, e assim em completa realização nesse pântano de abjeções indecorosas que se revestem de virtude para afetar uma presença aceitável e até nobre para os que a ela se agregaram. A perfídia aqui não passa de um requeijão no canapé que servem nessa festa. Nessas artimanhas se vê agora um termo, mais um criado para ocultar o que realmente é, “adultização”; aqui se fala de pedofilia, sem causar constrangimentos para pedófilos, hoje algo quase considerado um problema de saúde. Porque entre as taras em processo de normalização esse comportamento infame está em muitos degenerados com poder. A engenharia das palavras é usada para controle e contenção de danos como um contingenciamento de respostas sociais não desejadas por determinado grupo. Uma delinquência sutil que favorece os mais chegados em algum tipo de comportamento rejeitado pela sociedade normal. Devemos lembrar sempre que estamos lidando com gente se é que ainda podemos chamá-los assim, sem nenhuma ética ou escrúpulo que o valha para atenuar uma tenaz indignidade proposta ao meio social. Como Thomas Sowell definiu muito bem essa turma, esse conjunto de “iluminados” das trevas, são conhecidos como os Ungidos. Esse povo debate sem argumentos com termos como: “A dicotomia do “complexo” e do “simplista”, a retórica do “tudo ou nada, generalizações inócuas, alterar para o ponto de vista presumido, declarar direitos, realizar afirmações vagas com um ar de certeza e sofisticação”. E assim temos o ungido, ou o “escolhido”, o diferenciado conforme sua jactância sem nenhum traço de modéstia, mas nós sabemos que na bazófia mora a incompetência determinante. Com reduzido conteúdo intelectual, apenas ao que lhes foi oferecido por interesse de quem os criou, não possuem abrangência e diversificação de produto intelectual para um raciocínio lógico, ou não seriam com são. Não defenderiam o que defendem e também não se comportariam e viveriam como fazem os momentos de suas rotinas. Thomas Sowell prossegue da descrição do perfil comportamental dessa gente: “Um dos chavões mais recorrentes do ungido contemporâneo é “complexo”, geralmente dito com um senso de superioridade contra aqueles que discordam – estes últimos sendo taxados de “simplistas”. Trata-se de presunção de sabedoria, debater e argumentar sem argumentos para apresentar de fato. Se sentir superior sem possuir lastro intelectual para um detalhamento da ocorrência que se mostra e se apresenta para o debate.
Bom, como o filósofo Harry Frankfurt estabelece: “De fato. A estupidez não é, ou não é apenas o contrário da inteligência. Podemos ser inteligentes e muito estúpidos: para se convencer disso, basta colocar um intelectual qualquer num cargo político, ou incentivar um especialista de alguma coisa a se expressar sobre um assunto a respeito do qual ele não tem familiaridade. O que virá a seguir em seguida se chama bullshit”. Temos aqui na verdade a falácia da pós verdade, um artifício enganador para disfarçar a conhecida mentira. Essa unção carismática que envolve o “escolhido” lhe dá o perfil exato para envolver desavisados com sua lábia e presença marcante que seu comportamento arrogante lhe proporciona. Este detalhamento se faz necessário para que identifiquemos os estúpidos, porque segundo definiu Jacques Lacan, essa gente não é ignorante, um ignorante é um jarro vazio, um estúpido é um jarro cheio de convicções e certezas, na maioria, todas erradas. Mas esse conteúdo lhe oferece presunção de capacidade intelectual e portando, define seu perfil comportamental. Estes são os ungidos que nos comandam. Essa turma que alcançou funções de liderança na sociedade atual, no setor político e jurídico e claro também no financeiro, na verdade é o que provoca essa tragédia administrativa no país. Tudo porque utopias não se agregam muito bem com a realidade, são inassimiláveis. A realidade tem a característica de vomitar sonhos e devaneios políticos, ela prefere a tradição. Anomalias, corpos estranhos que ousam invadir o corpo do que é real tendem a serem combatidos pelo sistema imunológico da realidade. O comportamento destrutivo desses “iluminados” tem detalhamento por Thomas Sowell: “Para os ungidos, as tradições provavelmente são vistas como relíquias opressoras do pretérito, pertencentes a uma era menos iluminada e não como a experiência purificada de milhões que enfrentaram vicissitudes humanas parecidas no passado. Além do mais, a aplicabilidade de experiências passadas é ainda mais diminuída na visão dos ungidos, por conta das grandes mudanças que aconteceram desde “épocas mais simples”. Então, assim essa turma não considera a tradição, o conhecimento acumulado mas apenas aquilo que a cabeça deles produz ou recolheram no iluminismo base que surgiu na Europa no século XVIII e centrado na ciência e racionalidade e que desembocou em cabeças cortadas aos milhares. Hoje podemos considerar os ungidos como os novos degenerados do momento, pois o que começou lá atrás com René Descartes terminou em banho de sangue.
Assim temos um avanço no retrocesso, como um termo popular determina. Autoridades travestidas de engenheiros sociais desejam reconstruir a sociedade e estão em pleno trabalho. Escolhidos por eles mesmos, baseados na sabedoria dos seus sentimentos revolucionários não se sentem constrangidos de erguer o mais perfeito desastre social em curso, é para um bem maior dizem eles. Enquanto isso eles se premiam, se afagam, se elogiam constantemente num intenso ritual de legitimidade do inaceitável, aquele afago no ego colossal dos que se sentem superiores ao restante e portanto, decidem quem vai viver, ou não. A arrogância peculiar conseguiu até se desgastar no exterior e com isso hoje correm perigo de ver seu modo de vida afetado, pois lá fora, eles não estão no topo da cadeia alimentar, tem algo muito maior e com enormes dentes afiados como navalhas para retalhar prepotência como se fosse osso de frango. Ao invés de assumir a posição de inferioridade, se recusam a ver o risco, e tudo indica que vão entrar numa briga que não podem vencer. E este é apenas o sintoma principal de uma doença da alma dos que sorveram poder em demasia.
Gerson Ferreira Filho.
Citações:
Os ungidos. A fantasia das políticas sociais progressistas. Thomas Sowell LVM Editora.
A psicologia da estupidez. Jean-François Marmion. Editora Avis Rara.
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